Ucrânia. PEV defende esclarecimento de suspeitas no acolhimento de refugiados em Setúbal – RTP

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O PEV defendeu hoje o “cabal esclarecimento das suspeitas veiculadas” sobre o acolhimento de refugiados ucranianos pela câmara de Setúbal, considerando porem em causa a idoneidade de funcionários da autarquia, do SEF, e do Alto Comissariado para as Migrações.
"Perante as informações veiculadas hoje pelo jornal "Expresso" que colocam em causa a idoneidade de funcionários e colaboradores da CM Setúbal, do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), da Segurança Social, do Alto Comissariado para as Migrações e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a existirem irregularidades somos em crer que serão apuradas todas as situações de forma a garantir o cabal esclarecimento das suspeitas veiculadas e a salvaguarda dos direitos e bem estar das pessoas envolvidas (cidadãos refugiados, funcionários ou voluntários)", escreve o PEV, em comunicado.
O semanário Expresso noticia hoje que refugiados ucranianos são acolhidos na Câmara de Setúbal – liderada pelo militante do PEV André Valente Martins – por russos simpatizantes do regime de Vladimir Putin e que responsáveis pela Linha de Apoio aos Refugiados estão a fotocopiar documentos dos refugiados, entre os quais passaportes e certidões das crianças.
No comunicado, o Partido Ecologista Os Verdes afirmou reconhecer "todo o empenho e esforço da Câmara Municipal de Setúbal, liderada por André Martins do PEV, no apoio aos refugiados e vítimas da Guerra na Ucrânia após a invasão da Rússia, estando mesmo na linha da frente na prestação desse auxílio, num esforço de cooperação conjunta com demais entidades governamentais".
Aquele partido repudiou ainda "qualquer tentativa de discriminação e xenofobia que possa envolver cidadãos de origem ucraniana ou russa, voluntários ou funcionários que colaboram" com as autarquias no acolhimento das pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia.
Segundo noticiou hoje o jornal Expresso, pelo menos 160 refugiados ucranianos já terão sido recebidos por Igor Khashin, antigo presidente da Casa da Rússia e do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos, e pela mulher, Yulia Khashin, funcionária do município setubalense.
De acordo com aquele semanário, Igor Khashin, líder da Associação dos Emigrantes de Leste (Edintsvo), subsidiada desde 2005 até março passado pela Câmara de Setúbal, e a mulher terão, alegadamente, fotocopiado documentos de identificação dos refugiados ucranianos, no âmbito da Linha de Apoio aos Refugiados da Câmara Municipal de Setúbal.
Igor Khashin e a mulher terão também questionado os refugiados sobre os familiares que ficaram na Ucrânia, mas a Câmara Municipal de Setúbal garante que "nunca foi feita tal pergunta".
O jornal Expresso refere ainda que Igor Khashin é um dirigente associativo com dupla nacionalidade, que se apresenta como "gestor de projetos", e que as associações a que terá estado ligado estavam nos sites da Ruskyi Mir e da Rossotrudnichestvo, instituições estatais criadas pelo Kremlin para divulgar a cultura e o mundo russos, mas que, segundo fontes citadas pelo jornal, "podem servir de cobertura a elementos dos serviços secretos" da Rússia.

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Comprou um imóvel na planta? Veja qual valor declarar no IR – Casa e Jardim

