#stopidadismo: O movimento contra a discriminação da idade – Revista Dignus

Praça da Corujeira 38,
Apartado 3825 | 4300-144 Porto
telf: +351 225 899 626/8
fax: +351 225 899 629
geral[at]dignus.pt
Portal Dignus
Mais um site WordPress
#stopidadismo. Esta foi a hashtag que começou a luta contra a discriminação de idade em Portugal. Um grupo de amigos, José Carreira, Bruno Esteves e Ricardo Bordon, inspiraram-se na campanha #StopEdadismo, lançada pela ASISPA- Atención a Personas, em Espanha, e no desafio #Aworld4AllAges, da Organização Mundial da Saúde (OMS), para lançar o #stopidadismo, com o objetivo de chamar à atenção para a terceira causa de discriminação mais comum no mundo: o idadismo.
De acordo com a definição da palavra, o idadismo é a atitude preconceituosa e discriminatória com base na idade, sobretudo em relação a pessoas idosas. O idadismo está presente na vida de todos, de forma, por vezes, inconsciente. Está presente na maneira de pensar, sentir e atuar na relação com os outros em função da idade. Cada cultura tem atitudes diferentes em relação à idade e ao envelhecimento, mas nenhuma está isenta de preconceitos em relação à idade.
Segundo o relatório Global Report on Ageism publicado pela OMS em março de 2021, uma em cada 2 pessoas discrimina pessoas idosas, com atitudes que agravam a sua saúde física e mental e reduzem a sua qualidade de vida. Este estudo torna-se ainda mais relevante numa altura em que experienciamos um aumento do envelhecimento da população em Portugal, não esquecendo também das repercussões da pandemia de Covid-19 nessa faixa etária.
O principal objetivo do movimento #stopidadismo é combater esta realidade, incentivando ao ato coletivo para aumentar a consciencialização do problema e a necessidade de respostas.
Para isso, o #stopidadismo inicia um diálogo permanente e aberto, onde se desconstroem mitos e estereótipos. Segundo os líderes do movimento, “o primeiro passo para viver saudavelmente em qualquer idade e para que as comunidades possam aproveitar o potencial de todos os seus membros é questionar as suposições e as atitudes”.
Apesar do movimento #stopidadismo ser recente, o termo idadismo foi definido em 1969 por Robert Butler, mesmo já havendo provas da sua existência muitos anos antes. A OMS afirma que o estereótipo de que a idade é um empecilho na sociedade afeta consideravelmente a vida das pessoas, fazendo com que elas sofram e se afastem do convívio social, ficando mais deprimidas e deixando até mesmo de cuidar da sua saúde.
Mitos como “Ser idoso é sinónimo de doença”, “Os idosos não são tão produtivos como os jovens” e “A velhice é um sinónimo de perda de memória” são ideias fechadas e simplistas, que generalizam o que é ser idoso. Tal como acontece em qualquer idade, cada pessoa é diferente, havendo idosos muito saudáveis devido ao seu estilo de vida e cuidados de saúde, idosos bastante produtivos e sem algum tipo de demência. Muitas vezes, o idoso é visto como um fardo para a sociedade, para a família e como um ser assexuado, incapaz de produzir ou cuidar das suas finanças ou de si. Quem o diz é a OMS.
Esta generalização é perpetuada pelo pensamento contemporâneo que destaca aspetos negativos ao longo do processo de envelhecimento, agrupando todos os indivíduos de uma determinada fase de vida e negligenciando a individualidade de cada um. Esses estereótipos podem resultar na redução da autoestima do idoso, das suas habilidades pessoais, bem como contribuir para a deterioração da sua saúde física e mental.
Falamos de idadismo na sociedade, no seio familiar, mas também a nível institucional, nomeadamente no mercado do trabalho. Não sendo uma realidade recente, é bastante frequente ouvirem-se histórias de cidadãos, com 40, 50 ou mais anos, que são rotulados como incapazes de aprender coisas novas, tendo mais dificuldade em conseguir encontrar emprego. No caso do idoso, esta realidade é elevada ao extremo.
A OMS propôs em 2021 que a velhice fosse considerada como uma doença pela 11ª edição da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11). Acabou por não o fazer, não contribuindo assim para o aumento do preconceito em torno das pessoas idosas.
Pode descobrir ações mais concretas do #stopidadismo no site do movimento, aqui.
O seu endereço de email não será publicado.




Praça da Corujeira 38,
Apartado 3825 | 4300-144 Porto
telf: +351 225 899 626/8
fax: +351 225 899 629
geral[at]dignus.pt

// <![CDATA[

function CheckMultiple7(frm, name) {
for (var i=0; i < frm.length; i++)
{
fldObj = frm.elements[i];
fldId = fldObj.id;
if (fldId) {
var fieldnamecheck=fldObj.id.indexOf(name);
if (fieldnamecheck != -1) {
if (fldObj.checked) {
return true;
}
}
}
}
return false;
}
function CheckForm7(f) {
var email_re = /[a-z0-9!#$%&’*+/=?^_`{|}~-]+(?:.[a-z0-9!#$%&’*+/=?^_`{|}~-]+)*@(?:[a-z0-9](?:[a-z0-9-]*[a-z0-9])?.)+[a-z0-9](?:[a-z0-9-]*[a-z0-9])?/i;
if (!email_re.test(f.email.value)) {
alert(“Por favor escreva o seu endereço de Email.”);
f.email.focus();
return false;
}

return true;
}

// ]]>

source

0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.