Pavlo Sadokha: O que se esconde por trás do cargo de dirigente associativo? – AbrilAbril

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Foi assessor de um deputado do Svoboda, partido de extrema-direita inspirado na figura de Stepan Bandera (cuja colaboração com os nazis Sadokha nega) e tem ligações a movimentos como o Azov e o Sector Direito. 
Já praticamente ninguém fica indiferente ao rosto deste ucraniano, a viver em Portugal há 21 anos. Em 2010, Pavlo Sadokha passou a presidir à Associação dos Ucranianos em Portugal e, desde Fevereiro, último passo do conflito que vigora na Ucrânia desde 2014, tem assumido a tarefa de alimentar a xenofobia, violando princípios do nosso regime democrático.
Qualquer relação com a actuação do regime de Kiev desde o golpe de Estado apoiado pelos EUA, UE e NATO, e no qual os militantes do Svoboda desempenharam um papel decisivo, não é mera coincidência, mas já lá vamos. 
Esta quinta-feira, o Setenta e Quatro traçou o percurso de Pavlo Sadokha e a relação deste com a extrema-direita. O online recorda que, entre 2012 e 2014, Sadokha foi assessor do deputado do Svoboda, Yuriy Syrotiuk, eleito nas legislativas de 2012 e ex-chefe de imprensa do partido de extrema-direita. 

Pavlo Sadokha e outros elementos da Associação dos Ucranianos em Portugal com bandeiras do ultranacionalista Sector Direito/Yaroslav Shevchyshyn Créditos


Syrotiuk «tornou-se ainda mais conhecido ao ser detido por causa dos confrontos entre militantes de extrema-direita (Svoboda e Sector Direito) e a polícia, em frente ao parlamento ucraniano, a 31 de Agosto de 2015», onde mais de 90 polícias ficaram feridos, regista o Setenta e Quatro. Os deputados preparavam-se para aprovar uma emenda constitucional para dar mais autonomia a Donetsk e Lugansk, por causa dos Acordos de Minsk de 2015, a que a extrema-direita ucraniana sempre deu combate no sentido de não serem cumpridos.  
A investigação lembra que a ideologia de Yuriy Syrotiuk já era bem conhecida antes de Pavlo Sadokha ser seu assessor, tendo sido alvo de uma «polémica nacional por comentários xenófobos e de pureza da identidade ucraniana contra a cantora Gaitana, filha de mãe ucraniana e pai congolês, por ir representar o país no Festival Eurovisão da Canção de 2012». 
«A Ucrânia não será representada por uma pessoa que não é da nossa raça. Ela não é uma representante orgânica da nossa cultura. O telespectador vai acabar por acreditar que o nosso país está noutro continente, em algum lugar de África», disse Syrotiuk, citado pelo Kyiv Post a 21 de Fevereiro de 2012. 

O artigo de um politólogo em 2012, citado pelo Setenta e Quatro, revela que a preocupação com o crescimento da extrema-direita na Ucrânia se fez sentir igualmente dentro de fronteiras. 
Andreas Umland alertava então para os riscos que o Svoboda representava, de normalização do racismo e do antissemitismo, ao promover «explicitamente ideias etnocêntricas e antissemitas».
«Os seus principais pontos programáticos são a russofobia e a xenofobia, bem como, mais recentemente, um rígido posicionamento anti-imigração», lê-se no artigo que escreveu no Kyiv Post.
«A presença do Svoboda na legislatura nacional vai prejudicar o desenvolvimento de uma nação política ucraniana e de um patriotismo pan-étnico transregional».