As pessoas físicas que adquiriram imóveis na planta até 31 de dezembro de 2021 precisam fazer o IR (Foto: Pexels / Rodnae / CreativeCommons )
Quem compra um imóvel na planta, muitas vezes se vê confuso sobre como deve declarar o bem no imposto de renda anual, visto que o bem, na prática, ainda não existe. “Ele tem de ser descrito na aba ‘Bens e Direitos’, onde o comprador deve escolher o tipo do imóvel e informar como foi feita a aquisição, além de preencher todos os dados da operação realizada”, explica Alan Roberto Canalle, gerente de controladoria da cooperativa de crédito Sicoob Cocre.
Segundo a auditora Nathália Maestrelo, formada em contabilidade e diretora da consultoria Auddas, é preciso muito cuidado no preenchimento dos dados. “As pessoas físicas que adquiriram imóveis na planta até 31 de dezembro de 2021 precisam preencher todas as informações nos campos certos e evitar qualquer omissão de dados para não arriscar cair na malha fina ou pagar mais impostos”, destaca.
O primeiro passo é baixar no computador o programa gerador do IRPF 2022 no site da Receita Federal. Abra a aba ‘Bens e Direitos’, que está localizada no menu do lado esquerdo do programa do IRPF.  Ao clicar em “Novo”, siga os passos:
1. Selecionar o grupo ao qual pertence. No caso de imóveis é o 01.
2. Escolher o código ao qual esse imóvel se refere, por exemplo: 11 – Apartamento; 12 – Casa; 13 – Terreno, etc.;
3. Informar a localização (país) onde esse bem foi adquirido;
4. Informar no campo IPTU o número de Inscrição Municipal com até 30 caracteres. Caso o número seja maior, informe-o apenas no campo ‘Discriminação’, deixando o campo ‘Inscrição Municipal (IPTU)’ em branco. Se o imóvel ainda não tiver IPTU e número de matrícula, deixe o campo em branco;
5. Informar da data de aquisição do imóvel;
6. Preencher o campo ‘Discriminação’ com informações como: forma de aquisição (mencionando que o imóvel está na planta e ainda em fase de construção); dados do pagamento; o nome e CPF ou CNPJ do vendedor; dados sobre condôminos e usufruto; e gastos com corretagem;
7. Informar o endereço completo do imóvel;
8. Na área total, informar a metragem total do terreno, e não somente da construída, tratando-se de uma casa. No caso de apartamentos, a área total está especificada no contrato e na planta;
9. Caso o imóvel já tenha sido registrado em cartório, ao clicar em “Sim”, será necessário informar o número da Matrícula do Imóvel e o Nome do Cartório de Registro.
É muito importante se atentar quanto ao valor do imóvel a ser declarado e o campo que deve ser preenchido. Se o imóvel foi comprado no mesmo ano referente à declaração, deixe a situação do ano anterior com valor zero. Por exemplo, se o imóvel foi adquirido em 2021, deixe o valor zero no campo “Situação em 31/12/2020”.
Para preencher o campo “Situação em 31/12/2021”, some o valor das parcelas pagas à construtora em 2021, incluindo o valor já dado de entrada (se tiver). Se houve gastos com corretagem na aquisição do bem, estes também devem ser somados no valor do imóvel e descritos no campo “Discriminação”.
Se o imóvel foi comprado em 2020 (ou anteriormente), o preenchimento dos dados de 2021 fica mais fácil. Selecione o imóvel, clique em “Editar” e preencha o campo “Situação em 31/12/2021” com a soma do valor das parcelas pagas em 2021 mais o valor lançado em 2020.
Por exemplo, em 2020 foi lançado no campo “Situação em 31/12/2020” o valor de R$ 50 mil. Em 2021, houve o pagamento de mais R$ 60 mil em parcelas durante o ano. Então, no campo “Situação em 31/12/2021” deve-se colocar o valor de R$ 110 mil (R$ 50 mil + R$ 60 mil).
Muitas vezes, por ainda não estar pronto, o comprador do imóvel acredita que não é necessário declarar o bem no imposto de renda, deixando para informar à Receita Federal somente quando ele passar efetivamente para o seu nome, ao fim da construção. 
Isso é um grande erro e pode gerar, inclusive, multa. Caso o imóvel tenha sido adquirido em 2020 e não houve o lançamento dos valores na declaração anterior, eles devem ser informados no campo “Bens adquiridos antes de 2021 e não declarados”. Na declaração atual, referente ao ano de 2021, deve-se colocar no campo “Situação em 31/12/2021” os valores pagos no ano passado mais a soma do que foi dispendido no ano anterior e que não havia sido informado à Receita, incluindo entrada, parcelas e corretagem (se tiver).
Pessoas físicas que eram incluídas como dependentes ou que estavam isentas da declaração no ano passado e, neste ano, constam na lista de obrigatoriedade de envio do documento, devem realizar todos os passos da declaração e incluir no campo “Situação em 31/12/2020” o valor pago até aquela data pelo imóvel.

