MP identifica suspeitos e vai apurar racismo após confusão perto da Unicamp com tiros ao alto, símbolo nazista e ameaça a pessoas negras – G1

source

Racismo: Conmebol muda regulamento e clubes poderão ter jogos sem torcida – Band Jornalismo

Após cinco casos de racismo em duas semanas contra brasileiros, a Conmebol anunciou nesta segunda-feira, 9, mudanças em seu regulamento para coibir as atitudes dos torcedores nas arquibancadas.
As punições irão além dos torcedores, a partir deste comunicado, os clubes também sofrerão punições ao terem seus nomes vinculados aos casos de racismo. Segundo a entidade máxima do futebol sul-americano, os times sofrerão multas de até 100 mil dólares e correrão o risco de jogar com portões fechados.
“Qualquer Associação Membro ou clube cujos torcedores insultem ou violem a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio, por motivos de cor da pele, raça, sexo ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem será sancionado com multa de pelo menos CEM MIL DÓLARES AMERICANOS (USD. 100.000). Da mesma forma, o Órgão Judicial competente pode impor a sanção de jogar um ou vários jogos à porta fechada ou o encerramento parcial do estádio”, informou a Conmebol.
Torcedores de Palmeiras, Corinthians, Flamengo, RB Bragantino e Fortaleza foram vítimas de gestos e ofensas racistas por parte de torcedores argentinos e equatorianos. Um deles ficou preso após imitar um macaco para corintianos, mas foi liberado.
Leia o comunicado na íntegra:
O Conselho da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), no exercício de suas atribuições, decidiu modificar o artigo 17 do Código Disciplinar. Esta modificação é dada para a presente edição da CONMEBOL Libertadores 2022 e da CONMEBOL Sul-Americana 2022 (doravante, as competições).
O Conselho toma esta determinação devido ao preocupante aumento do número de infrações cometidas pelos adeptos, em matéria de discriminação, nomeadamente de racismo.
O artigo 17º ficou assim:
“ARTIGO 17. DISCRIMINAÇÃO
1. Qualquer jogador ou oficial que insulte ou viole a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio, por motivos de cor da pele, raça, sexo ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem será suspenso por um período de mínimo de cinco jogos ou por um período mínimo de dois meses.
2. Qualquer Associação Membro ou clube cujos torcedores insultem ou violem a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio, por motivos de cor da pele, raça, sexo ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem será sancionado com multa de pelo menos CEM MIL DÓLARES AMERICANOS (USD. 100.000). Da mesma forma, o Órgão Judicial competente pode impor a sanção de jogar um ou vários jogos à porta fechada ou o encerramento parcial do estádio.
3. Se as circunstâncias particulares de um caso assim o exigirem, o Órgão Judicial competente pode impor sanções adicionais à Associação Membro ou ao clube, jogador ou oficial responsável.
4. É proibida qualquer forma de propaganda ideológica antes, durante e depois do jogo. Os infratores desta disposição estarão sujeitos às penalidades previstas nos itens 1 a 3 deste mesmo artigo.
As competições organizadas pela CONMEBOL requerem a colaboração de todos os envolvidos a fim de prevenir comportamentos antidesportivos, particularmente o racismo, a xenofobia ou qualquer outra forma de discriminação.
A CONMEBOL, como entidade controladora do futebol sul-americano, condena veementemente esse tipo de comportamento, com o objetivo principal de consolidar espaços livres de qualquer tipo de violência, combater o racismo e todas as formas de discriminação nos estádios de futebol sul-americanos e defender os valores positivos ?que Eles são a base do futebol: respeito ao rival, espírito esportivo, tolerância e Fair Play.
A CONMEBOL insta os clubes participantes a divulgar mensagens educativas e de conscientização, desenvolver ideias e estratégias para promover os valores esportivos e erradicar todo tipo de discriminação no futebol.

source

Celebridades brasileiras emprestam voz a mulheres refugiadas – O Progresso – Dourados

