PSD: Montenegro avisa que não vai ser “cúmplice da perpetuação do PS” no poder – VISÃO

Na proposta de estratégia global hoje entregue na sede nacional, intitulada “Acreditar”, o antigo líder parlamentar do PSD refere-se expressamente ao partido Chega no capítulo dedicado ao posicionamento político do PSD.
“Nesse trabalho, de ampliação da nossa base eleitoral, nunca ultrapassaremos as linhas nucleares dos nossos valores e princípios. Mas não contem connosco para distrair o PSD com discussões estéreis a propósito de um imaginário e extemporâneo diálogo com partidos como o Chega. Fazê-lo é fazer um frete ao PS”, afirmou, na única passagem da moção de 66 páginas em que se refere expressamente ao partido liderado por André Ventura.
“Connosco, o PSD não se vai descaracterizar, mas também não será cúmplice da perpetuação do PS no poder”, avisou, contudo, sem concretizar mais sobre uma política de alianças.
Noutro ponto da moção, sublinha-se que “não há, como nunca houve, espaço no PSD para racismo, xenofobia, discriminações, nacionalismo ou o extremismo, nem para ódios de classe, ditaduras do politicamente correto, nem agendas ideológicas totalitárias de esquerda ou de direita”.
“Aliás, em Portugal o partido que tomou e exerceu o Governo do país apoiado em partidos extremistas, cúmplices de agressores totalitários e sanguinários, impositores da não-liberdade, foi o Partido Socialista”, acusa-se, dizendo que o PS deveria “pedir desculpa aos portugueses”.
No entanto, avisa-se que “para o PSD não existem uns portugueses eleitores de primeira e outros de segunda, em função do seu último voto partidário”, considerando que “os eleitores não são cativos de nenhum partido, não são confundíveis com as direções e líderes pontuais do partido em que em algum momento votaram”.
“São todos portugueses livres e responsáveis pelas suas escolhas. Como grande partido português, o PSD deve escutar todos e falar para todos os eleitores”, defende.
O antigo líder parlamentar aponta o surgimento de novos partidos à direita quer na lista das dificuldades futuras para o PSD, quer na das oportunidades.
“No lugar de um outro partido (o CDS) de vocação compromissória, emergiram partidos de ofertas especializadas e populistas que procuram fazer caminho num tempo histórico de excessiva competição e de indisponibilidade para compromissos moderados”, disse.
Perante este desafio, Montenegro reitera na moção o que tem vindo a afirmar: “O PSD tem de ser a casa daqueles que votaram PS nas últimas eleições e se vão frustrando ou desiludindo, ao mesmo tempo que deve acolher aqueles, que por razões conjunturais, expressaram o seu voto à nossa direita”.
Na lista das oportunidades, Luís Montenegro defendeu que à direita do PSD – nunca se refere expressamente a Iniciativa Liberal – “não existe um projeto global, equilibrado”, considerando que as ofertas “são tantas vezes socialmente inaceitáveis e injustas e/ou moral e humanamente inadmissíveis”.
Sobre o posicionamento político do partido, a moção defende que “este não é o tempo para lamúrias nem para perder tempo com quem pensa que o PSD está condenado ao definhamento”, insistindo que “o PSD pode e vai voltar a ser o maior partido português.
“O PSD é, no contexto político nacional, a única verdadeira alternativa política ao Partido Socialista. Deve, portanto, assumir na plenitude essa responsabilidade patriótica”, refere.
A moção defende que “uma democracia saudável vive melhor” com duas alternativas claras, não fazendo sentido que “o PSD se subalternize na mera expectativa de que poderá influenciar as políticas socialistas”.
“Este posicionamento estratégico em nada colide com o sentido de responsabilidade subjacente ao acompanhamento de determinadas áreas críticas que careçam de uma abordagem suprapartidária e que visem perdurar para lá de governações conjunturais”, ressalva-se.
Entre as dificuldades que se apresentam ao partido, a moção de Montenegro reconhece que o PSD tem vindo a perder eleitorado e se afastou de alguns grupos demográficos, como os eleitores mais velhos, os de mais baixas qualificações e os funcionários públicos.
“Adicionalmente, o Partido Socialista prossegue o seu projeto de controlo da Sociedade pelo Estado e do Estado pelo partido”, acusa o candidato.
Já entre as oportunidades, a moção de Luis Montenegro aponta que “o PS nada tem para oferecer ao país”.
“O país não aguenta essa estagnação por muito mais tempo. O socialismo é estagnação e agora, que tem maioria absoluta, esgotaram-se as desculpas do PS”, disse, apontando igualmente que “o extremismo da esquerda radical está cada vez mais revelado”.
SMA // JPS