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Hospital em São Paulo é condenado por racismo e perseguição contra técnica de enfermagem – Brasil de Fato

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A 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) manteve condenação, por danos morais, ao Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. O processo foi movido por uma técnica de enfermagem, devido a ofensas racistas e perseguição por parte do superior hierárquico.
O colegiado do tribunal manteve a indenização de R$ 50 mil para a funcionária. E elevou de R$ 10 mil para R$ 20 mil o valor devido pela falta de local apropriado para descanso durante a jornada. Ela trabalhava no regime de escala 12×36 (12 horas de trabalho por 36 de descanso), das 19h às 7h.
Piadas e ofensas
“A profissional era alvo frequente de piadas pelo superior hierárquico em razão da cor da pele e cabelo, e tinha a escala de trabalho dificultada por ele”, relata o TRT. “Por causa das ofensas, a técnica passou mal durante um dos plantões, com dor no peito, sudorese e teve recomendação médica para ansiolítico.”
Segundo o acórdão, ela era a única a ouvir ironias e “brincadeiras” de teor racista por parte do enfermeiro-chefe, situação que foi confirmada por testemunha. “Chegou a ser chamada de macaca, cabelo de fogo e que iria ser levada para fazer faxina na casa do ofensor. O homem também sobrecarregava a profissional, destinando a ela pacientes de temperamento difícil. Mesmo tendo relatado as ocorrências à supervisão do hospital, nada foi feito.”
Comentários racistas
Os desembargadores consideraram que houve uma conduta gravíssima e mantiveram a chamada rescisão indireta. Além de provas documentais, eles tiveram acesso a boletim de ocorrência e representação criminal por injúria racial. O relator, Rovirso Boldo, afirmou que “causa espécie o tratamento humilhante impingido à trabalhadora (…) mediante comentários racistas, ora velados, ora explícitos, comparando-a a um animal, inferiorizando-a, e instituindo no nosocômio um verdadeiro regime de apartheid (de segregação) aos pacientes e profissionais (autora) negros, além da permissividade da empregadora”. Ele citou decisão do Supremo Tribunal Federal que considera injúria racial um crime imprescritível.
“Já quanto ao local para os intervalos, a profissional, e outros técnicos de enfermagem, tinham de se deitar no chão de um auditório ou juntar duas cadeiras para repousar ou aliviar o inchaço nos pés durante a jornada. Além de inapropriado, o material era insuficiente para todos os empregados”, informa ainda o TRT. O hospital oferecia uma sala de descanso, mas em um prédio separado “e havia relatos de roubos no local à noite”.
Atualização
Após a publicação da matéria, o Hospital do Coração entrou em contato com o Brasil de Fato para registrar a nota abaixo:
O Hcor informa que não tolera qualquer tipo de discriminação ou conduta abusiva de todos os profissionais que atuam no hospital. Desta forma, logo após os relatos da profissional (meados de outubro/novembro de 2015), a instituição apurou internamente suas alegações e, na época, não foram encontradas testemunhas que tivessem presenciado os eventos relatados. Não obstante a inexistência de comprovação dos fatos narrados na ocasião, por não compactuar com qualquer possibilidade de tratamento que possa de alguma forma ofender seus colaboradores, mantendo uma postura de zelo e respeito aos seus empregados, decidiu por rescindir o contrato com o superior mencionado, o que ocorreu já no início de novembro de 2015. O Hcor reitera que disponibiliza um canal de denúncias, para todos seus profissionais e pacientes, para que, de maneira anônima ou não, possam realizar queixas, denúncias ou outras sugestões relacionadas ao ambiente de trabalho, atendimentos, infraestrutura e demais pontos que possam ser necessários. Reafirma também que busca constantemente aprimorar seus procedimentos internos, garantindo um ambiente saudável para os pacientes, profissionais de saúde e para a sociedade.
 