Nos últimos dias diversos áudios apareceram nas redes sociais de atrizes, cantoras e influenciadoras brasileiras com uma mensagem importante: mulheres refugiadas devem ser ouvidas e merecem a chance de construir futuros melhores para si e suas famílias em qualquer lugar.
Nomes como Leticia Spiller, Danni Suzuki, Zezé Motta, Maria da Penha, Carolina Ferraz e Paloma Bernardi se juntaram à campanha #EcoeEssasVozes, da Agência da ONU para Refugiados, Acnur*.
Dar voz a mulheres refugiadas
Para gerar uma movimentação coletiva em prol daquelas que, muitas vezes, não podem mostrar o seu rosto, mas cujas histórias precisam ser ouvidas, o Acnur convidou as artistas a interpretarem, de forma emocionante, depoimentos baseados em histórias reais de mulheres refugiadas, muitas delas sobre o desafio adicional de ser mãe em um contexto de fuga e adaptação em um novo país.
A chefe do escritório de parcerias com o setor privado do Acnur no Brasil, Samantha Federici, afirma que ao ecoar as vozes de refugiadas, é possível ouvir suas demandas e ajudar a transformar suas realidades.
Para ela, a campanha é um esforço para ampliar o conhecimento sobre a realidade dessas mulheres e informar à sociedade sobre formas de apoiar.
A atriz Leticia Spiller, apoiadora do Acnur no Brasil, explicou que as participantes relataram, em primeira pessoa, como é viver em situação de refúgio, tendo que abandonar sua vida para fugir de conflitos, perseguições, violações de direitos humanos, com o agravante de estar exposta às diversas situações de violência de gênero.
Crises globais
Devido à situação na Ucrânia e muitas outras emergências paralelas, o tema dos refugiados está mais presente nos noticiários, porém, ainda existe muita xenofobia, discriminação e desinformação – especialmente quando se trata de mulheres refugiadas que vivem situações de vulnerabilidade e risco ainda maior.
De acordo com Samantha Federici, a situação na Ucrânia é o exemplo mais recente. Ela lembra que mais de 10 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas devido ao conflito, sendo que 90% delas são mulheres e crianças.
No entanto, a representante do Acnur no Brasil reforça que ainda existem muitas outras crises humanitárias em andamento no mundo que precisam de atenção: Síria, República Democrática do Congo, Afeganistão, Venezuela, Sudão do Sul, Etiópia, Mianmar.
Vulnerabilidade feminina
A atriz Letícia Spiller lembra que metade das mais de 82 milhões de pessoas que foram forçadas a se deslocar no mundo são mulheres e meninas que, sem a proteção de seus governos ou famílias, se encontram frequentemente em situações de vulnerabilidade.
“Grávidas, chefes de família, deficientes, idosas ou desacompanhadas ficam ainda mais expostas”, completa Leticia.
A atriz afirmou que foi uma honra interpretar a história de Rama, uma refugiada síria que vive no Brasil.
Todos os áudios, assim como detalhamento sobre o contexto por trás das histórias e grandes números do deslocamento forçado no mundo, estão reunidos na página da campanha
*Com informações do Acnur Brasil.

source

Mensagem no Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial – ONU Portugal

A-Z índice do site
O SECRETÁRIO-GERAL  
 
MENSAGEM NO DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL  
21 de março de 2022 
  
O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial é um dia de reconhecimento e um apelo urgente à ação. 
O racismo continua a envenenar instituições, estruturas sociais e a vida cotidiana em todas as sociedades. 
Continua a ser um persistente motor de desigualdades. 
Nenhum país está imune à intolerância, nem livre de ódio. 
Africanos e afrodescendentes, asiáticos e descendentes de asiáticos, comunidades minoritárias, povos indígenas, migrantes, refugiados e tantos outros – todos continuam a enfrentar estigmatização, teorias da conspiração, discriminação e violência. 
O tema deste ano – “Vozes ativas contra o racismo” – convida-nos a denunciar, ouvir atentamente e agir de forma decisiva. 
 Todos nós temos a responsabilidade de nos envolvermos em solidariedade com movimentos que defendem a igualdade e os direitos humanos em todos os lugares. Devemos ouvir aqueles que sofrem injustiças e garantir que as suas preocupações e necessidades estão no centro dos esforços para desmantelar estruturas discriminatórias. 
 A justiça também é crucial para a igualdade racial e expiar o legado duradouro de séculos de escravidão e de colonialismo. 
 Construir um futuro de justiça requer consertar um passado injusto. 
Temos os planos para uma ação determinada: a Declaração e o Programa de Ação de Durban, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, a Agenda de Quatro Pontos para a Mudança Transformadora para Justiça e Igualdade Raciais. Nós, nas Nações Unidas, também lançámos o nosso próprio Plano de Ação Estratégico interno para enfrentar o racismo. 
 Concretizar a visão de um mundo livre de racismo e de discriminação racial exige ação todos os dias, em todos os níveis, em todas as sociedades. 
Vamos unirmo-nos em torno da nossa humanidade comum e defender a uma só voz a igualdade, a justiça e a dignidade para todos.  