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Marcelo pede "tolerância zero" com a discriminação no Dia contra a Homofobia – Porto Canal

Lisboa, 17 mai 2022 (Lusa) — O Presidente da República assinalou hoje o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, pedindo um Portugal "com tolerância zero em relação a qualquer modo de discriminação" e a união em torno deste desígnio.
"Neste Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, o Presidente da República sublinha a importância de nos batermos, enquanto comunidade, por um Portugal com tolerância zero em relação a qualquer modo de discriminação, sob que pretexto for", pode ler-se numa nota na página oficial da Presidência da República.
De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, "persiste a discriminação contra muitas pessoas LGBTI", seja no foro privado como no espaço público, na escola, no emprego, na saúde.
"Num tempo ademais tão atreito a tantas formas de ódio, é imperioso que nos juntemos em prol deste desígnio, nas políticas concretas de combate à discriminação, mas também nos nossos gestos diários, no modo como nos relacionamos e convivemos, por uma cidadania aberta, inclusiva e sem preconceito", apelou.
O Presidente da República pede que este dia internacional sirva para recordar aquilo que aproxima as pessoas e pare relembrar "o convívio fraterno na diferença".
O primeiro-ministro, António Costa, hasteou hoje a bandeira arco-íris na residência oficial, em São Bento, assinalando o Dia Internacional contra a Homofobia, e assumiu o compromisso de desenvolver políticas públicas contra a discriminação.
Também o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, assinalou este dia apontando que a Constituição salienta que todos os cidadãos têm a mesma dignidade e ninguém pode ser prejudicado pela sua orientação sexual.
Portugal desceu quatro lugares no índice europeu sobre a situação jurídica e políticas das pessoas LGBTI, devido à falta de plano de ação contra a discriminação, estando ainda assim em nono lugar entre 49 países.
De acordo com dados divulgados pela ILGA Europa, que anualmente analisa e classifica no seu Mapa Arco-Íris a situação jurídica, social e política das pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (LGBTI) em 49 países europeus, Portugal caiu do 4.º lugar para o 9.º lugar em 2021.
A iniciativa serve para assinalar o Dia Internacional e Nacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, que se comemora em 17 de maio, e demonstra que têm sido dados passos importantes nos direitos das pessoas LGBTI em vários países.
JF (PMF/SV) // SF
Lusa/fim
Rui Moreira: “Nós (Porto) não precisamos da TAP”
           
Rui Moreira diz que a TAP “é um dreno muito caro”
               
Grupo de trabalho pede desculpa e retira aborto como indicador de avaliação dos médicos de família
             
Pandemia volta a aumentar com Portugal a chegar aos 34 mil casos diários de covid-19
Idosos mostram-se recetivos com a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19
Bandeira LGBTI hasteada frente à CM do Porto para assinalar a luta contra a homofobia. Rui Moreira diz que momento representa a “forma como a cidade é aberta a todos”
Empresa de resíduos conta que portugueses “estão cada vez mais sensibilizados para a necessidade de reciclar” em dia internacional da reciclagem
Hospital de Guimarães recebe certificado Nível Bom

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Jornalista relata ter sofrido racismo em salão de beleza nos Jardins, na Zona Oeste de SP – G1

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Prefeitura do Recife realiza ações para lembrar o Dia de Combate à LGBTfobia – Prefeitura do Recife

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O dia 17 de maio é conhecido como o “Dia Internacional de Luta Contra a LGBTfobia”, data que se tornou um marco na luta pelos direitos civis da população LGBTI+ e visa conscientizar a sociedade sobre o respeito e o enfrentamento à discriminação vivenciado pela população LGBTI+.  Para lembrar a importância de combater a homofobia, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Juventude e Políticas Sobre Drogas e da Gerência da Livre Orientação Sexual, promove a II Semana Municipal de Luta Contra a LGBTFobia com ações e lançamento de campanha .
 