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Aprovado Plano Municipal para a Igualdade e a Não Discriminação – Jornal O Portomosense

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Autor: | 6 Mai 2022 |
Foi aprovado no passado dia 7 de abril, em reunião de Câmara, o Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação de Porto de Mós que se rege pelo «princípio da igualdade de tratamento e de oportunidades; o respeito pela diversidade e pela diferença; a integração da perspetiva de género de forma transversal, a eliminação de estereótipos em função do sexo e a representação equilibrada».
As finalidades do Plano são operacionalizar as políticas públicas em matéria de igualdade; promover a aplicação da perspetiva de género no âmbito de atuação e no marco de competências de cada área municipal, priorizando diferentes ações e instrumentos que permitam avançar na eliminação das desigualdades existentes, e desenvolver e implementar ações com o objetivo de acelerar a obtenção de resultados eficazes em matéria de igualdade a curto prazo e nos âmbitos onde foram diagnosticadas maiores assimetrias.
O plano assenta na Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação 20-18-2030 Portugal + Igual mas é adaptado à realidade local tendo por base o diagnóstico levado a cabo por iniciativa do Município. Assim, depois de identificados os constrangimentos a uma plena igualdade e à não discriminação quer no funcionamento interno dos serviços camarários e na forma como estes se relacionam com os munícipes, quer na sociedade portomosense em geral, são elencadas inúmeras medidas (internas e externas) com vista a inverter essa situação.
Reforçar e generalizar o uso de uma linguagem inclusiva e não sexista; proporcionar formação específica em temas de igualdade para os funcionários, procura de uma maior igualdade salarial, e condições de trabalho idênticas para homens e mulheres, são algumas das medidas previstas a nível interno da autarquia. Já para a comunidade em geral o plano propõe, por exemplo, ações no âmbito da prevenção e combate a todas as formas de violência junto da comunidade escolar; reforço das medidas que visam a sinalização de potenciais vítimas no âmbito da Rede Social; medidas para promoção do empreendedorismo feminino, bem como ações que identifiquem coletivos em situação de vulnerabilidade; reforço de serviços e infraestruturas de apoio às famílias; incentivo às raparigas e mulheres para a prática desportiva.
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10 Maio 2019
7 Março 2022
22 Fevereiro 2021
31 Janeiro 2020
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ONU denuncia racismo sistêmico em Portugal – VEJA

Peritos em direitos humanos da ONU denunciaram em visita a Portugal que os afrodescendentes no país sofrem racismo sistêmico.
Também reportaram situações de violência e maus-tratos motivados por questões raciais, além do abuso de autoridade e da frequente violência policial em relação a afrodescendentes.
O relatório mostrou que, em boa parte, isso acontece pois a sociedade portuguesa ainda está atrelada ao seu passado colonial.
“A identidade portuguesa continua a ser definida pelo seu passado colonial, bem como pela escravatura e pelo comércio e tráfico de africanos, e os esforços em prol da igualdade racial não encaram de frente a importância de uma renegociação alargada da identidade portuguesa”, disse Dominique Day, diretora do Grupo de Trabalho de Peritos da ONU sobre Afrodescendentes.
Em 2020, grandes protestos antirracistas tomaram as ruas de Portugal, pedindo revisão das narrativas coloniais no país e o fim do racismo sistêmico.
Durante a missão, os peritos ouviram representantes do governo, instituições de direitos humanos e a sociedade civil. Eles visitaram Lisboa, Setúbal e Porto, entre 28 de novembro e 6 de dezembro.
Buscaram informações sobre racismo, discriminação racial, afrofobia, xenofobia e intolerância.
“O Governo deve importar a narrativa acolhedora que construiu no espaço migratório para demonstrar que a excelência e a inovação dependem da valorização da diversidade e do antirracismo.
Os direitos humanos não devem ser postos em causa por considerações políticas”, afirmou Day.
Também foram destacados os esforços que estão sendo desenvolvidos pelas autoridades portuguesas para combater a discriminação racial.
Incluindo o recentemente aprovado Plano Nacional de Combate ao Racismo e à Discriminação.
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Violência contra a mulher, homofobia e mais: veja principais destaques que marcaram a semana no futebol – iBahia


