Vídeo de influenciador levanta debate sobre preconceito em clubes sul-coreanos – Revista KoreaIN

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por Greyce Oliveira atualizado em 17 de maio de 2022
O influenciador digital Patrick Ramos levantou um debate sobre racismo e xenofobia em clubes na Coreia do Sul. O incidente ocorreu quando Ramos, conhecido nas redes sociais pelo apelido The Expat Pat, andava pelo badalado bairro de Itaewon no último domingo (15) fazendo uma transmissão ao vivo para seus seguidores.
Ramos relatou ao The Korea Herald que estava indo comprar um lanche quando passou pela frente de um clube chamado OWL Lounge. O local possui uma placa em sua porta avisando que proíbe a entrada de estrangeiros com determinadas categorias de visto.
O que aconteceu a seguir foi registrado pelo celular de Ramos e já acumula mais de 300 mil visualizações no TikTok. Um segurança do clube segura Ramos e em seguida o coloca contra a parede. A situação só foi controlada quando o gerente do clube interviu e permitisse que o influenciador conseguisse ir embora.
O vídeo em questão pode ser visto a seguir:
O acesso às instalações do OWL Lounge por estrangeiros só é autorizado para aqueles que possuem visto da categoria F-4 (cartão amarelo), exclusiva para cidadãos coreanos que moram em outros países.
Porém, a grande maioria dos estrangeiros que mora no país tem vistos da categoria E-2 (cartão azul). Ramos, que atua como professor de inglês, é um deles. A política de acesso ao clube foi criticada por muitos que acusam o estabelecimento de xenofobia. Além disso, conforme destacado por Ramos na entrevista, também é comum presenciar casos de racismo com pretos.
O The Korea Herald entrou em contato com o OWL Lounge e o clube explicou que adotou esta política para evitar que os estrangeiros que se envolvam em casos criminais – como envolvendo assédio sexual – nas dependências do estabelecimento possam fugir do país antes de responderem perante à lei.
Além disso, o clube também alegou que Ramos estava “filmando os rostos dos funcionários e de clientes de forma ilegal” e que por isso chamaram a polícia.
Ramos está atualizando o caso em suas redes sociais e abriu um financiamento coletivo para levantar fundos para conseguir ajuda legal.
Fonte: (1)
Imagens: Patrick Ramos via Instagram e TikTok
Não retirar sem os devidos créditos.
Cearense de Fortaleza, é metade uma humana normal professora de Inglês e metade ELF(a) precisando (talvez) de tratamento para parar de falar no Super Junior toda hora.

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