Impulsionada pelo Ministério Público de Pernambuco, a Gerência da Livre Orientação Sexual, em parceria com a Federação Pernambucana de Futebol, junto aos Clubes de Futebol do Santa Cruz, Sport e Náutico, Grande Recife Consórcio de Transporte Grande Recife e CBTU,  lança, nesta terça-feira(17), a Campanha “Não dá cartão, dá cadeia”. A campanha tem como principal objetivo conscientizar a sociedade que a violência vivenciada pela população LGBTI+, dentro e fora dos estádios de futebol é crime, sendo enquadrada na lei de combate ao racismo de nº 7716/89.  Luciana Silva, gerente da Livre Orientação Sexual do Recife, ressalta que essa campanha surge a partir dos atos de LGBTfobia sofridos pelo ex-BBB, Gil do Vigor.
 
Para a divulgação da campanha foram produzidos diversos materiais gráficos e digitais que circularão pelos estádios de futebol, redes sociais e transportes públicos. O grande destaque da campanha será o inicio das partidas de futebol, nas quais os jogadores entrarão com uma faixa em alusão à campanha, além de divulgar os canais de denúncia da Prefeitura do Recife, a Plataforma Virtual para Recebimento de Denúncia e o Centro Municipal de Referência em Cidadania LGBTI+, espaço criado pela Prefeitura do Recife  que realiza atendimento especializado a vítimas de discriminação e violência homofóbica. Ao todo, foram produzidos 5 mil cartazes, 100 adesivos para banheiros, três placas, cinco faixas e dez braceletes de capitão.
 
A Gerência da Livre Orientação Sexual do Recife também prevê para esta terça-feira(17), o lançamento, por meio da rede social @recifeglos, do vídeo que mostra a trajetória, vivência e conquistas de duas usuárias do Centro Municipal de Referência em Cidadania LGBTI+, Anne Colucci e Rayanne Sooff, mulheres transexuais acompanhadas pelo equipamento municipal, que fornece orientação geral sobre direitos humanos a qualquer vítima de violação, informando sobre as garantias legais e encaminhando para os serviços especializados de atendimento. O centro presta atendimento especializado à população LGBT vítima de discriminação, violência, e quando há lesão de direitos, fornece orientação jurídica, psicológica e social, por meio de equipe multidisciplinar capacitada. O centro já realizou mais de 15 mil atendimentos e possui mais de 2 mil pessoas cadastradas.
 
A gerente da Livre Orientação Sexual do Recife, Luciana Silva, destaca que o preconceito traz consigo diversas consequências, que na população LGBTI+ se reflete em atos desumanos de violência extrema, negação de direitos negligência e abandono.  Ela ainda ressalta que essa  realidade vem exigindo dos governos, cada vez mais, ações e políticas efetivas para enfrentar as diversas violências. ” A Prefeitura do Recife vem trabalhando para proteger e garantir os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis”, explicou Luciana.
 
Luciana recorda que há 32 anos,  a  Organização Mundial da Saúde (OMS) removia a homossexualidade da lista de doenças. “Foi no dia 17 de maio de 1990  que a OMS passou a desconsiderar a homossexualidade como doença, excluindo da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Essa  decisão infelizmente não acabou com preconceito e discriminação, mas foi um passo importante para a compreensão da homossexualidade como identidade sexual, que não precisa de cura, já que não se trata de doença”, diz Luciana.
 