Sílvio Tudela
09/05/2022 às 8h00
Pareceu até que a emblemática Caixa de Pandora foi aberta e todas as assombrações sociais resolveram disputar o protagonismo nesta semana. Para quem não é familiarizado com a Mitologia Grega, o tal objeto se refere a uma espécie de jarro em que os deuses colocaram todas as perversidades do mundo, entre as quais a guerra, a discórdia, a fome, as doenças do corpo e da alma, e a morte. Contudo, nela havia um único dom: a esperança. Assim como nessas lendas, em meio a tantas notícias ruins, como machismo, violência contra a mulher, homofobia, racismo e celebração da roubalheira, a justiça parece ter, por algum tempo, triunfado em alguns casos.
Comecemos com a suspensão por 200 dias do ex-técnico da Desportiva Ferroviária, Rafael Soriano, que agrediu a assistente de arbitragem Marcielly Netto no intervalo da partida contra o Nova Venécia, pelo Campeonato Capixaba. O treinador foi condenado por ter ido tirar satisfações com a arbitragem e dar uma violenta cabeçada na bandeirinha.
Foi notícia também um outro episódio de violência em que uma mulher acusou o jogador corintiano Robson Bambu de estupro para satisfazer o desejo de um amigo, que a observava. Não demorou para que aparecessem pessoas atacando a vítima que, nesses casos, precisa de muita coragem para vencer a humilhação que a situação impõe. Em meio a isso, houve também o linchamento público dos acusados, sem a conclusão do inquérito policial, a elaboração do relatório final, e o oferecimento de denúncia por parte do Ministério Público.
Engrossando o caldo de vergonhas de machismo e estupro, ainda rolou homofobia. O goleiro pentacampeão mundial e ídolo palmeirense Marcos Reis teve um comentário removido pelo Instagram por ter infringido as regras da plataforma ao usar a expressão “viado”. E para piorar, ironizou a decisão e manteve seu discurso junto aos que se pronunciaram: “Tá’ me rotulando igual eu rotulei o cara. Portanto, só para te avisar, você não é melhor que eu, só é hipócrita mesmo”.
O repugnante racismo também mostrou suas garras na Libertadores da América com a justiça argentina banindo dos seus estádios um torcedor do Boca Juniors, até 2024, por imitação de um macaco no jogo contra o Corinthians, e outro do River Plate, pelos próximos dois anos, por ter atirado bananas contra torcedores do Fortaleza. O pior é que, no meio de tudo isso, houve quem relativizasse o racismo tomando como base uma possível xenofobia dos brasileiros contra os argentinos. Justificativa que caiu por terra, pois, na mesma semana, na partida do Flamengo contra a Universidad Católica, torcedores do clube chileno foram flagrados imitando um macaco para os rubro-negros.
E para completar, a camisa que Diego Armando Maradona vestiu no épico jogo contra a Inglaterra, pelas Quartas de Final da Copa do Mundo de 1986, foi arrematada em leilão da Sotheby’s por US$ 9,3 milhões (cerca de R$ 46,4 milhões na cotação atual). O valor quebrou todos os recordes para uma coleção de camisas esportivas. Tudo bem que o argentino foi um gênio e um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, mas chega a ser irônico ver a camisa que consagrou o escárnio de “La Mano de Dios” chegar a tal nível de adoração, pois premia o dia em que uma partida de futebol de Copa do Mundo se tornou um jogo de voleibol.
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Investidores da IBM querem maior clareza sobre denúncias de assédio e discriminação – SempreUpdate

Investidores da IBM querem maior clareza sobre denúncias de assédio e discriminação  SempreUpdate
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Ciro Gomes é hostilizado em feira de agronegócio, tenta agredir uma pessoa e diz que reagiu 'à altura' – MyNews