Dando corda à campanha persecutória e xenófoba, Sadokha, que mais tarde acabaria por se afastar do Svoboda, alega que, quando entrou na associação, «a comunidade em Portugal tinha uma clara posição contra Yanukovitch, desde o início que sabíamos que era pró-russo». O dirigente assume ao Setenta e Quatro que a ida para assessor de Syrotiuk tinha como objectivo «ter mais poderes cá em Portugal». Ter, sobretudo, «mais autoridade» junto do então embaixador ucraniano, Oleksandr Nykonenko, nomeado por Yanukovitch, e, por inerência, influência junto da diáspora ucraniana. 
A função permitiu-lhe ter «mais possibilidade de oficialmente escrever cartas, pedidos, exigências», de que é exemplo a carta onde defendia o Svoboda (ver caixa), depois de, em 2012, o Conselho da Europa ter alertado para a falta de medidas de combate ao racismo por parte do Estado ucraniano. Nas legislativas de 2012, o Svoboda conseguiu eleger 37 deputados em 450, passou a receber financiamento estatal e as campainhas soaram.
Numa resolução de Dezembro de 2013, o Parlamento Europeu manifestou «preocupação com o crescente sentimento nacionalista na Ucrânia, expresso no apoio ao partido Svoboda», tendo em conta os seus «pontos de vista racistas, antissemitas e xenófobos», mas Sadokha voltou a discordar e subscreveu uma carta aberta ressalvando que a Ucrânia não precisa de condenações por causa de «equívocos falsos e difamatórios», pedindo para se retirar a resolução.
Em Janeiro de 2010, o então presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, resolveu atribuir ao colaboracionista da Alemanha nazi Stepan Bandera, considerado o fundador do «nacionalismo» ucraniano, o título póstumo de Herói da Ucrânia. A decisão havia de ser revogada pelo sucessor de Yushchenko, Viktor Yanukovych, que declarou o título póstumo ilegal, e que um tribunal ratificou, tendo o título sido anulado em 2011.
Pavlo Sadokha esteve entre os que se manifestaram contra, tendo sido um dos subscritores de uma carta assinada por líderes de associações ucranianas em Portugal, Alemanha, Itália, Espanha e Grécia, e onde se lia que, «como um dos mais brilhantes combatentes do Estado Independente e Conciliar da Ucrânia, [Stepan Bandera] é um símbolo da Ucrânia Independente».
«É um herói não para uma parte da Ucrânia, mas para cada ucraniano consciente, independentemente do local de residência: no oeste ou no leste da Ucrânia, ou no exterior. Stepan Bandera e a Organização dos Nacionalistas Ucranianos, chefiada por ele, tornaram o nascimento do Estado ucraniano mais perto [de acontecer] do que qualquer outra pessoa, dando a coisa mais preciosa para este objectivo sagrado: as suas próprias vidas», referia a missiva citada pelo Setenta e Quatro

Mas Sadokha não se ficou pelas palavras de elogio a Bandera, cujo lema era «limpar» a Ucrânia de indivíduos de outras nacionalidades, em especial de russos e polacos, alargando o objectivo de «purificação» étnica a ciganos, húngaros, checos e judeus, tendo colaborado activamente com o exército alemão. O presidente da Associação de Ucranianos em Portugal integrou a visita de um grupo de ucranianos, em Outubro de 2019, à campa do líder de extrema-direita ucraniano em Munique, na Alemanha, rendendo-lhe homenagem.
Além de Sadokha, refere o online, «vários membros da Associação de Ucranianos em Portugal têm fotos nas suas redes sociais em apoio a Stepan Bandera, imagens com a bandeira ultranacionalista vermelha e preta e a empunhar uma faixa do Sector Direito». 
Sadokha também recusa o que os livros de História ensinam sobre Bandera. «Todas estas histórias de que foi colaborador da Alemanha nazi, que trabalhava com a Gestapo, não passam de propaganda russa. É igualmente como falam agora do [neonazi Movimento] Azov», disse ao Setenta e Quatro.
Com o golpe de Estado de 2014 e a deposição do presidente Yanukovich, o Svoboda integrou por alguns meses a coligação governamental, até à realização de novas eleições. Desde então, o russo, de acordo com o programa do Svoboda, foi banido como segunda língua oficial e o Partido Comunista da Ucrânia foi proibido, com o processo de ilegalização a ficar concluído em 2015.

