A guerra de Putin: duas vantagens e uma cautela – Público

A resposta europeia à agressão russa e algumas fraturas expostas no campo plural da esquerda motivam clarificações que podem ter alguma utilidade.
O impacto da guerra de invasão imposta à Ucrânia, a que o governo de Putin tem associado ameaças veladas ou manifestas a diversos Estados do leste europeu e da região do Báltico, também contém algumas vantagens. Duas destas relacionam-se com a construção da resposta europeia à agressão russa e com algumas fraturas expostas ocorridas no campo plural da esquerda, ambas motivadoras de clarificações que podem ter alguma utilidade. Todavia, elas apenas serão efetivamente proveitosas se resistirem a unanimismos, de uma origem principalmente emotiva, que sugerem harmonia de interesses onde, na verdade, subsistem contradições e conflitos.
Com a guerra sobreveio o acordar europeu de uma letargia de décadas. A comissária Ursula von der Leyen acaba de lembrar que o continente se depara hoje “com as sombras de um passado que pensávamos ter deixado para trás há muito tempo: uma guerra atroz, uma agressão sem sentido, cidades destruídas e milhões de pessoas em fuga”. O panorama atual é, de facto, novidade em mais de sete décadas, projetando um drama que as guerras da ex-Jugoslávia, mais localizadas, não chegaram a suscitar. Ele comporta uma dimensão fortemente emotiva – associada à perceção de que uma Pax Europaea deixou de integrar a ordem natural das coisas – que está a perturbar cidadãos e responsáveis políticos, de repente despertos de um estado de sonambulismo. Análogo ao identificado pelo historiador Christopher Clark como tendo conduzido, por falta de discernimento entre os dirigentes da altura, à eclosão da guerra de 14-18.
A situação adveio de fatores diversos, a que não serão estranhos a deriva neoliberal que despojou a União Europeia da dimensão social, o recuo dos partidos e ideais progressistas e de esquerda que a poderiam ter contrariado, bem como a emergência de uma nova geração de dirigentes europeus que abandonaram o projeto federalista implícito na proposta do velho resistente Robert Schuman, trocando-o por políticas sem coesão ou rasgo. Já a dimensão de sonambulismo traduziu-se na demonstração de uma recorrente inconsciência perante a realidade geopolítica saída da derrocada da União Soviética. A Europa nada fez, no plano político, para se opor ao domínio mundial, por momentos único, dos Estados Unidos, fechando os olhos à recuperação económica, à expansão militar e à política externa imperial da Rússia e da China.
Renascida no atual contexto de guerra, a ideia da necessidade de coesão política e de iniciativa militar por parte da União Europeia parece definir uma consciência da necessidade de pôr fim a esse longo período de letargia e de definir uma estratégia própria.
Por outro lado, e é esta a sua segunda vantagem, a guerra de Putin determinou a necessidade de uma esquerda militantemente anti-imperialista e anticapitalista repensar a forma como encara o presente equilíbrio mundial. Explicando se mantém, como “inimigo principal”, os Estados Unidos, a União Europeia e a NATO, pactuando por omissão com as estratégias de potências agressivas concorrentes, como a Rússia ou a China, fundadas em sistemas tirânicos e associadas a regimes incompatíveis com a democracia representativa e com o respeito pelos direitos e liberdades fundamentais. Ou, contrariamente, assumindo ser em nome de bandeiras para si fundamentais que a sua iniciativa política passa também por enfrentá-las sem subterfúgios. Parte desta esquerda, perdida numa mundovisão datada que dificilmente mudará, tem provado não ser seu este combate. Mas por isto mesmo existe um claro desafio à ousadia do amplo setor aberto à complexidade do mundo contemporâneo e das suas causas.
Estas duas vantagens da guerra de Putin podem, porém, transformar-se em inconvenientes se se aceitar que o conflito presente se situa apenas no confronto entre o bloco democrático e o bloco autoritário, colocando entre parêntesis a luta travada na Europa contra o avanço da extrema-direita, dos populismos e dos nacionalismos, contra o racismo e a xenofobia, pelos direitos do trabalho, pelo equilíbrio ecológico, pela relação solidária com povos de outros continentes e com diferentes comunidades, inclusive aquela ligada ao dever do acolhimento de refugiados e migrantes. O combate da Europa contra a ameaça das tiranias deve impor, como cautela, o aprofundamento simultâneo da democracia e das políticas solidárias dentro dos Estados e das organizações internacionais, sem o qual se fecha a porta da frente escancarando a das traseiras. A escolha não pode, todavia, significar deixar de enfrentar quem em nome de um ideal imperial e tirânico esmaga nações inteiras e chacina os seus povos.
O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico.
Historiador, professor da FLUC e investigador do CES
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Livro conta a história do Beitar Jerusalém, o clube que nunca contratou um árabe e cuja claque de extrema-direita glorifica o racismo – Expresso