O presidenciável do PDT visitou a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) e foi insultado por bolsonaristas. Gomes afirma que sofreu xenofobia em feira de um setor que concentra forte apoio a Bolsonaro.
por Redação em 29/04/22 11:06
As fotos em que Ciro Gomes (PDT) publicou da feira mostram o presidenciável em encontro com representantes do setor. Foto: Reprodução (Redes sociais)
O pré-candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, foi hostilizado por participantes da Agrishow, a maior feira de agronegócio da América Latina, na quinta-feira (28) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O ex-ministro respondeu com palavrões às vaias, gritos de “mito”, xingamentos e agrediu um homem que se aproximou segurando um celular para gravação. 
LEIA TAMBÉM:
O homem, não identificado, encosta em Ciro Gomes e pergunta: “e o Bolsonaro, Cirão?”. A resposta do cearense é: “ladrão nazista”. “Que isso…”, diz o homem que participava da feira. Logo após, a conversa resulta na investida de Ciro Gomes, que desfere um soco no abdômen dele. 
E o Bolsonaro, Cirão? pic.twitter.com/oaRuEqvhxO
— Todos Com Ciro (@todoscomciro) April 28, 2022

Agrishow – Ribeirão Preto
Vejam por outro ângulo, o momento exato em que o Presidenciável Ciro Gomes dá um soco em um apoiador do Presidente @jairbolsonaro
Esse sujeito não possui o mínimo de controle emocional, quem dirá capacidade para ser Presidente pic.twitter.com/5UHXXQOPUc
— Elisa Brom (@brom_elisa) April 29, 2022

O agronegócio é conhecido pelo forte apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a feira, o pedetista foi questionado por jornalistas se esperava ser hostilizado daquela forma, e ele respondeu: “um país que é governado por um bandido e ladrão tem que ter esse tipo de quadrilha, você está vendo quem está insultando quem”. 
Um dos vídeos foi compartilhado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que chamou Gomes de “Coroné Ciro”. “Quando você vai para o mundo real e descobre que os robôs existem, mas são seres humanos!”, tuitou o filho do presidente. Já o ex-secretário da cultura Mário Frias usou o termo “Cangaciro” para se referir ao cearense.
No fim do dia, a assessoria do pré-candidato publicou uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido através do Twitter. No pronunciamento se afirma que Ciro Gomes, além dos insultos verbais e xenófobos, sofreu tentativas de agressão e foi “forçado a agir com veemência”. 
NOTA DE ESCLARECIMENTO

Ciro Gomes visitava a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, a Agrishow, em Ribeirão Preto, quando foi insultado e sofreu tentativas de agressão física por militantes bolsonaristas. (…)
— Ciro Gomes (@cirogomes) April 28, 2022

Confira mais notícias desta sexta-feira (29) no Café do MyNews:

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Alinne Prado expõe racismo ao ser demitida da Globo: "Entrei em depressão profunda" – NaTelinha

Apresentadora também revelou ter sofrido abuso no trabalho no início da carreira
Publicado em 09/05/2022 às 05:00:00,
atualizado em 09/05/2022 às 10:57:10
Desde o dia 2 de maio, a RedeTV! exibe seu novo programa das manhãs, o Bom Dia Você, atração de variedades do canal paulista, sob comando de Alinne Prado e Eri Johnson. Entre uma pauta e outra, Prado chama atenção, com seu sorriso que irradia segurança através da tela.
O novo desafio para a jornalista veio depois de outro trabalho na emissora, o TV Fama. Além disso, Alinne também teve passagens pela Record e Globo, nesta última sendo a única apresentadora negra do Vídeo Show. Apesar da experiência na vênus platinada ter colocado a comunicadora reconhecida no Brasil inteiro, a demissão dela foi traumática.
Em entrevista exclusiva para o NaTelinha, a apresentadora fala sobre os novos desafios de apresentar o Bom Dia Você, revela episódio de racismo em sua saída da Globo e conta que sofreu assédio no início de sua carreira. Confira!