source

Evento da OAB SP discute a discriminação de gênero e raça no trabalho e o direito constitucional ao emprego – Jornal da Advocacia – Jornal da Advocacia

Home » Evento da OAB SP discute a discriminação de gênero e raça no trabalho e o direito constitucional ao emprego
Encontro conta com abertura de Patricia Vanzolini, presidente da Secional paulista, e com a participação de grandes nomes do Direito 
A OAB SP promove no dia 9 de maio, a partir das 14h, evento híbrido que discutirá o rol de garantias e direitos previstos na Constituição Federal (CF) de 1988 frente à discriminação de gênero e raça nas relações de trabalho, que na maioria das vezes tem como vítimas as mulheres, negros e população LGBTQIA+.
Com a participação de expoentes da luta pela igualdade de direitos, o evento trará quatro painéis que abordarão a mulher na CF; machismo; etarismo; políticas de diversidade e inclusão; assédio e discriminação; a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho que estabelece o direito ao trabalho decente; e a perspectiva de gênero e raça no sistema de Justiça e no ambiente corporativo. 
De acordo com Dione Almeida, Secretária-Geral Adjunta da Secional paulista da OAB, a discriminação de gênero e raça nas relações de trabalho é uma discussão que deve ser debatida por todos, e a OAB SP tem papel fundamental no combate à discriminação.
“Segundo dados da pesquisa Estatísticas de Gênero do IBGE, de março de 2021, o nível de escolaridade das mulheres é superior ao dos homens e, mesmo assim, gênero ainda é um obstáculo para acessar e ascender no mercado de trabalho da advocacia e também na sociedade. Essa dificuldade é agravada pela raça, e por isso a ideia do evento para tratar do direito fundamental ao trabalho decente”, afirma Dione.  
O evento é promovido pela Comissão de Direito Constitucional, presidida por Fábio Santana, e pela Comissão da Mulher Advogada, presidida por Isabela Castro, por meio do Grupo de Trabalho Direito e Desigualdade de Gênero nas Relações de Trabalho, coordenado por Dione Almeida. 
Veja a programação completa no link. Para inscrições, acesse o site Sympla.
Serviço
A Constituição de 1988 e a Discriminação de Gênero e Raça nas Relações de Trabalho
Data: 9 de maio (segunda-feira)
Horário: das 14h às 18h 
Local: Sede Institucional da OAB SP – Rua Maria Paula, 35 – 2º andar, Centro, São Paulo/SP
Transmissão: WebTV OAB SP
Sede Secional OAB SP
Rua Maria Paula, 35 – Centro
São Paulo / SP
Atendimento
Praça da Sé, 385 – Centro
São Paulo / SP
Central de Relacionamento com a Advocacia: (11) 3291-3777
Sede Administrativa/ Correspondências
Rua Anchieta, 35 – Centro
São Paulo / SP – CEP: 01016-900
Confira aqui os canais de contato
OAB SP
www.oabsp.org.br
CAASP
www.caasp.org.br
OAB Prev-SP
www.oabprev-sp.org.br
ESA OAB SP
www.esaoabsp.edu.br
 
© 2021 OAB SP. OAB São Paulo, OAB CAASP ® Todos os direitos reservados.

source

Após racismo, Sarah Fonseca estreia na Sapucaí: 'Impulsiona a continuar lutando' – Marie Claire Brasil