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Tribuna
12 maio 2022 16:25
uriel sinai/getty
12 maio 2022 16:25
O Beitar Jerusalém, clube israelita seis vezes campeão, nunca contratou um jogador árabe. Durante muitos anos, a claque de extrema direita La Familia cantou orgulhosamente a frase: “Cá vem ela, a equipa racista do país”. O jornal inglês “The Guardian” pega no novo livro de Shaul Adar, ‘On the Border: The Rise and Decline of the Most Political Club in the World’, onde se lê que o Beitar “não é um clube racista, mas uma organização profundamente infetada com racismo”.
Em 2009, o capitão de equipa, Aviram Bruchian, sobrinho do lendário Uri Malmilian, disse que ficaria feliz por jogar ao lado de um jogador árabe. Foi imediatamente ‘convocado’ pela claque mais radical do clube. No dia seguinte, Bruchian emitiu um comunicado: “Lamento a dor que causei aos adeptos e compreendo que os magoei. É importante para mim que eles saibam que estou com eles em todas as circunstâncias. Não sou eu quem toma as decisões, mas se os adeptos não querem um jogador árabe, não haverá nenhum jogador árabe no Beitar”.
A claque pode não cantar a mesma frase, mas continua a entoar exemplos monstruosos que mostram bem as dificuldades em erradicar o mal do Beitar. “As estrelas no céu são testemunhas / Porque o racismo é como um sonho / O mundo inteiro vai testemunhar / Não haverá árabes na equipa!” é apenas um exemplo.
O Beitar, clube com origem num movimento da direita liberal, moderada, assistiu a algumas alterações ao longo dos últimos anos do século passado. Shaul Adar falou com David Frenkiel, o criador do primeiro site do clube, que costumava escrever sobre futebol na revista “Shem Hamisehak”. “A onda anti-árabe começou depois dos ataques terroristas da segunda metade dos anos noventa. A reação dos média e da esquerda levou a um comportamento infantil”, diz Frenkiel.
“Quanto mais os adeptos eram atacados, mais as provocações aumentavam. Não tenho a certeza de que todos os que cantavam fossem racistas, mas é assim que funciona nas bancadas”, diz Frenkiel. Sobre as críticas feitas à maioria por não confrontar as palavras insultuosas, o adepto do Beitar responde: “Quem quer confrontar aquelas pessoas?”.
O efeito bola de neve não se fez esperar e o slogan “Morte aos árabes” foi respondido com “Morte aos judeus”. A atitude reproduziu-se nas outras modalidades — até que os adeptos do Hapoel Telavive intervieram. Nas competições europeias em que estavam presentes, podia ver-se uma faixa que dizia: “Representamos Hapoel e não Israel”.
Aos cânticos dos radicais do Beitar, os adeptos do clube de Telavive respondiam com: “Ponham Jerusalém na Jordânia / Dêem-na aos palestinianos / Nas linhas de 1967 / Dividam-nas em duas / Dêem-nas aos palestinianos / Não precisamos do Teddy [o estádio do Beitar] / Nem do Beitar”.
A verdade é que, ao longo dos anos, o Beitar negociou com muitos jogadores árabes israelitas, mas nunca chegou a contratar nenhum. No filme “Forever Pure”, documentário sobre o problema endémico do Beitar, o antigo líder do clube, Ruvi Rivlin, que chegou a ser presidente de Israel entre 2014 e 2021, conta: “Lembro-me de estar sentado no Teddy e dizer ao Ehud Olmert [então presidente da Câmara de Jerusalém e futuro primeiro-ministro do país] que o que estava a acontecer na bancada este não era bom e que, ao mantermos as bocas fechadas, estávamos a legitimá-lo. (…) Mas eles ignoraram-no, para não enraivecer os adeptos”.
Segundo o livro, ao longo dos anos, o estádio conhecido como “Teddy” tornou-se o palco perfeito para os políticos do Likud, o partido da direita nacionalista israelita. Entre eles, Benjamin Netanyahu, o futuro governante que, em 1998, fez questão de saudar os adeptos do Beitar em público, enquanto parte destes cantava insultos aos árabes ou a Yitzhak Rabin, primeiro-ministro mártir às mãos de extremistas israelitas.
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Nuno Homem de Sá avisa António: «Não acho muita graça às piadas do avô, é discriminação» – IOL