Por cá, e a propósito das similitudes que apontámos no início deste artigo, a sugestão foi deixada recentemente pelo presidente da Refugiados Ucrânianos (Maksym Tarkivskyy), quando disse não perceber como é que Portugal «continua a ter um partido como o PCP» e, prosseguindo na ingerência, nem por que as organizações não filtram as pessoas que lá trabalham. Mas já em Fevereiro de 2017, Pavlo Sadokha se tinha insurgido contra a Assembleia da República pela decisão de condenar a Ucrânia perante a ilegalização do Partido Comunista ucraniano. 
Desde 2014, a extrema-direita organizou-se e criou vários batalhões. Do Svoboda nasceu o Batalhão Sich, que acabou integrado nas forças de segurança de voluntários de Kiev, passando a denominar-se 4.ª Companhia Sich do Regimento de Kiev, uma unidade especial de polícia, continuando a receber financiamento do Svoboda. O logótipo é um cossaco (em homenagem ao povo cossaco de Zaporíjia) e as letras C14 – referência à expressão neonazi «We must secure the existence of our people and a future for white children» (Temos de garantir a existência do nosso povo e um futuro para as crianças brancas) do supremacista branco norte-americano David Lane. 
De acordo com o relatado pelo Svoboda no seu site, Pavlo Sadokha foi uma das pessoas que se deslocou, em Outubro de 2014, a Kiev para dar munições, medicamentos e alimentos ao Batalhão Sich. «Trouxemos 180 conjuntos de uniformes impermeáveis, 80 pares de boinas, muitos cobertores, uma estação de rádio e 28 caixas de agasalhos [doados] por ucranianos na Europa», disse então Sadokha, citado pelo Svoboda. «Como estava ligado a Yuriy Siriutuk, eram eles quem eu conhecia das organizações nacionalistas», afirmou ao Setenta e Quatro.

Meses depois, e de acordo com a investigação, Pavlo Sadokha desenvolveu contactos com o Sector Direito, tendo estabelecido igualmente ligações com a extrema-direita no nosso país, como a célula portuguesa da rede neonazi Divisão Misantrópica (Misanthropic Division). 
«Nos dois anos que se seguiram ao início da guerra, Sadokha enviou mantimentos ao batalhão ultranacionalista, cujo símbolo é o tridente ucraniano numa bandeira vermelha e preta – a tal referência à palavra de ordem nazi. Fê-lo pelo menos duas vezes, em Julho de 2015 e Julho de 2016. E dois militantes do grupo de extrema-direita agradeceram num vídeo, divulgado no site da Associação de Ucranianos em Portugal», refere o  Setenta e Quatro.
A Confederação Intersindical Galega (CIG) valorizou de forma positiva a adesão ao segundo de dia greve no sector, advertindo que serão tomadas medidas mais duras se o patronato não ouvir os trabalhadores.
Centrando as suas reivindicações na recuperação dos rendimentos face à inflação e ao aumento do custo de vida, reformados e pensionistas mobilizaram-se esta quinta-feira em Montevideu.
Em Curitiba, capital do estado do Paraná, profissionais de saúde alertam para falta de pediatras e medicamentos, para mudanças de local de trabalho sem aviso prévio, bem como para situações de pressão.
Cinco pessoas perderam a vida, incluindo um civil, na sequência do ataque com mísseis perpetrado por Israel, esta sexta-feira à noite, contra o município sírio de Masyaf, informou o Ministério da Defesa.
Shatha Hanaysha estava com Shireen Abu Akleh quando esta foi atingida por fogo israelita, em Jenin, e referiu-se ao facto como uma «tentativa deliberada» de matar os jornalistas.
O primeiro-ministro japonês pediu a cooperação do chanceler alemão para que seja removida das ruas de Berlim uma estátua que representa as mulheres coreanas exploradas sexualmente durante a ocupação japonesa.
A jornalista palestiniana Shireen Abu Akleh faleceu esta quarta-feira, depois de ser atingida com um disparo na cabeça, quando cobria um raide das forças israelitas em Jenin, no Norte da Cisjordânia ocupada.
Tal como López Obrador, presidente do México, Luis Arce disse que não participará na Cimeira das Américas, em Junho, se persistir a exclusão de Cuba, Nicarágua e Venezuela.
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Direitos Humanos: convenção visa eliminar discriminação contra a mulher – Administradores.com

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Função do algoritmo é discriminar, cabe aos humanos debate moral, diz socióloga – Folha