Sarah Fonseca fará sua estreia na Sapucaí desfilando pela Beija-Flor (Foto: Felipe Archer)
Sarah Fonseca está prestes a fazer sua estreia na Sapucaí. A empresária e influenciadora de 28 anos irá desfilar pela Beija-Flor, que terá como enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”. O tema do samba da escola atravessa a influenciadora e sua luta diretamente, ainda mais levando-se em consideração que no mês de março ela foi vítima de racismo em uma padaria no Rio de Janeiro.
Sarah comemora o momento que ela mesma classifica como especial. “Estamos ganhando força. Esse tema e falar sobre isso mostra que cada vez mais nós temos coragem”, diz à Marie Claire
Na ocasião do ato de racismo, Sarah foi encontrar o namorado, que é alemão, e os sogros, em uma padaria em Ipanema.  Ao chegar no local um funcionário pediu que ela se retirasse para não atrapalhar os clientes. Agora, a influenciadora, junto de outras pessoas negras, irá desfilar em uma ala da escola que fala da história de luta contra o racismo no Brasil e em todo o mundo.
“Alguns anos atrás eu tinha medo de falar sobre o racismo, de dar minha opinião e de lutar pelo movimento porque as pessoas viam como ‘mimimi’ e invalidavam nossa história”, lembra. “Agora sinto que tenho mais pessoas comigo, então estar lá como mulher negra e sabendo tudo o que já passei é motivo de muita alegria e me impulsiona a continuar lutando”, afirma.
Para Sarah, o momento não poderia ser mais especial. “Eu estarei lá, no meio disso tudo, sendo representatividade e inspiração negra junto com outros negros que admiro muito”, festeja. “Estou contando os dias, horas e segundos para sorrir na avenida com o melhor significado possível. Depois de tanta coisa que já me aconteceu e principalmente depois do episódio sofrido em março que até hoje me abala bastante”.
Sarah Fonseca desfilará em uma ala apenas com pessoas negras, em enredo que fala sobre racismo e conquistas do movimento negro (Foto: Felipe Archer)
Carioca, e apaixonada pelo carnaval, a influenciadora destaca que essa relação já vem desde sua infância, e também diz ser uma oportunidade para as pessoas poderem ser sem ter medo de julgamentos. “Eu amo o carnaval! Eu amo o fato de poder ser quem a gente quiser, sem julgamentos. É uma pausa da realidade para sorrir com outras pessoas”.
Sobre a fantasia Sarah ainda não pôde adiantar muitos detalhes, mas revelou que todas as pessoas da ala usarão a mesma fantasia. “Esperem energia, força e sorriso no rosto”, finaliza.

source

Falsos valores espartanos foram absorvidos por extremistas políticos – Mega Curioso