No dia 24 de maio, a Gerência da Livre Orientação Sexual, em parceria com a EMLURB, realizará uma formação com os funcionários de parques, praças e banheiros públicos, sobre Cidadania e Respeito à População LGBTI+, nos ambientes públicos. Na ocasião, serão destacadas as leis municipais 16.780/2002 e 17.025/2004 que punem e proíbem toda forma de discriminação com base na prática e comportamento sexual do indivíduo nos âmbitos públicos.
 
Por fim,  no dia 30 de maio, a Gerência da Livre Orientação Sexual do Recife, em parceria com a Secretaria de Turismo, o gabinete do Centro do Recife e o Movimento Mix Gay Recife,  realiza a I Feira Cultural de Empreendedorismo LGBTI+, que acontecerá  na Rua da Moeda, das 14h às 20h.

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Lisboa: Guineense apresenta queixa contra empresa por racismo – DW África

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Jovem guineense residente em Portugal diz ter sido vítima de racismo numa empresa de segurança privada que presta serviço no Aeroporto de Lisboa e que entretanto a despediu. Administração da empresa refuta as acusações.

Daniela Gomes: “Só que sei que me despediram por causa da queixa que fiz”
A denúncia do caso de Daniela Gomes veio a público através das redes sociais e a partir daí ganhou outra proporção junto da comunicação social. Tudo começou quando a jovem guineense, de 33 anos de idade, pós-graduada em Turismo e Comunicação, fez queixa de uma colega à administração por ter sido vítima de racismo no local de trabalho.
Diz ter sido despedida por causa disso, pouco depois de ter frequentado uma ação de formação de duas semanas para começar a trabalhar na ICTS Portugal, empresa de segurança privada que opera no Terminal 2 do Aeroporto de Lisboa. “Simplesmente disseram que eu estava à experiência. Só que sei que me despediram por causa da queixa que fiz contra ela. Há uma base discriminatória no meu despedimento”, conta à DW.
O episódio que evidencia prática de racismo ocorreu quando, já em campo, a formadora questionou os formandos sobre o ambiente de trabalho e sobre o tipo de animais, como cão e o gato, que podem passar pelo sistema de raio X do aeroporto antes de entrar para o avião. 
“Na altura, por curiosidade perguntei: ‘e pessoas que têm animais diferentes de estimação, por exemplo, cobra?’ Ela lá me disse que cobra não passava. E eu, por pura curiosidade – porque na Guiné-Bissau tinha um macaco como animal de estimação – perguntei: ‘E macaco, passa no raio X?’ E ela responde-me assim: ‘Não, porque eu vejo os seus primos andarem livremente pelo aeroporto e ninguém lhes coloca em jaulas para passar no raio X'”, relata.
Sede da ICTS Portugal em Lisboa
A jovem mãe, que vive em Lisboa desde os 6 anos, afirma que três testemunhas assistiram àquele episódio. No dia 11 deste mês, acabou por apresentar queixa da referida funcionária na sede da empresa, em Lisboa. “Dia 13, fui à Procuradoria-Geral da República (PGR) e fiz uma queixa contra ela. E a empresa, passados uns dias, despediu-me.”
Considera inadmissível o sucedido porque a empresa não tinha motivo algum para a despedir: tinha experiência, uma vez que já trabalhava no Aeroporto de Lisboa. Daí que vai avançar também com uma queixa-crime contra a ICTS Portugal.
A administração da empresa desmente que tenha despedido Daniela Gomes e esclarece, numa nota enviada à DW, que, lamentavelmente, os factos foram omitidos nas publicações feitas nas redes sociais.  
Manuel João, diretor de segurança da ICTS Portugal, explica na referida nota que “ocorreram várias cessações de contratos de trabalho no âmbito do período experimental”, incluindo a trabalhadora em causa, “e que não têm qualquer relação com a referida denúncia”.  
A empresa de segurança privada presta serviço no Aeroporto de Lisboa
A ICTS Portugal informa ainda que a denunciada encontra-se suspensa preventivamente. Por outro lado, adianta que Daniela Gomes e os colegas foram inquiridos no âmbito de um inquérito interno, estando em curso o processo disciplinar para que a denunciada possa apresentar a sua defesa perante os factos. 
A empresa diz não se rever “nas palavras ditas e escritas no que concerne à alegada discriminação racial que lhe é imputada, nem se revê nos discursos de ódio e fundamentalismo”. Acrescenta orgulhar-se de “ter nas suas fileiras colaboradores de todas as proveniências e origens”. 