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Como tudo que resulta da criação humana, códigos também embutem a visão de mundo de seus autores. É dessa premissa que resulta o conceito de viés algorítmico, quando uma tecnologia pretensamente neutra produz ou ajuda a reproduzir desigualdades.
A pesquisadora Letícia Simões Gomes, doutoranda em sociologia pela USP e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência, analisa os efeitos disso na área da segurança pública.
“Algoritmos discriminam por excelência —essa é a função dele. Ao categorizar, ele discrimina no sentido literal do verbo, de separar uma coisa da outra. A questão é que existem formas de categorizar que são moralmente condenáveis e outras não”, afirma.
O foco da pesquisadora é o uso de tecnologia pelas polícias, não só para o patrulhamento, mas no estabelecimento de prioridades de ação e na tomada de decisão dos policiais. “Por que estamos tão preocupados, por exemplo, com prever onde o próximo roubo irá acontecer e menos preocupados com prevenir a próxima chacina?”, exemplifica.
Pesquisadora visitante no Institute for Critical Race and Ethnic Studies da Saint John’s University, em Nova York, investigando tecnologias de policiamento em contextos de desigualdade racial. Pesquisadora do NEV (Núcleo de Estudos da Violência) e doutoranda em sociologia pela USP. Mestra em sociologia e graduada em relações internacionais pela USP.
A maioria dos algoritmos que usamos no dia a dia foi desenvolvida em empresas comandadas por pessoas brancas e que moram em países desenvolvidos. Qual é a relevância disso? Quando pensamos em tecnologia, é importante não pensar como algo dissociado da sociedade, mas como produzido por pessoas, que estão posicionadas em determinado lugar, que são sujeitos, pessoas de carne e osso que têm desejos, opiniões políticas.
Porém, também não podemos pensar só nessas pessoas individualmente, pensar que elas são os únicos vetores do mal-estar no mundo. Quando falamos sobre viés algorítmico, por exemplo, é comum procurarmos quem é o culpado e sua intenção.
É o programador? É o financiador da plataforma? São os usuários? É interessante pensar em termos mais abrangentes: como essas pessoas, instituições, empresas, culturas corporativas estão conectadas de forma a produzir, por exemplo, desigualdades?
Essas pessoas estão situadas em determinados estratos da sociedade porque a sociedade se organiza de uma determinada forma. Isso molda como essas pessoas veem o mundo e lhes apresenta um leque finito de possibilidades.
O que é viés algorítmico? Quando falamos sobre viés algorítmico, existe um aspecto mais técnico e estatístico, quando por exemplo há uma população da qual é retirada uma amostra que não é representativa do todo.
Isso pode vir do modo como os dados são coletados, de como eles são tratados, quais técnicas estatísticas são empregadas. Se há uma distorção entre a população e a amostra, temos uma amostra enviesada. Essas escolhas são todas realizadas por pessoas, quando programam o algoritmo.
Mas também existe um aspecto normativo, que associa viés algorítmico com discriminação e reprodução de desigualdades, seja racial, de gênero ou de qualquer outra natureza.
Quando pensamos em formas de inteligência artificial, elas se baseiam em taxonomia, em classificações. Elas processam dados com base nessas classificações. É uma questão ontológica: algoritmos servem para classificar e ordenar.
Algoritmos discriminam por excelência —essa é a função dele. Ao categorizar, ele discrimina no sentido literal do verbo, de separar uma coisa da outra. A questão é que existem formas de categorizar que são moralmente condenáveis e outras não.
Discriminação racial e discriminação de pessoas trans, por exemplo, são formas moralmente condenáveis de discriminação.
Parte importante da literatura acadêmica aborda a questão de quais são os padrões sendo buscados e por que determinada ferramenta está sendo usada.
Algumas pesquisas propõem um viés algorítmico positivo, com técnicas estatísticas que buscam corrigir padrões indesejáveis, como a discriminação racial, para chegar em padrões socialmente desejáveis ou para anular o enviesamento. Até que ponto isso é factível é algo a ser discutido.
Outras pesquisas questionam a própria escolha das variáveis e da enunciação do problema a ser conhecido por meio da inteligência artificial: por que estamos tão preocupados, por exemplo, com prever onde o próximo roubo irá acontecer e menos preocupados com prevenir a próxima chacina?
Quando pensamos nos usos de algoritmos, temos que pensar nos pressupostos que orientam o desenvolvimento deles, em quem está construindo esse algoritmo, qual será a aplicação e, por fim, se está funcionando como o planejado.