Se o código de conduta japonês dava ênfase em aspectos que construíam a moral de um guerreiro, como coragem, honra e a morte com dignidade —, os espartanos foram forjados sob a força mitológica indestrutível e a tenacidade militar pela qual ficaram conhecidos desde a Batalha das Termópilas, em 480 a.C., quando uma pequena força de soldados espartanos ficou para trás para lutar até a morte contra um exército persa bem superior.
Devido a isso, até hoje a palavra espartano é sinônimo de um lutador de grande habilidade, indiferente à dor e ao medo. Não é para menos que treinamentos físicos de alto impacto e rendimento ganharam o nome de “atividade espartana”, bem como dietas que visam transformar o corpo de uma pessoa em um ideal de um guerreiro daquele tempo.
E foi exatamente essa ideia inspiradora por trás da imagem de um espartano, que os ideais foram romantizados e absorvidos por extremistas políticos para se lançarem em um futuro utópico de resistência e sobrevivência a todo custo.
(Fonte: The Delta Statement/Reprodução)(Fonte: The Delta Statement/Reprodução)
Assim como os japoneses, os guerreiros espartanos foram criados sob um sistema educacional e de treinamento chamado Agoge, que visava fazer os jovens desenvolverem força, resistência e solidariedade, características que compunham as virtudes militares. Para isso, eles foram submetidos a métodos tão extremos que alcançaram níveis de crueldade, sacrificando as condições mentais e emocionais dos meninos, no que hoje seria considerado uma experiência traumática.
Além disso, o treinamento começava aos 7 anos, quando os meninos eram avaliados logo após o nascimento por anciãos espartanos e apenas os mais robustos e saudáveis eram permitidos viver, enquanto os demais eram deixados no sopé de uma montanha para morrer.
Para Myke Cole, escritor de A Mentira de Bronze: Quebrando o Mito do Poderoso Espartano, para The New Republic, todo esse mito do poderoso estado-guerreiro que seduz as sociedades há milhares de anos se tornou um fetiche e câncer social, criando uma mania chamada “laconofilia”, proveniente da Lacônia, região onde os espartanos vieram.
(Fonte: Rolling Stone/Reprodução)(Fonte: Rolling Stone/Reprodução)
“Em meu livro, analisei o histórico militar completo de Esparta e provo que eles não eram os super-guerreiros que diziam ser, e que a maioria das pessoas acredita que foram, se baseando no filme 300 de Frank Miller, o que transformou essa ideia ainda maior”, disse Cole no episódio 407 do podcast Geek’s Guide to the Galaxy.
O filme 300 (2006) estrelado por Gerard Butler e Rodrigo Santoro, dirigido por Zack Snyder e Noam Murro, ajudou a mitificar ainda mais o papel do espartano na Batalha das Termópilas, inclusive a frase apócrifa e desafiadora do rei Leônidas ao persa Xerxes: Molon labe (“Venha e pegue”), à exigência do inimigo persa para que os espartanos entregassem suas armas. Isso estampou camisetas, bandeiras e adesivos, colocando os guerreiros invencíveis — que estavam longe disso — em posição de ainda mais poder na sociedade.
A frase se tornou um hino aos defensores das armas e do Brexit em 2019, à qualquer percepção exagerada ao uso indiscriminada delas. O grupo de 28 pessoas se autodenominou “espartanos” por sua vontade obstinada de resistir e se sacrificar em obediência às próprias convicções.
(Fonte: Pittsburgh City Paper/Reprodução)(Fonte: Pittsburgh City Paper/Reprodução)
Toda a posição de Cole nesse cenário recebeu muitas críticas, principalmente pelo seu artigo à The New Republic e seus dois livros que discutem sobre como a narrativa de espartano poderoso e vitorioso foi absorvida pela extrema-direita como ideal de luta.
“Mas isso só me mostrou que estou realmente minerando uma veia aqui que precisa ser explorada”, disse ele em entrevista ao podcast.
No entanto, ele não parece estar sozinho em sua visão, visto que vários historiadores o apoiam em como o mito espartano entrou como um problema na sociedade desde o século passado, como ressaltou Emma Aston, especialista em estudos clássicos e catedrática da Universidade de Reading, no Reino Unido, em matéria à BBC.
(Fonte: New Trajectory/Reprodução)(Fonte: New Trajectory/Reprodução)
Aston pontuou que se faz necessário considerar alguns aspectos antes de aceitar os espartanos como um ícone perfeito dos nossos valores modernos, porque podem e já foram apropriados por extremistas, como aconteceu na Alemanha de Adolf Hitler, em 1930, quando os espartanos serviram de inspiração militar e estética para o Terceiro Reich. Eles também representaram uma referência para o que seria a ancestralidade mestra da raça ariana, legitimando o antissemitismo e outras formas de xenofobia.
Além disso, o modelo espartano de masculinidade aprovava as relações sexuais entre homens, porém as repudiava no contexto social, ou seja, no momento de compor famílias, quando eles terminavam o Agoge, aos 30 anos. Durante todo esse período, eles aprendiam a reprovar a emoção, o indivíduo e enaltecer o Estado, se distanciando de tudo o que o homem precisa ser na atual sociedade que caminha para um futuro.
Para enviar uma sugestão é necessário entrar com seu Facebook
Selecione uma opção

source

Diretora do Fejunes denuncia racismo em escola estadual do Território do Bem – Século Diário