No «​Big Brother – Desafio Final», o ator revela ao lisboeta que não gostou da expressão que este utilizou, afirmando que se sente discriminado.
No «​Big Brother – Desafio Final», os dois concorrentes trocam provocações acesas.
No «Big Brother – Desafio Final», o concorrente tenta analisar o avião e acredita que tem a ver com as última votações.
No «Big Brother – Desafio Final», os concorrentes recebem um avião de apoio, mas só para alguns.
No «Goucha», o apresentador, cantor e maestro Carlos Alberto Moniz é surpreendido por uma mensagem especial da «filha» Inês. Depois, recebe uma visita surpresa de Silvestre Fonseca e ambos explicam esta dinâmica de partilharem uma filha. 
No «​Big Brother – Desafio Final», durante a cadeira quente, os dois concorrentes envolvem-se em mais uma troca de acusações.
No «Big Brother – Desafio Final», a concorrente fica com a perna dormente e deixa todos a rir com a sua reação.
No «​Big Brother – Desafio Final», a influencer fala sobre a questão de a associarem constantemente a Bernardo Sousa.
Uma das propostas do Livre prevê uma circulação máxima de 70 km/hora nas vias estruturantes, como o Eixo Norte-Sul ou a Segunda Circular. Já nos eixos internos com maior fluxo passaria a aplicar-se o limite de 40 km/h, e nas restantes vias 30 km/hora.
A vereadora do partido na Câmara de Lisboa, Patrícia Gonçalves, juntou-se à CNN Portugal para testar estas alterações nas ruas de Lisboa. 
No «​Big Brother – Desafio Final», após a expulsão de Ana Barbosa, os dois concorrentes envolvem-se numa acesa troca de insultos e Quinaz pronuncia-se.
No «Dois às 10», recebemos a ex-concorrente do «Big Brother» para  revelar o sexo do 3º filho. Sónia Jesus, exalta-se e faz a revelação antes do tempo. 
No «​Big Brother – Desafio Final», o empresário não se conforma com a postura de Nuno Homem de Sá, aquando do momento da expulsão de Ana.
No «​Big Brother – Desafio Final», a atriz especula acerca das nomeações de hoje.
No «​Big Brother – Desafio Final», a influencer revela que já houve situações, em que questionou o seu posicionamento.
No «Big Brother – Desafio Final», os concorrentes dão tudo na prova semanal. 
No «Goucha», após o testemunho de Luís Batista, que sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica, o nosso apresentador faz um donativo que vai ajudar esta família na construção de um quarto adaptado para Luís. 
No «​Big Brother – Desafio Final», o empresário explode e enfrenta Nuno Homem de Sá.