É possível corrigir algoritmos que apresentem vieses negativos? Algumas das principais soluções debatidas, como mais transparência e auditoria, significam no fundo a recolocação de moderação humana.
O ser humano ainda tem que estar lá, porque ética é um debate que a inteligência artificial não consegue embutir. Dizer que a inteligência artificial dispensa humanos é um mito: humanos são necessários para desenvolver, treinar, atualizar, implementar, avaliar, entre outros. O termo para isso em inglês é “keeping humans in the loop” [“mantenha os humanos no ciclo”].
Uma das coisas em que tenho pensado bastante é que existe um limite até o ponto em que se debruçar sobre a plataforma é produtivo. A plataforma e o sistema são sempre parte de um todo maior. Muitas soluções que pesquisadores discutem na tentativa de responder ao perigo de reprodução de desigualdades pelo viés algorítmico são sociais, não necessariamente centradas nas plataformas.
A tecnologia é um capítulo de um problema mais amplo, você não consegue resolver o problema do viés algorítmico sem tratar de vieses e desigualdades na sociedade.
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PCP acusa Zelensky de "personificar a xenofobia" – CNN Portugal

A foice e o martelo transportam-nos para a política portuguesa e para a decisão do PCP de não participar, esta quinta-feira, na sessão solene em que o presidente da Ucrânia é convidado a discursar.
A líder do grupo parlamentar comunista explicou o entendimento do PCP para se ausentar da cerimónia.
Os comunistas consideram que esta sessão no parlamento é ” um ato de instrumentalização de um órgão de soberania “que anima a escalada da guerra
 
O PCP não vai estar presente na assembleia da república para assistir à sessão solene de boas vindas ao presidente Zelensky.

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Alerj debate nesta segunda ações contra a discriminação à população LGBTQIA+ – Diário do Rio de Janeiro

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O evento abordará as politicas públicas aplicadas ao segmento, bem como o papel do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia
Acontece nesta segunda – feira (16), na Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a audiência pública para debater o combate à discriminação contra a população LGBQTIA+. Na reunião, que será conduzida pelo presidente da Comissão de Combate às Discriminações, deputado Carlos Minc (PSB), será feita uma avaliação sobre os 12 anos do Programa Rio Sem LGBTQIAfobia e as políticas para esse segmento no estado.
O evento, que começa às 14h30, no auditório do 21º andar, é realizado no mês de enfrentamento à discriminação contra os LGBTQIA+ e de aniversário do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia. A audiência terá transmissão, ao vivo, pela TV Alerj.
O deputado Carlos Minc ressaltou que a discussão abordará o sucesso ou insucesso das politicas públicas aplicadas à defesa desse segmento da população, bem como o papel do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia no Rio de Janeiro.
“Faremos um balanço das políticas públicas para LGBTI+ no Rio de Janeiro nas áreas de educação, trabalho e renda, saúde, assistência social, segurança pública e promoção dos direitos. E vamos debater os resultados e obstáculos para manutenção e continuidade do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia, como execução orçamentária, gestão dos serviços, equipe técnica, ouvindo usuários, vítimas, ativistas LGBTI+ e acadêmicos”, explicou Carlos Minc.
As autoridades presentes também vão ouvir os órgãos do Poder Executivo e de Controle sobre as medidas tomadas para o cumprimento da lei que penaliza a discriminação contra LGBQTIA+ e impõe que o Instituto de Segurança Pública (ISP) e a Polícia Civil produzam relatórios sobre a LGBTIfobia no Estado do Rio anualmente.
O evento contará com a presença de representantes das seguintes instituições: secretarias estaduais, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil, Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, dos Centros de Cidadania LGBTQIA+, Movimento Social LGBTQIA+, além de acadêmicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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Confira os locais, em Salvador, que recebem denúncias de racismo, injúria racial e intolerância religiosa – G1

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CDH debate a discriminação racial ainda vigente no país – Senado Federal

