Montenegro quer conquistar votos dos "frustrados" com o PS e da direita – Jornal de Notícias

Candidat à liderança do PSD, Luís Montenegro, quer recuperar para o partido as presidências das associações de municípios e de freguesias
Foto: Reinado Rodrigues/Global Imagens
O ex-líder parlamentar do PSD quer conquistar o voto dos “frustrados” com o PS, da direita e dos abstencionistas. Ao formalizar a candidatura à liderança, quatro dias antes do prazo limite, Luís Montenegro comprometeu-se a ganhar as legislativas. Mas, na moção que apresenta às diretas, também promete ganhar as europeias e as autárquicas, além de fazer reformas profundas no partido e no país.
“O PSD tem que ser a casa daqueles que votaram PS nas últimas eleições e se vão frustrando ou desiludindo, ao mesmo tempo que deve acolher aqueles que, por razões conjunturais, expressaram o seu voto mais à direta”, vinca Luís Montenegro na moção “Acreditar”, referindo-se implicitamente ao Chega e à IL.
Num documento com 64 páginas, o candidato à liderança do PSD deixa claro, contudo: “Não contem connosco para distrair o PSD com discussões estéreis a propósito de um imaginário e extemporâneo diálogo com partidos com o Chega”. Até porque: “Não há, nunca houve, espaço no PSD para racismo, xenofobia, discriminações, nacionalismo ou extremismo, nem para ódios de classe”.
Recuperar ANMP e ANAFRE.
Apesar de assumir que o PSD “tem vindo a perder eleitorado”, “capacidade de envolver os mais dinâmicos quadros da sociedade” e sofre “um afastamento de grupos demográficos”, Luís Montenegro diz que é possível conduzir o partido rumo a uma vitória nas europeias de 2024, nas autárquicas de 2025 e nas legislativas de 2026. Aliás, fixa como objetivo a reconquista da presidência das associações dos municípios e das freguesias.
“O nosso foco, o nosso objetivo e desígnio é vencer as legislativas de 2026 para dar a Portugal um Governo reformista, humanista, um Governo que possa colocar Portugal no trilho do crescimento e da criação de riqueza”, vincou Montenegro, ao formalizar a candidatura, esta quinta-feira.
Mas como pretende Montenegro vencer todas as eleições? Primeiro, com reformas profundas no partido. Depois, mostrando que o PSD “é a única e verdadeira alternativa ao PS”. Para tal, tenciona começar a apresentar medidas concretas para o país quando faltarem dois anos para as legislativas. Medidas que passam por reformas em setores como a Saúde, Administração Pública e sistema fiscal. Uma das prioridades será o combate à corrupção.
“O PS não tem nada para oferecer ao país, nenhuma transformação a realizar”, afirma, numa moção onde declara em contraponto: “O PSD é o partido personalista reformista, de matriz popular e democrática”.
Montenegro formalizou a candidatura com a entrega de 2 800 assinaturas, com um orçamento de campanha de 48 mil euros e apresentando o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, como mandatário nacional.
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