Tendo já denunciado o caso, a SOS Racismo prontificou-se a acompanhar as várias fases do processo, quando for aberto inquérito pelas autoridades competentes.
“Uma empresa não pode despedir uma trabalhadora, independentemente do seu estatuto jurídico, porque o argumento de que ela estaria em período experimental e que, portanto, ela teria sido dispensada ao abrigo desse normativo não colhe. É um argumento muito fraco e, diria até, falacioso”, diz Mamadou Ba, um dos dirigentes da associação, que considera o caso “demasiado grave” com “contornos muito preocupantes no que toca às responsabilidades das empresas”. 
O dirigente associativo não tem a menor dúvida de que Daniela Gomes foi despedida porque a empresa não quer ter, no futuro, nenhum caso de denúncia de atos racistas por trabalhadores como ela. 
“Para não ter que lidar com isto, preferiram despedi-la, fugir das suas responsabilidade e, em última análise, proteger a prevaricadora”, critica. “Ou não acreditam na denúncia da Daniela” e “se assim for”, acrescenta, “é uma repetição de um filme já várias vezes visto”. Mamadou Ba lamenta que “ninguém dá crédito às denúncias das vítimas do racismo, o que é mau.”
Tribunal considera que assassinato do ator de origem guineense não resultou de um descontrolo momentâneo do arguido, mas sim de um ato premeditado. Sentença foi proferida com a presença de familiares de Bruno Candé.  
Pela primeira vez, Portugal tem um Plano Nacional de Ação contra o Racismo e a Discriminação, visando sobretudo comunidades africanas, afrodescendentes e cigana. Observadores saúdam medidas, mas apontam falhas no ensino.  
Em Portugal, Associações de imigrantes dizem que ataques contra Beatriz Gomes Dias refletem incapacidade de aceitá-la. A deputada é a primeira candidata negra a ser cabeça de lista numa eleição autárquica em Lisboa.  
Frases de índole racista nas fachadas de estabelecimentos de ensino universitário e secundário em Portugal provocaram onda de indignação. Sociedade civil pede investigação dos casos, mais medidas e punição dos autores.  
De origem senegalesa, o dirigente da organização SOS Racismo em Portugal foi laureado com o Prémio Front Line Defenders, entregue aos defensores de direitos humanos em risco. O ativista é alvo de constantes ameaças.
Mamadou Ba torna-se alvo de insultos e ameaças de morte após criticar visibilidade dada a militar português que combateu na Guiné-Bissau. Parlamentar conservador exige a “deportação” do ativista de origem senegalesa.
Mais de 60% dos portugueses manifestam crenças racistas, diz um estudo do European Social Survey. A ONG SOS Racismo sugere medidas estruturantes para combater o racismo em Portugal – sobretudo na educação e na justiça.
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Conmebol aumenta multa por discriminação após casos de racismo – Agência Brasil

Ex.Saúde, Presidente, Governo
Após cinco casos de racismo direcionados a torcedores de clubes brasileiros em partidas da Libertadores, quase todos na mesma semana de abril, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), enfim, alterou o artigo do código disciplinar sobre discriminação.
Na noite de segunda-feira (9), a Conmebol anunciou o aumento das multas impostas às equipes cujas torcidas cometerem atos de preconceito motivados por “cor de pele, raça, sexo ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem”.
A punição mínima foi de US$ 30 mil para US$ 100 mil (R$ 513 mil na cotação atual). Conforme a entidade, o órgão judicial competente pode também obrigar o time de torcida infratora a atuar sem público ou ter o estádio parcialmente fechado.
O primeiro dos casos foi o de um torcedor do River Plate, que atirou uma banana em direção à torcida do Fortaleza no jogo entre as equipes em Buenos Aires, há um mês. O clube argentino foi multado em US$ 30 mil.
Duas semanas depois, um torcedor do Boca Juniors, também da Argentina, imitou um macaco em direção à torcida do Corinthians na própria Neo Química Arena, em São Paulo. Ele foi detido em flagrante, mas liberado após pagamento de fiança no dia seguinte.
Na mesma semana, torcedores do Estudiantes de La Plata, mais um time argentino, fizeram sons de macacos para os do Red Bull Bragantino.
Houve, ainda, registros semelhantes no Equador, na visita do Palmeiras ao Emelec, e no Chile, durante o confronto do Flamengo com a Universidad Católica.
Até o momento, a Conmebol não concluiu a investigação sobre os casos nos jogos de Timão, Massa Bruta, Verdão e Rubro-Negro.
Ouça na Radioagência Nacional:
 