Jovem sofreu crise de ansiedade após agressões verbais. Advogada, mãe prepara queixa com mais vítimas de preconceito
Um cotidiano escolar de atitudes preconceituosas proferidas por colegas e a própria equipe pedagógica. Essa é a realidade de inúmeros estudantes que sofrem racismo, homofobia e gordofobia em diversas escolas capixabas. 
Um desses casos, relatado a Século Diário, está em curso na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Aflordízio Carvalho da Silva, localizada em Itararé, um dos bairros a compor o Território do Bem, em Vitória. A vítima é Natalia Heloisa, uma jovem preta de 18 anos, matriculada no segundo ano do Ensino Médio, diretora do Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes).
A mãe da moça, a advogada popular quilombola Josi Santos, conta que a escolha por uma escola do Território foi da própria filha que, nos últimos anos, estudava em bairros mais centrais da cidade. “Ela disse que queria ficar mais perto de jovens que, como ela, estão na militância da juventude negra. Então eu aceitei”.
Na nova escola, a família tem testemunhado diversos casos de preconceito sofridos por estudantes, até que na última sexta-feira (6), se viram alvo do problema, quando Natalia foi insultada por um rapaz no momento em que estava no pátio com outros colegas, todos muito alegres e entusiasmados, aguardando o momento de apresentarem uma dança em uma disciplina eletiva. “Ele se aproximou dela e disse que ela parecia ‘uma cachorra no cio”, relata a mãe. 
Em resposta, Josi diz que a jovem desdenhou, dizendo que não estava no cio, só estava alegre porque iria se apresentar na aula com os amigos e que não precisa estar no cio para namorar alguém, pois tinha muitos pretendentes e sabia o momento certo de fazer isso. Inflamado, o agressor começou então a chamá-la de feia e ainda mostrou no celular uma foto de uma moça branca de cabelos lisos e olhos claros, dizendo que aquela sim era exemplo de mulher bonita, com cabelo que pode passar o pente. “O teu cabelo nem passa pente, sua feia”, teria sido o tipo de insulto dito pelo rapaz, que foi seguido por outros colegas que gritavam a Natalia que ela tem “o cabelo duro”.
A discussão continuou, conta, e, sentindo-se humilhada, Natalia saiu de perto do agressor, muito nervosa. No trajeto, Josi diz que a filha esbarrou em uma colega que a tem por desafeto e que, irritada, a “chamou para a briga”. As duas demonstraram um início de embate físico, que foi contido pelos colegas. Um coordenador da escola chegou e ameaçou chamar a polícia, cessando então o tumulto. 
Durante o final de semana, mãe e filha viajaram juntas para o Território Quilombola do Sapê do Norte, entre Conceição da Barra e São Mateus, no norte do Estado, e participaram de uma reunião da Comissão Quilombola. “Ela ainda estava muito abalada. Preferi que ela viajasse comigo, pudesse ficar ‘entre os nossos’ e participar da reunião da Comissão Quilombola, conhecer mais a nossa luta, as nossas causas, do que ficar sozinha em casa”, conta Josi.
Impedida de entrar
De volta da viagem nessa segunda-feira (9), Natalia só retornou à escola nesta terça-feira (10), sendo levada pela mãe, que ainda estava atenta ao seu estado emocional, até o portão da escola, junto com outro colega. Por coincidência, conta Josi, o agressor da filha também estava no portão. “Falei com ele para pedir aos pais que nomeassem um advogado, porque eu teria uma reunião na escola sobre o ocorrido e provavelmente eles iriam precisar de um profissional para defendê-los. Sou a favor da paridade de armas jurídicas”, relata a advogada popular quilombola. 
Josi conta que, ao deixar a filha na entrada, tinha intenção de retornar para a unidade de ensino ainda pela manhã para participar da reunião marcada com a coordenação, mas logo que saiu do portão, recebeu um telefonema da filha dizendo que uma coordenadora – Lana Maria – não a deixava entrar na sala de aula. Em seguida, a própria coordenadora também ligou confirmando a reunião, porém com atraso de meia hora, e informando que somente mediante a sua presença, Natalia iria entrar em sala.

Surpresa, Josi perguntou se também haviam impedido o agressor de entrar. “Ela me disse que já tinha conversado com a família dele e que já estava tudo certo. E que só depois de conversar pessoalmente comigo que iria deixar da minha filha estudar. Acionei a polícia e fiquei na porta da escola aguardando”, relata. 
Quando a viatura chegou, a entrada da estudante já havia sido autorizada. Porém, diante de mais uma humilhação – “o agressor entrou na escola livremente e debochando dela” – Natalia começou a sofrer uma crise de ansiedade dentro da sala de aula. “Eu pedi ao porteiro que me deixasse entrar, mas ele disse que eu tinha que aguardar todos os protocolos. Então fui mais enérgica e consegui que abrissem. Cheguei na sala e ela estava em prantos, num estado lastimável. Peguei minha filha pela mão e tirei ela dali. Foi minha reação como mãe, diante daquela situação absurda”. 
A reunião com a coordenação da escola está reagendada para a manhã desta quarta-feira (11). Enquanto isso, Josi já acionou a Gerência de Educação do Campo, Indígena e Quilombola da Secretaria de Estado da Educação (Geciq/Sedu), recebendo como orientação da gerente, Valquíria Santos Silva, registrar denúncia na Ouvidoria da Sedu. “Eu esperava um acolhimento maior, mas ela se mostrou uma mulher preta que não representa os anseios dos estudantes e das mães de estudantes pretos”, lamenta. 
Educação antirracista
Josi conta que recebeu orientação de colegas advogados para, antes da Ouvidoria, formalizar uma denúncia diretamente na escola, com cópia para a Superintendência Regional de Educação (SRE) de Carapina. Uma denúncia coletiva, ressalta, reunindo relatos de outros estudantes que também já sofreram atos de racismo, homofobia ou gordofobia. “Qualquer aluno que passou por violências como essas, pode me procurar, que estou aqui para representá-los juridicamente. Há muito tempo que ouço queixas de vários alunos e sempre oriento que falem com os pais para que eles acionem a escola. Mas eles têm medo de represálias”.
A advogada popular quilombola cita ainda a Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES) e o Ministério Público como entidades que devem se envolver no caso. “Não só como forma de punição, mas também de educação, de formação, de estudantes e dos profissionais das escolas. Para erradicar o racismo, tem que haver uma educação antirracista”, defende. 
Acompanhamento psicológico é outra ferramenta importante, salienta Josi Santos, enaltecendo o trabalho do Coletivo Antirracista da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que faz atendimento psicológico às pessoas do Território do Bem nas instalações da Paróquia Madre Teresa de Calcutá, que é dirigida pelo padre Kelder Brandão. 
“Estamos a três dias da data que se comemora a fajuta libertação dos escravos [13 de maio, data da assinatura da Lei Áurea, pela princesa Isabel, em 1888], mas a gente continua sendo vítimas da violência contra nossos corpos pretos”, protesta.