Alinne Prado compara seu novo trabalho na RedeTV! como um filho, que deve ser alimentado, no sentido de ser cuidadosa. “Bom Dia, Você é mais um filho que ganhei. Estou ali alimentando, dando meu melhor, enchendo de amor e de retorno tenho recebido um imenso carinho dentro e fora da televisão. Está sendo bom demais! Tenho aprendido a controlar minha ansiedade, a me divertir até com os erros e deixar tudo fluir. Tá orgânico e muito gostoso”, conta.
“A parceria com Eri é uma irmandade. Seguro a onda dele, ele segura a minha. Queremos que o outro brilhe, cresça, melhore sempre. Concordamos, discordamos, mas nunca brigamos. Reconhecemos nossas sombras e nossa luz. E isso tá sendo bom demais.”
Alinne Prado expõe racismo ao ser demitida da Globo: "Entrei em depressão profunda"Alinne Prado no estúdio do Bom Dia Você. Foto: Reprodução
Em 2018, Alinne deixou a Globo, onde foi uma das apresentadoras do Vídeo Show, depois de um tempo como repórter no Encontro. Na ocasião, ela desabafou nas redes sociais sobre sua demissão, que teria ocorrido por causa da sua cor de pele.
“Na época eu entrei numa depressão profunda. Achei que nunca mais fosse voltar à TV. Mas também busquei uma força ancestral, mergulhei no auto conhecimento e na literatura afroreferenciada para entender o porquê do racismo se refletir de maneira tão feroz na sociedade e na TV. Isso me fortaleceu e me fez entender a força da minha voz”, afirma.
Depois de cinco anos, ela se sente mais forte do que nunca, mostrando ter dado a volta por cima. “Criei coragem de voltar à frente das telas de modo muito mais estratégico e consciente para transformar essa situação através do amor e da educação. Não estou ali atrás de fama, tenho uma função social e vou fluindo onde tenho espaço”, analisa Alinne, que acredita que, de lá pra cá, aumentaram as oportunidades dos negros na televisão.
“Há pouco tempo atrás eu era a única em diversos espaços. Hoje já olho para o lado e vejo outros negros. Ainda somos poucos, mas graças às nossas vozes estarem se unindo e se organizando, estamos conseguindo alcançar e naturalizar nossa presença em diferentes esferas sociais.”
Alinne Prado expõe racismo ao ser demitida da Globo: "Entrei em depressão profunda"Alinne Prado entrevista Fátima Bernardes em seu primeiro dia no Vídeo Show – Foto: Reprodução
Além do racismo sofrido ao longo da vida, Alinne teve que se deparar com outra situação conflitante: o machismo. A jornalista revela que já foi vítima assédio no trabalho e que já foi constrangida. Vale lembrar que recentemente ela deu uma declaração de que sofreu abuso sexual quando tinha 13 anos de idade.
“Sim, já sofri assédio moral e também assédio sexual. Eu não era tão empoderada como hoje e baixei minha cabeça, sofri sozinha e não denunciei. Hoje não sofro, entendo bem meus direitos, estou muito mais alerta e esperta. A dor de ontem me ensinou a ter a força de hoje”, relatou.
“São muitas mulheres vítimas de abuso sexual e que carregam diversos problemas emocionais e até físicos sem saber como proceder. Quando abri o verbo sobre isso, recebi uma enxurrada de mensagens de mulheres que também passaram e me agradeciam. Eu tratei as minhas dores, me sinto muito mais cicatrizada e por isso consigo abordar os assuntos sem sofrer. E aprendi na jornada que eu só me curo te curando.”

Sem esquecer os traumas do passado, mas forte para seguir em frente, Alinne quer mesmo é se debruçar sobre o trabalho. Além do Bom Dia Você, a jornalista também comanda o Merendeiras do Brasil, na RedeTV!, aos domingos, em uma atração que mostra os impactos da alimentação saudável nos estudantes do país.
“Nossa, o reality Merendeiras do Brasil é de uma riqueza humana!!! Pense que estou falando de mulheres que alimentam estudantes de um país que voltou ao mapa da fome. Muitas vezes é a única refeição na escola que as crianças e jovens têm no dia. Essas merendeiras são bravas mulheres que usam temperos imateriais de amor, de fé, de otimismo e generosidade. Foi delicioso de fazer em todos os sentidos (porque também comi muito!)”, explica.
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