Marcelo condecora GNR e ouve garantia do comandante: "Zelar pelos direitos é uma responsabilidade" – TSF Online

Presidente da República aproveitou a cerimónia para condecorar a GNR com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
© António Pedro Santos/Lusa
Na Guarda Nacional Republicana, “proteger os direitos fundamentais dos cidadãos nacionais e dos que o país acolhe, é uma responsabilidade”. As palavras do comandante da GNR, no 111º aniversário, surgem depois das críticas do presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF), Acácio Pereira, que acusou a PSP e a GNR de “racismo e xenofobia”.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aproveitou a cerimónia, que voltou a ser aberta ao público três anos depois, devido à pandemia, para condecorar a GNR com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
“É das mais relevantes condecorações portuguesas“, acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa, de “gratidão e confiança” pela GNR. “Vou impor no vosso estandarte nacional a insígnia de membro honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Assim cumpro compromisso assumido quando condecorei o Estado-Maior-General das Forças Armadas, a Armada, o Exército e a Força Aérea com o mesmo exato título da mais relevante condecoração portuguesa“, disse.
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Antes das curtas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, num discurso que durou menos de três minutos, o comandante da GNR, Rui Manuel Clero, pediu ainda “respeito pelo bom nome da Guarda e por todos os que servem”.
“Zelar e proteger os direitos fundamentais, a dignidade humana e as liberdades e garantias dos cidadãos nacionais e dos que o país acolhe, mais do que uma obrigação, é uma responsabilidade”, acrescentou.
Rui Manuel Clero lembra ainda os que “perdem a vida de forma leviana”, sendo ainda “incompreensível que agentes de autoridades, militares e civis” sofram consequências físicas desses atos.
“Deixo, para reflexão, os 990 crimes cometidos contra a GNR em 2021. Dos quais resultaram consequências para 267 militares”, disse.
Na cerimónia, discursou ainda o novo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, que prometeu mais meios, e “1600 novos guardas” ainda em 2022.
“Uma ação governativa que também não esquece o rejuvenescimento do capital humano das nossas forças de segurança, na medida em que somente por esta via será possível que estas mantenham elevados níveis de prontidão”, acrescentou o governante.

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