Veja mais notícias sobre Direitos.
Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.seculodiario.com.br/

source

Noite da Literatura Europeia 2022 – portugal.representation.ec.europa.eu

10.ª edição reúne obras de autores de 13 países
No sábado, dia 4 de junho, a Noite da Literatura Europeia regressa a Lisboa, em formato presencial, levando o romance, a poesia, o teatro e a banda desenhada até ao Campo de Santa Clara, na freguesia de São Vicente.
Organizado pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, juntamente com a EUNIC Portugal, rede de institutos culturais e serviços culturais das embaixadas europeias, a 10ª edição da Noite da Literatura Europeia decorre no âmbito das Festas de Lisboa, em parceria com a EGEAC e a Junta de Freguesia de São Vicente.
O serão literário de entrada livre mais intenso de Lisboa, que transforma a capital numa babel europeia, celebra este ano o seu décimo aniversário com a apresentação de obras de treze países, onde se destacam a estreia da Estónia e uma sessão de abertura que relembra os pontos-altos de dez anos de literatura à solta por Lisboa.
A décima edição da Noite da Literatura Europeia 2022 tem início às 18h15 no Mercado de Santa Clara, com uma sessão de abertura, durante a qual será apresentado um “best of” das leituras das edições anteriores, numa iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal. Seguem-se, a partir das 19h00, as leituras de obras de 13 países europeus, que vão da ficção à poesia, do ensaio à banda desenhada, do teatro à memória autobiográfica, interpretadas em língua portuguesa por outros tantos atores e atrizes.
As habituais leituras de excertos de obras europeias decorrem, entre as 19h00 e as 23h30, em diversos espaços do Campo de Santa Clara, entre os quais se destacam o Panteão Nacional, o Convento do Desagravo, onde se encontra a Escola Básica de Santa Clara, o PalácioSinel de Cordes, sede da Trienal de Arquitetura de Lisboa, o Polo Cultural da Junta de Freguesia de São Vicente e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entre outros. As leituras têm uma duração de 10 a 15 minutos, e repetem-se a cada trinta minutos, dando ao público a possibilidade de visitar os diversos espaços e assistir às diversas sessões.
Retrato nostálgico dos anos 80 e comovente mistura de humor e emoção é o romance Hard Land, apresentado pela Alemanha, da autoria de Benedict Wells, vencedor, em 2016, do prestigiado Prémio de Literatura da União Europeia e traduzido para 30 línguas, entre elas o português. Karl Lubomirski representa a Áustria nas sessões com a leitura de poemas de Unbewohnbares Rot e Der Garten des Leonardo, dotados de poder, elegância e força de expressão.
Também presente em Lisboa estará Radka Třeštíková, da Chéquia, que, em Soprar em Espuma, convida os leitores a meter na mochila todos os seus problemas e tormentos e partir com a protagonista do livro numa viagem em busca do próprio eu. De Espanha, chega-nos O Infinito num Junco, um ensaio extraordinário e original focado na história do livro desde o seu nascimento no mundo antigo, da autoria da escritora e filóloga Irene Vallejo.
A Estónia estreia-se este ano na Noite da Literatura Europeia com Luigeluulinn, Emapuhkus, de Kristiina Ehin, uma das suas principais poetisas, cujo estilo, atento às tradições populares, nos traz uma indefinível magia e uma visão romântica.