Audiência na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) discutiu a discriminação racial que ainda acontece no Brasil. Para a ex-ministra da Igualdade Racial Nilma Gomes, o racismo é estrutural no país. A defensora pública federal Rita Cristina de Oliveira pediu politicas urgentes para tratar o problema, como a renda cidadã. E o senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou da Câmara dos Deputados a votação dos projetos de lei da abordagem policial (PL 5.231/2020) e da tipificação da injúria racial como crime de racismo (PL 4373/2020).
Transcrição
EM AUDIÊNCIA NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS NO DIA DA ABOLIÇAO DA ESCRAVATURA, PARTICIPANTES DESTACARAM A DISCRIMINAÇÃO RACIAL QUE AINDA ACONTECE NO PAÍS. E PEDIRAM POLÍTICAS PÚBLÍCAS E APROVAÇÃO DE LEIS PARA O COMBATE AO RACISMO. REPORTAGEM DE IARA FARIAS BORGES. De iniciativa do senador Paulo Paim, do PT gaúcho, a audiência pontuou situações em que os negros são discriminados, como violência, desemprego e moradia precária. Paim cobrou da Câmara dos Deputados a aprovação de dois projetos já aprovados no Senado. Um deles, sobre abordagem policial, proíbe ações motivadas por discriminação ou preconceito de qualquer natureza. O outro tipifica a injúria racial como crime de racismo, com aumento de pena. Ao ressaltar que 52% da população brasileira são negros, Paim apelou por medidas em favor da igualdade entre as pessoas. Não podemos nos calar e não agir diante de tantas crueldades que atingem todos os dias o nosso povo negro e pobre, que é o que mais sofre neste país. Criar, implantar, fiscalizar políticas públicas integradas para a população negra no Brasil é fundamental para que o país possa sair deste contexto de desespero, em que todos e todas perdem. Ao defender políticas de educação e de combate à fome e à violência estatal como medidas urgentes, Nilma Gomes, ex-ministra da Igualdade Racial, criticou a forma do ensino sobre a abolição da escravatura no Brasil. A abolição, sabemos que ela era comemorada como um presente – um presente da princesa Isabel. E nós precisamos de contrapor a essa imagem porque ela não é a imagem real. Essa visão retirou o protagonismo negro da luta pela sua própria libertação. É preciso mudar, resignificar, então, a data do 13 de maio com um dia nacional de denúncia contra a discriminação racial, destacando a abolição como um processo inconcluso. Segundo a defensora pública federal Rita Cristina de Oliveira, o racismo tem causas culturais. Ela defendeu politicas urgentes para tratar o problema, como a renda cidadã. Também participaram da audiência representantes de movimentos negros e quilombolas. Da Rádio Senado, Iara Farias Borges.
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Sergipe registra mais de 70 casos de injúria racial e de racismo nos primeiros meses de 2022 – G1

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Dia da abolição da escravatura: racismo e homofobia – 13/05/2022 – Quadro-negro – Folha