Edição: Renata Batista
Em 2017, delatores ligados à empreiteira Odebrecht afirmaram que o ex-senador teria recebido vantagens indevidas não contabilizadas nas campanhas eleitorais de 2008 e 2010.
Entidade ainda busca solução para caso da ex-número 1 Peng Shuai. A programação de 2022 inclui um novo evento WTA 1000 em Guadalajara (México) e um torneio WTA 500 em San Diego (EUA).
O pacto prevê uma agenda comum sobre temas prioritários que são definidos pelas entidades que fazem parte do grupo e visam obter resultados concretos na qualidade do ensino público.
Emenda promulgada nesta terça-feira pelo Congresso Nacional eleva de 65 para 70 anos a idade máxima para nomeação em tribunais superiores, entre os quais o STF e o STJ.
Para ampliar os estoques, o Ministério da Saúde lançou mais uma edição da Campanha Nacional de Doação de Leite Humano. Meta é ampliar em 5% a oferta de leite materno a recém-nascidos internados nas unidades neonatais.
O chanceler do país, Pekka Haavisto, disse que a decisão não era motivo para comemoração, já que “há guerra na Europa”. Dos 200 parlamentares, 188 votaram a favor.
Hoje é o Dia Internacional de Combate à Homofobia. A data foi escolhida porque foi em 17 de maio de 1990 que a OMS retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças.
A XG é uma variante recombinante das linhagens BA.1 e BA.2 da cepa Ômicron. Ela tem a mesma combinação da variante XE, mas as mutações são diferentes.
Em evento sobre democracia e eleições, presidente do TSE diz que o Brasil serve como vitrine para a comunidade global e tem obrigação de rejeitar aventuras autoritárias.
Treze vezes campeão em Paris, o espanhol confirmou presença no tradicional torneio de tênis ao publicar nas redes sociais seu treinamento em Maiorca (Espanha).
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Cuspe na cara e racismo: 7 polêmicas dos bastidores de A Favorita – Gente