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Marcelo pede "tolerância zero" com a discriminação no Dia contra a Homofobia – Correio da Manhã

Marcelo pede “tolerância zero” com a discriminação no Dia contra a Homofobia  Correio da Manhã
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PAN Madeira considera que ainda vivemos numa sociedade imensamente fóbica – JM Madeira

"Nesta data pela luta dos direitos da comunidade LGBTQIA+, o PAN Madeira relembra que ainda vivemos numa sociedade imensamente fóbica".
Num comunicado enviado à redação, o partido considera que “os Direitos Humanos devem ser respeitados. Todos nós somos responsáveis para esta igualdade, e esta só se pode fazer aceitando e respeitado as escolhas de cada um, pois no fundo somos todos diferentes e iguais na mesma”.
Assim, o PAN Madeira “desafia a Secretaria Regional de Educação a implementar o projeto 'escola de todos' de modo que as escolas possam criar mecanismos de formação do pessoal docente e não docente para prevenir e combater a discriminação que continua a acontecer”.
A nota acrescenta ainda que o “PAN Madeira entende que o combate à discriminação deve ser uma luta de todos, adotando a região políticas concretas pois na sociedade regional continua a persistir a discriminação e o preconceito contra a dignidade de muitas pessoas LGBTQIA+, seja na educação, no trabalho, no desporto, enfim na vida” e “ressalta também a importância dos direitos humanos e do direito à vida e lembra que a luta por uma cidadania livre, inclusiva e sem preconceitos continua”.

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4 filmes da Netflix de tirar o fôlego para assistir nessa semana – Oficina da Net

Confira quatro obras cinematográficas de tirar o fôlego para assistir nessa semana e se divertir à noite com a família ou amigos.
Estes quatro filmes da Netflix indicados aqui prometem tirar seu fôlego de diferentes formas, indo desde algo erótico até gêneros como comédia e ação. Saiba agora quais filmes você deve assistir nessa semana para não perder tempo passando horas procurando por um título interessante na plataforma de streaming.
Gêneros: Drama e romance
Classificação indicativa: 18 +
Duração: 1h 51 min
Direção: Barbara Bialowas e Tomasz Mandes
365 dias hoje é a sequência do filme “365 Dias”. No final do primeiro filme, tivemos a preparação para o casamento de Massimo e Laura, onde descobriu-se que Laura estava grávida. No auge do clímax do filme, Laura acaba sequestrada pela família mafiosa rival em um túnel.
A história de 365 dias hoje conta com a presença dos astros Michele Morrone e Anna-Maria Sieklucka, além do retorno de Magdalena Lamparska, interpretando Olga, a melhor amiga de Laura. Entretanto, a grande novidade mesmo é o grande vilão de “365 Dias: Hoje” chamado Nacho, que é interpretado por Simone Susinna. O vilão contará com comportamentos ainda mais “obscuros” que os do mafioso que conhecemos. Tornando-se assim, um grande atrativo para Laura.
Nessa sequência de “365 Dias”, Laura e Massimo irão voltar a ficar juntos após um grande susto. Entretanto, a relação é afetada pela família do protagonista, enquanto, ao mesmo tempo, um misterioso homem conquista o coração e a confiança de Laura.

Gêneros: Ação, comédia, policial
Classificação indicativa: 16 +
Duração: 1h 40 min
Direção: Mateusz Rakowicz
Baseado em fatos reais, O Rei das Fugas (Najmro: Kocha, kradnie, szanuje), conta a história de Zdzisław Najmrodzki, um famoso ladrão polonês da década de 70 e 80 que escapou da polícia 29 vezes. Houve fugas de dentro de um trem, de uma janela do tribunal, do quartel general da polícia de Varsóvia e de uma prisão.
O longa-metragem é dirigido por Mateusz Rakowicz (Romantik) que presta uma homenagem a Zdzisław Najmrodzki de forma diferente, pois trata-se de um filme de comédia. Então não espere uma história envolvente e trabalhada, assista com a expectativa de se divertir dando risadas.