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Uma lousa para se conhecer e discutir o que pensa e faz a gente preta brasileira
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Por Leonardo Alan: cantor, compositor, ator, diretor audiovisual e apresentador de TV brasileiro, residente na Bélgica há oito anos.
As sombras do racismo e as máscaras da homofobia
Muito se fala sobre racismo e sobre a necessidade de representatividade, mas pouco é falado sobre a educação de base e do papel da família para formação de adultos mais humanizados. Digo isso porque tive experiências traumáticas na minha infância e tanto a arte quanto uma boa estrutura familiar me protegeram e me ajudaram a sobreviver.
Desde pequeno já sabia que eu era diferente da maioria dos meninos da escola. Gostava de jogar futebol, mas ao mesmo tempo brincava de boneca. Adorava dançar, cantar, rebolar e, principalmente, fazer arte. Essa realidade estereotipada que impõe o que o homem e a mulher devem fazer nunca me limitou. Claro que na sociedade ainda existe uma certa rejeição, e mesmo hostilidade para os que não seguem os padrões considerados normais. Todos já ouvimos expressões como ‘’Isso é coisa de mulherzinha’’, ou até mesmo mulheres que não podem ser solteiras, porque “mulher foi feita pra casar”. Cresci vendo minha mãe solteira, trabalhando muito pesado, para construir seus sonhos e ainda me educar.
Uma das minhas referências na infância foi Jorge Lafond, que eternizou a personagem “Vera Verão” , sempre achei ele um artista muito interessante, embora pouco valorizado. Também me identificava com Mussum, e também com Lacraia. Esses personagens foram socialmente desumanizados, e por isso demorei muito tempo para me entender como artista, para entender quem é o Leonardo Alan. Pois claro, no estereótipo em que a sociedade queria me encaixar, eu era colocado nesta categoria. Demorei para me valorizar pessoalmente e também artisticamente.
Já vivi diversos tipos de experiências que não desejo que ninguém passe. Desde ser chamado de apelidos horríveis, sofrer racismo de um ator em cena, até ao ponto levar chuva de tomate no palco. Me recordo de um dia em que jogava vôlei na escola, e aconteceu de ter 200 pessoas me chamando de veado no meio da quadra. Foram meses com medo de entrar no portão da escola, sem poder falar com ninguém sobre o que aconteceu.
Hoje, resolvi colocar toda essa narrativa dos meus traumas em um videoclipe que eu mesmo dirigi. Pois identifiquei essa sombra do racismo, que me fez não entender o meu real valor por muitos anos. Essa sombra me perseguiu, e ainda me persegue, ela anda sempre comigo. Esses traumas me deram, em contrapartida, a possibilidade de desenvolver uma empatia com relação ao outro. E quem é esse outro? O que é esse outro? São todos os que são diferentes de mim, os que não necessariamente pensam ou agem como eu. E o fato de ser gay, não exclui a minha possibilidade de diálogo, respeito e empatia com uma pessoa evangélica, por exemplo.
Essas feridas hoje me dão a possibilidade de também me autovalorizar, e não me importar muito com o que as pessoas pensam sobre mim, pois me fazem entender quem sou como pessoa, e como quero usar a minha arte como ferramenta de empoderamento. Sou fruto da minha resistência e da minha responsabilidade artística com aqueles que se sentem fora do padrão. Uma criança que sofre bullying pode desencadear desde dificuldades de concentração na escola, falta de autoestima, depressão, ou até mesmo desenvolver na vida adulta um estímulo para o abuso de substâncias químicas. Temos que falar abertamente sobre como a sociedade às vezes é tóxica, para daí sim resolvermos tais tipos de problemas, que em verdade, são coletivos, e não individuais.
Tive uma educação familiar e de base muito forte para entender que nem tudo é preconceito, mas por vezes de falta de um referencial teórico ou pessoal, de inseguranças, de inveja, do medo do que é diferente, ou até mesmo de falta de saúde mental. Tais formas de exclusão, que vão muito além do superficial ‘’eu não gosto da sua cor de pele”, ou do “não gosto da textura do seu cabelo”. Porque acho muito difícil levar a sério alguém que acha que você é inferior por ser gay, negro, ter mãe solteira, ou gostar de sair de shortinho. É preciso ser autocrítico e muito corajoso para encarar nossas falhas.
Me percebo cauteloso para falar sobre questões raciais, porque quando falo de preconceito e de racismo, falo de eventos traumáticos, sistemas opressores, desigualdades sociais, e de mecanismos de controle econômico. É preciso analisar de maneira imparcial como nossa educação e como alguns valores estão ultrapassados, e acabam por nos influenciar diretamente, para a partir daí podermos virar o jogo e colocar as cartas na mesa. Um ótimo ingrediente é contarmos a histórias como elas realmente são, para não mais criarmos adultos românticos e alienados – como muito bem propõem a Lei 10.639, que orienta o ensino História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas.
No dia 13 de maio, no Brasil, essa falsa “celebração” do Dia da Abolição da Escravatura, vem justamente dessa constatação de maneira distorcida nas escolas. Hoje, morando na Bélgica, percebo também a resistência e a idealização do colonialismo do congolês, assim como foi do brasileiro para Portugal. Essa resistência em contar a história como ela realmente é, só reproduz ainda mais essa romantização tóxica entra as relações entre o negro e do branco. Essas dinâmicas que se estabelecem, estão ficando ultrapassadas, é preciso reescrever nossa história, mas antes disso precisamos entender a nossa própria história.
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