A Favorita retornou às telinhas da Globo na segunda-feira (16) no Vale a Pena Ver de Novo, substituindo O Clone. Em 2008, ano de sua estreia, os bastidores da novela foram marcados pelas polêmicas. Veja a seguir a lista dos burburinhos durante as gravações:
Por Gabriel Perline | 17/05/2022
O personagem Orlandinho, interpretado por Iran Malfitano, a princípio era gay. De repente, tornou-se heterossexual. No começo da trama, era apaixonado por Halley (Cauã Reymond), porém acabou se envolvendo com Maria do Céu (Deborah Secco), provocando a ira dos telespectadores na época, que rejeitaram a “cura gay” do personagem.
Para dar à vida a Alícia, Taís Araujo precisou alisar o cabelo. Durante as gravações, um jornal português relatou que a atriz demorava seis horas para conseguir deixar os fios bem lisos, o que foi interpretado como racismo. O procedimento era feito através de um entrelaçamento dos cabelos com uma trança rente ao couro cabeludo e costuradas as mechas lisas, que não eram dela. Após o fim da novela, Taís fez algumas críticas sobre a caracterização. “Pena que eu curti pouquíssimo tempo os meus cabelos crespos, que eu adoro”, desabafou.
Outra polêmica envolvendo o racismo nos bastidores da novela foi o fato do personagem de Milton Gonçalves interpretar um deputado corrupto. Os críticos da trama acusaram que a novela estaria endossando um estereótipo racista ao colocar um negro no papel de um criminoso.
Ary Fontoura deu uma cusparada real na cara de Claudia Raia durante a gravação de uma cena importante em A Favorita. A atriz chegou a declarar em entrevistas que o cuspe não constava no roteiro original e que o ato nojento do veterano só a ajudou a inflamar ainda mais a situação. A cusparada ocorreu em um momento em que Donatela flagra Silveirinha jantando com Flora (Patricia Pillar), sua maior inimiga. Quando ela percebe a traição, o embate começa, com direito a gritaria, xingamentos e também o cuspe que não estava previsto.
Claudia Raia lançou um livro de memórias e nele acabou abrindo seu passado, incluindo seus problemas com o diretor de A Favorita, Ricardo Waddington. No Sempre Raia Um Novo Dia, lançado em 2020, ela confessou que, mesmo com o sucesso de Donatella, a atriz precisou enfrentar discussões sobre sua forma de interpretar. Por volta do capítulo 60, Waddington disse que ela deveria ser minimalista, como Patricia Pillar, o que Claudia não concordava, já que a personagem era perua e extravagante.
O clima durante as gravações ficou tenso e a atriz chegou a esconder os óculos do diretor, fazendo-o procurar por três horas sem poder seguir dirigindo a trama. “Ele me pediu desculpas diante de todos, devolvi os óculos, a temperatura baixou, criamos uma ponte e acabou tudo em amor”, revelou a atriz.
Antes de estrear, a Globo impediu que a novela fosse gravada em outras cidades para cortar os gastos. O autor João Emanuel Carneiro disse na época que a ideia inicial era levar a trama para Brasília, trazendo um cenário urbano novo e com uma personalidade arquitetônica própria.
A Favorita só foi ganhar favoritismo do público na metade da novela. A emissora concorrente, Record, estava no auge da audiência com Os Mutantes, o que fez com que o autor João Emanuel Carneiro alterasse os rumos da trama: desmascarar a grande vilã antes do capítulo 100, como de costume. Após a grande revelação, o sucesso foi retumbante!
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Racismo e desigualdade social dificultam a entrada de diplomatas negros no Itamaraty – Terra

Racismo e desigualdade social dificultam a entrada de diplomatas negros no Itamaraty  Terra
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Universidade de Coimbra participa em projeto europeu que avaliou políticas regionais de integração de migrantes e refugiados – Universidade de Coimbra – Cision News

Um estudo que avaliou as políticas de integração de migrantes não comunitários e refugiados em 25 regiões de 7 países europeus, incluindo Portugal, colocou os Açores e Lisboa como regiões com um grau avançado em termos do modelo de integração regional. Deste estudo, no qual participou a Universidade de Coimbra (UC), resultou o primeiro Índice de Políticas de Integração de Migrantes (MIPEX) para Regiões, designado MIPEX-R.
 
Com coordenação geral da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas da Europa, em Portugal o estudo foi conduzido pelo investigador Paulo Espínola, do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da UC.
 
Das 25 regiões estudadas, 12 foram classificadas com um grau avançado em termos do modelo de integração regional, entre as quais as regiões de Lisboa e Açores, 4 encontravam-se numa fase intermédia e 9 com atraso.
 
Este projeto, intitulado REGIN – Regions for Migrants and Refugees Integration, foi realizado ao longo dos últimos dois anos e teve como grande objetivo incluir a integração de migrantes e refugiados nas políticas de coesão social ao nível regional.  O facto de Lisboa não possuir Governo Regional, a avaliação teve como referência a atuação da Câmara Municipal de Lisboa no seu concelho.     
 