Sisu: O segredo finlandês para encontrar a felicidade, memória autobiográfica de Katja Pantzar, apresentada pela Finlândia, revela o segredo fínico que ajuda a enfrentar os desafios da vida e mostra o caminho para encontrar a felicidade. A banda desenhada Peau d’Homme, da dupla francesa Hubert et Zanzim, enfrenta com delicadeza algumas temáticas sociais de grande atualidade, como os estereótipos de género, a sexualidade e a discriminação.
A Hungria apresenta-se ao público com o romance Carta à mulher do meu futuro, do escritor Péter Gárdos, crónica de um amor extraordinário de dois sobreviventes da Segunda Guerra Mundial, capaz de vencer a própria morte. A proposta da Irlanda é Milkman, o último romance da escritora Anna Burns, vencedora do Man Brooker Prize, uma voz única, extremamente atual, capaz de evocar os desconfortos e tensões que caracterizam a sociedade contemporânea.
O autor de Itália, Davide Enia, vem a Lisboa apresentar Notas sobre um naufrágio, o seu último romance, resultado de várias viagens à ilha de Lampedusa, lugar de naufrágio, onde assistiu aos desembarques e às mortes de milhares de migrantes, e que serviu de inspiração para uma peça teatral. Presente também a escritora do Luxemburgo, Nathalie Ronvaux, com Moi, je suis Rosa!, um monólogo teatral em que dá voz à estátua da Lady Rosa, a obra de arte da artista feminista Sanja Ivekovic.
Andrzej Sapkowski, apresentado pela Polónia, dá-nos a conhecer O terceiro desejo, primeiro volume da famosa saga de fantasia The Witcher, um romance intensocom as suas histórias dominadas por melancolia e sentido de humor. Já Portugal, país anfitrião da Noite da Literatura Europeia, será representado por Matilde Campilho, com Flecha, o seu primeiro livro de narrativa, uma obra surpreendente que reúne histórias breves, um caleidoscópio de imagens, lugares, referências e personagens, inspiradas pela realidade e ancoradas na imaginação.
As leituras da Áustria, Chéquia, Itália, Luxemburgo e Portugal contarão com a presença dos autores.
Autores, obras e intérpretes
Alemanha
Autor: Benedict Wells
Obra: Hard Land
Interpretação: Ulisses Ceia
Áustria
Autor: Karl Lubomirski
Obras: Unbewohnbares Rot, Der Garten des Leonardo
Interpretação: Fernando Rodrigues
Com a presença do autor
Chéquia
Autor: Radka Třeštíková
Obra: Soprar em Espuma
Interpretação: Lígia Cruz
Com a presença da autora
Espanha
Autora: Irene Vallejo
Obra: O Infinito num Junco
Interpretação: Pedro Saavedra
Estónia
Autora: Kristiina Ehin
Obra: Luigeluulinn, Emapuhkus
Interpretação: Cheila Lima
Finlândia
Autora: Katja Pantzar
Obra: Sisu: O segredo finlandês para encontrar a felicidade
Interpretação: Ana Água
França
Autores: Hubert (Boulard) e Zanzim (Frédéric Leutelier)
Obra: Peau d’Homme
Interpretação: Cátia Tomé
Hungria
Autor: Péter Gárdos
Obra: Carta à mulher do meu futuro
Interpretação: Carlos Malvarez
Irlanda
Autora: Anna Burns
Obras: Milkman
Interpretação: Inês Lapa Lopes
Itália
Autor: Davide Enia
Obra: Notas sobre um naufrágio
Interpretação: Elmano Sancho
Com a presença do autor
Luxemburgo
Autor: Nathalie Ronvaux
Obras: Moi, je suis Rosa!
Interpretação: Carolina David
Com a presença da autora
Polónia
Autor: Andrzej Sapkowski
Obra: O terceiro desejo
Interpretação: Cláudio Henriques
Portugal
Autor: Matilde Campilho
Obra: Flecha
Interpretação: Rita Cabaço
Com a presença da autora
Redes Sociais
Noite da Literatura Europeia
https://www.facebook.com/noitedaliteraturaeuropeia
https://www.instagram.com/noitedaliteraturaeuropeia/

Representação da Comissão Europeia em Portugal
https://www.facebook.com/RepresentacaoComissaoEuropeia
https://www.instagram.com/comissao_europeia_pt/

https://twitter.com/CE_PTrep
EUNIC Portugal
https://www.facebook.com/eunicportugal
https://www.instagram.com/eunicportugal/
Partilhar esta página

source