Gêneros: Drama e guerra
Classificação indicativa: 14 +
Duração: 2h 8 min
Direção: John Madden
Outro filme baseado em fatos reais, O soldado que nunca existiu é uma obra cinematográfica que abarca os gêneros drama, histórico e guerra. Trata-se da terceira versão da mesma história, que foi adaptada anteriormente em um filme de mesmo nome em 2010 e antes ainda no filme “O Homem que Nunca Existiu (1956).
O enredo do filme O soldado que nunca existiu é baseado no livro de Ben Macintyre e seus eventos desprezam um dos pontos mais interessantes da Operação Carne Moída (Operation Mincemeat, nome original do filme), a interferência de Ian Fleming, assistente pessoal de John Godfrey, diretor da Divisão de Inteligência Naval.
A Operação Carne Moída (Mincemeat) foi uma operação articulada pelo Reino Unido na Segunda Guerra Mundial para encobrir uma invasão aliada à Silicia em 1943. Na ocasião, o corpo de Glyndwr Michaelm um cara que morreu por comer veneno de rato, foi vestido como um oficial da Marinha Real britânica e colocaram itens pessoais nele, identificando-o como o fictício Capitão (Major Interino) William Martin. Foi colocado no corpo também correspondências entre dois generais britânicos que levavam a crer que os Aliados (da Segunda Guerra) planejavam invadir a Grécia e a Sardenha, com a Sicília como mero alvo de uma distração.
Parte do plano descrito acima foi baseado no memorando de Trout (1939), escrito por John Godfrey e seu assistente pessoal, Ian Fleming. Parte do plano descrito acima foi baseado no memorando de Trout (1939), escrito por John Godfrey e seu assistente pessoal, Ian Fleming. O objetivo era fazer com que Hitler fosse enganado, no meio da Segunda Guerra Mundial, quanto às reais intenções dos Aliados, na tentativa de salvar milhares de vidas.
Vídeo incorporado do YouTube
Gêneros: Ação, comédia e policial
Classificação indicativa: 16 +
Duração: 1h 59 min
Direção: Louis Leterrier
Do mesmo diretor de Lupin, Louis Leterrier, Os Opostos Sempre se Atraem conta a história de dois policiais que se encontram após 10 anos. O que leva a ocorrer esse encontro é o caso de um assassinato um tanto quanto peculiar. Ambientado no interior da França, os atores responsáveis por representar os policiais são Omar Sy (Ousmane Diakhité) e Laurent Lafitte (François Monge).
Na cidade do interior da França, onde a dupla de policiais vai, há um prefeito com inclinações fascistas e possui envolvimento com grupos de extrema direita. Ao longo da ação do filme, há momentos de comédia, mas sem exagerar e perder a seriedade de um filme policial. Enfim, é possível se entreter com o filme e ao mesmo tempo refletir sobre situações sobre racismo e xenofobia.
Vídeo incorporado do YouTube
Laura e Massimo estão de volta, mais intensos do que nunca. Mas a família de Massimo e um homem disposto a fazer de tudo para conquistar Laura complicam a vida do casal.
Uma comédia de ação policial ambientada nos últimos dias do comunismo na Polônia onde um ladrão e herói popular escapou da polícia 29 vezes. Naymro viveu em seus termos contra o sistema. Mas o amor e a queda do Muro de Berlim mudaram tudo.
Durante a Segunda Guerra Mundial, dois oficiais dos serviços secretos utilizam um cadáver e documentos falsos para enganar as tropas alemãs.
Reunidos depois de uma década, dois policiais muito diferentes investigam um assassinato em uma cidade dividida que é palco de uma grande conspiração.

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Daniel Alves protagoniza vídeo de campanha do Barça contra discriminação – UOL Esporte

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Manual dos inquisidores – Expresso

