Ator relata racismo e assédio moral na produção do musical “Chicago” – Metrópoles


Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli
10/05/2022 8:00,atualizado 10/05/2022 7:04
O ator e bailarino Alberto Venceslau, que integrou o elenco do espetáculo milionário “Chicago”, acusou as produtoras do musical, IMM e EGG Entretenimento, de racismo e abuso moral com o elenco do espetáculo.
À coluna Venceslau contou que as práticas abusivas não aconteceram somente em “Chicago”. O ator trabalhou com a produtora na primeira temporada de “Pequena Sereia” e relatou ter sido vítima de preconceito por ser nordestino. Além disso, viu colegas de elenco sofrerem com diretores gordofóbicos e racistas.
“Eu ouvi uma diretora dizer que não gostava de trabalhar com nordestino ‘porque é um povo preguiçoso’. Eu a confrontei dizendo que eu era nordestino, e a resposta dela foi ‘problema seu’. A discussão durou alguns minutos, mas aconteceu na frente de um produtor da IMM e EGG Entretenimento, que assistiu tudo achando até engraçado ver aquela mulher falando mal de nordestino”, disse o ator.
A remontagem brasileira do clássico da Broadway “Chicago” recebeu incentivo de cerca de R$ 10 milhões. Um dos principais patrocinadores é o banco Santander. A peça está em cartaz em São Paulo até o dia 29 de maio no Teatro Santander.
Venceslau deixou a produção do espetáculo no último fim de semana. O ator e bailarino afirmou ter sido desrespeitado por funcionários da IMM e EGG Entretenimento no backstage da peça, o desfecho de uma série de abusos que disse ter vivido e presenciado.
“O salário está defasado, as produtoras têm a prática absurda de não pagar o valor integral do cachê durante o período de ensaios, chegando a descontos de 50%. As produtoras sabem que as pessoas têm necessidades e se valem disso pra tratá-las com descaso”, disse o ator, que acusou a produtora de valorizar apenas os protagonistas famosos.
Os atores de “Chicago” planejam, após o fim da temporada, fazer uma carta aos dirigentes do Santander relatando os abusos da IMM e EGG Entretenimento e pedindo para a empresa não patrocinar mais os espetáculos da produtora. As próximas produções, “Pequena Sereia” e “Uma Linda Mulher”, têm patrocínio do banco.
“A grande maioria dos artistas não consegue fazer muito porque tem no espetáculo seu único sustento. São pessoas que têm família para sustentar, contas para pagar, filhos para alimentar, e por medo de retaliação das produtoras, de bani-los de suas produções, se veem obrigados a aceitar o tratamento que recebem. Muitos já se acostumaram, mas muitos gostariam de poder dizer que não aceitam. Se o povo se levantar, o jogo acaba.”
Procurada, a IMM e EGG Entretenimento disse que não irá se posicionar sobre o tema. O Santander não respondeu às tentativas de contato da coluna. O espaço está aberto para manifestações.
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