As políticas de integração das duas regiões portuguesas foram classificadas como «ligeiramente desenvolvidas, fazendo parte do grupo mais avançado, registando Lisboa maior pontuação global (máximo = 100). Os pontos mais fortes da política de integração de Lisboa passam pela formulação e implementação das políticas de integração e no desenvolvimento de relações com os atores envolvidos. A política dirigida aos refugiados está mais desenvolvida do que a dos imigrantes não comunitários. Ao nível das áreas de intervenção, atingiu pontuação máxima (100) no âmbito da estratégia para a cultura e religião e necessita de melhorar o apoio à integração dos imigrantes nas escolas e, principalmente, promover campanhas preventivas sobre anti-discriminação», relata o investigador do CEGOT, que contou com a colaboração de Sandra Silva, investigadora do Centro de Estudos Geográficos (CEG) da Universidade de Lisboa (UL), no estudo referente à região de Lisboa.
 
Nos Açores, prossegue, pelo contrário, «a estratégia para os imigrantes encontra-se mais desenvolvida do que a dos refugiados. Os Açores apresentam um bom nível de produção de políticas e são fortes nas áreas de integração da cultura, religião e anti-discriminação. No entanto, o mesmo não se verifica no que se refere a implementação e avaliação das políticas, bem como no fraco nível de utilização de recursos comunitários e nacionais.  Será preciso tomar medidas ao nível do apoio prestado aos imigrantes em termos de habitação e das suas línguas maternas».   
 
Estas conclusões têm por base um questionário sobre políticas públicas de integração aplicado às entidades regionais ligadas direta e indiretamente aos imigrantes. Este questionário abrangeu 61 indicadores de áreas distintas, nomeadamente competências formais da região, coordenação e implementação da política de integração, utilização dos fundos nacionais e comunitários na política de integração e coordenação com as ONGs e os Stakeholders. Em simultâneo foi realizado outro questionário com 57 perguntas de cariz mais estatístico.    
 
Em resultado do projeto, o Governo Regional dos Açores implementou algumas medidas de melhoria, entre as quais «decidiu criar um website, uma aplicação móvel e um documento impresso como guia de boas-vindas para os imigrantes.  Este conjunto de ferramentas fornecerá, de forma direta e organizada, todas as informações sobre o processo de integração. Também vão permitir notificar os imigrantes sobre prazos de inscrição e possibilidade de preencher formulários e colocar questões sobre dúvidas que se levantem», exemplifica Paulo Espínola.
 
Este estudo foi financiado, no valor de 1,8 milhões de euros, pelo European Union’s Asylum, Migration and Integration Fund, e teve como parceria técnica e coordenação das regiões o Barcelona Centre for International Affairs (CIDOB), o Migration Policy Group (MPG) e a Instrategies, empresa especializada em assuntos europeus e internacionais, com foco em mobilidade e migração. Colaborou ainda no estudo o Governo Regional dos Açores.  
 
Com a ofensiva russa na Ucrânia, o investigador do CEGOT lembra que «foram já 6 milhões de ucranianos que, entretanto, deixaram o seu país em direção, sobretudo, à União Europeia. Esta corrente poderá mudar a relação de Portugal com os refugiados, isto porque o nosso país não tem sido muito procurado por este tipo de migrantes forçados».
 
Paulo Espínola observa que, «desde a crise migratória do Mediterrâneo de 2015, com a política de redistribuição de Beneficiários de Proteção Internacional da União Europeia, que Portugal aumentou o número de vagas, que não são 100% ocupadas anualmente. Isto acontece porque existe uma clara preferência dos refugiados pelos países da Europa Central e Ocidental. E até os que chegam a Portugal, porque as vagas nesses países esgotaram, quando surge uma oportunidade a maioria acaba por deixar o país».
 
«Considero que pode haver uma alteração a este nível, porque ainda há em Portugal uma comunidade ucraniana expressiva, aproximando-se dos 29 mil residentes em 2020. Ou seja, para o refugiado ucraniano há atualmente um suporte de apoio, que pode ser familiar, amizade ou então simplesmente recebido confortavelmente na sua própria língua. Desta forma, à partida, estão reunidas as condições para o alargamento do período de estada desses imigrantes», conclui.
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