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Opinião
Membro do Comité Central do PCP e professor universitário
16 maio 2022 11:57
16 maio 2022 11:57
Depois de semanas de arraso mediático contra a Câmara Municipal de Setúbal era muito aguardada a audição parlamentar do representante da associação dos ucranianos em Portugal para saber em que suspeitas se baseavam afinal as acusações contra essa Câmara e contra os cidadãos de nacionalidade russa que há mais de vinte anos apoiavam outros cidadãos vindos de países do leste europeu (russos, ucranianos, moldavos, romenos…) na sua integração em Portugal.
O balão era enorme, mas saiu furado. Suspeitas? Nenhumas. Espionagem? Transmissão de documentos a autoridades russas? Nada. Dados concretos que sustentassem as acusações feitas na praça pública? Zero.
A única revelação feita pela tal associação de ucranianos em Portugal foi que tem vindo a protestar junto das autoridades portuguesas porque a associação que apoia os imigrantes do Leste em Setúbal e em outros pontos do país (a tal EDINTSVO) integra cidadãos russos.
O Secretário-geral do Sistema de Segurança Interna disse zero, porque obviamente nada havia que tivesse para dizer. A Alta-Comissária para as Migrações limitou-se a sacudir qualquer colaboração entre o ACM e a Câmara de Setúbal, o que já foi desmentido com prova documental. A Ministra Adjunta limitou-se a dizer que Setúbal era um caso isolado e que o que se passou em Setúbal era inaceitável, sem se perceber o que é que a Câmara de Setúbal fez de diferente das outras e o que é que fez de inaceitável. O que se sabe é que a Câmara de Setúbal é a única que está a ser investigada por factos exatamente idênticos ao que outras câmaras assumem fazer, sem que sejam investigadas.
Depois de intensas acusações de espionagem, de interrogatórios suspeitos, de recolha ilícita de dados pessoais, de ligações ao regime de Putin, de tudo o que a fértil imaginação dos inquisidores permitiu insinuar na base de processos de intenções sem qualquer base factual que não fosse o facto da Câmara de Setúbal ser de maioria CDU e o gabinete de apoio aos refugiados integrar cidadãos russos, não houve uma única prova, nem sequer um único indício sério da veracidade das acusações.
Instalou-se então a desorientação entre os inquisidores. O Deputado do Chega lamentava que, tendo as audições sido convocadas a propósito da Câmara de Setúbal, ninguém falasse da Câmara de Setúbal. A Deputada da IL lamentou que as audições tivessem o efeito contrário “ao que se pretendia”. No mesmo dia, a Assembleia Municipal de Setúbal, dramaticamente convocada para debater moções de censura apresentadas pelo PS e pelo PSD, com ameaças de demissão que fariam cair a Câmara, assistiu a intervenções de cidadãos ucranianos a elogiar o trabalho da Associação ADINTSVO em Setúbal e com os eleitos do PS e do PSD a meter a viola no saco quando a demissões e a rejeitar ambas as moções de censura em regime de reciprocidade.
Em qualquer Estado de Direito, ou em qualquer sociedade decente, o ónus da prova das acusações cabe a quem acusa. De que são acusadas afinal a Câmara de Setúbal e a associação ADINTSVO?
A Câmara abriu um gabinete de apoio aos refugiados que contou com a colaboração de uma associação que apoia imigrantes de países do leste europeu há vinte anos. Associação cuja idoneidade nunca foi posta em causa e que recebeu elogios públicos, na Assembleia Municipal de Setúbal, vindos de cidadãos ucranianos por ela apoiados. Câmara e Associação que mantém relações de colaboração com o Governo Português através do Alto Comissariado para as Migrações que estão documentalmente comprovadas. Gabinete que recolheu dos refugiados que se propôs apoiar a documentação e os dados pessoais que são exigidos por lei para que sejam acolhidos e que têm de ser enviados ao SEF. Não há nenhuma prova, nem suspeita séria, de que tais dados tenham sido enviados a mais alguém.
As insinuações da associação de ucranianos em Portugal não visaram apenas a Câmara de Setúbal. Também se referiram nomeadamente a Aveiro, Gondomar, Albufeira ou Portimão. Todas estas Câmaras recorrem à colaboração de cidadãos russos a refirmam a sua confiança nessa colaboração e na sua continuidade. Todavia, só a Câmara de Setúbal foi alvo dos inquisidores. A Polícia Judiciária fez buscas, mas não há arguidos, a CNPD e tudo o que é Inspeção assentaram arraiais em Setúbal, o SEF também foi chamado a investigar, mas os inquisidores não esperam por conclusões para condenar.
O bom nome de dois cidadãos foi arrastado pela lama por um vendaval mediático e pelos justiceiros que fazem das redes sociais um esgoto a céu aberto, pela única razão de serem russos e por se presumir serem apoiantes de Putin.
O artigo 13.º da Constituição portuguesa refere no seu tão justamente celebrado artigo 13.º que ninguém pode ser prejudicado ou privado de qualquer direito em razão de território de origem ou convicções políticas. Desconheço as convicções políticas dos cidadãos em causa, que nem deviam ser para aqui chamadas. Se houver suspeitas sérias de que um qualquer cidadão cometeu em Portugal algum ato ilegal ou até censurável, isso deve ser investigado e se for provado, deve ser condenado ou censurado por isso. Agora, arrastar pela lama o bom nome de cidadãos que vivem entre nós há mais de vinte anos, apenas na base de suposições e insinuações, sem que haja sequer uma suspeita séria de terem feito aquilo de que são acusados, é do domínio da infâmia. É um puro ato de xenofobia.
Seja como for, o manual dos inquisidores é para ser levado à letra e a sentença já foi lida. Os cidadãos são russos, ponto final. A Câmara de Setúbal “é comunista”, ponto final parágrafo. Não é preciso provar nada. Basta insinuar, acusar, condenar e executar a sentença. Enquanto não se apurar nada, é preciso continuar a investigar. Se nunca se apurar nada, é porque alguém conseguiu esconder alguma coisa e nesse caso, há que manter o princípio: in dúbio contra o réu.
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Conheça os direitos de todos os cidadãos usuários do SUS – Governo Federal

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SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. – Foto: Ministério da Saúde
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. Ele foi criado para garantir que todo brasileiro conte com acesso integral, universal e gratuito a serviços de saúde de todas as complexidades.
Por meio do SUS, o brasileiro tem acesso, por exemplo, a vacinas e medicamentos gratuitos e a atendimento médico que vai desde a Atenção Primária até cirurgias e transplantes. Os usuários do SUS contam com alguns direitos básicos ao usufruir de seus serviços. Confira:
1. Todo cidadão tem direito a ser atendido com ordem e organização
De acordo com este princípio, quem estiver em estado grave ou de maior sofrimento deve ser atendido primeiro. Além disso, todos devem ter fácil acesso aos postos de saúde, especialmente idosos, gestantes e pessoas com deficiência.
2. Todo cidadão tem direito a um atendimento de qualidade
O cidadão tem o direito de receber informações claras sobre o próprio estado de saúde. Da mesma forma, seus familiares também têm o direito de receber informações sobre seu estado.
Além disso, os pacientes têm direito a anestesia e remédios para aliviar a dor, quando necessário. O atendimento de qualidade também diz respeito à receita médica, que deve ser escrita de modo claro e legível.
3. Todo cidadão tem direito a tratamento humanizado e sem discriminação
Os profissionais de saúde e todos os que atuam no SUS não podem, sob nenhuma hipótese, condicionar a prestação ou a qualidade de seu serviço à raça, cor, idade, orientação sexual, estado de saúde ou qualquer outra característica do paciente.
Todos os responsáveis pelo atendimento devem ter respeito pelo corpo, intimidade, cultura, segredos, emoções, segurança e religião de quem está sendo atendido.
Os médicos, enfermeiros e outros profissionais devem ser facilmente identificáveis por meio de crachás bem visíveis.
4. Todo cidadão tem direito a ver o próprio prontuário, sempre que quiser
É assegurada também a liberdade de recusar ou permitir qualquer procedimento médico, assumindo a responsabilidade por isso. O paciente também não pode ser submetido a exames sem o saber. 
5. Todo cidadão usuário do SUS também tem deveres ao buscar atendimento
Nunca minta ou dê informações erradas sobre seu estado de saúde. Também é dever do usuário do SUS tratar de forma respeitosa os profissionais e ter disponíveis exames e documentos sempre que solicitado.
6. Todos devem se empenhar para cumprir o disposto na Carta de Direitos de Usuários do SUS
Confira também o documento completo aqui.
Para saber mais, confira a cartilha ilustrada de direitos dos usuários do SUS, publicada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), aqui.
Com informações da Ebserh e do Ministério da Saúde.
Saiba mais:
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António Bravo: «Acho que é um extremismo, tudo é discriminação e um apontar de dedo» – TVI

No «​Big Brother – Desafio Final», o lisboeta aceita a explicação de Nuno, porém partilha a sua opinão.

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