Conmebol quer multas mais pesadas para injúrias racistas, presidente da CBF diz que não chega: “O clube tem de sofrer punição desportiva” – Expresso

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Tribuna
7 maio 2022 12:00
Jornalista
ricardo moreira
7 maio 2022 12:00
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Ainda decorria a primeira parte do Corinthians-Boca Juniors, para a Taça Libertadores, quando um argentino vagou a cadeira branca onde estava e, em direção aos adeptos brasileiros, imitou um macaco. A injúria racial levou à detenção daquele homem, ao intervalo, pela Polícia Militar, impedindo-o de regressar ao seu país. Resultado? A justiça argentina atuou e Leandro Germán Ponzo ficará impossibilitado, durante dois anos, de frequentar estádios de Buenos Aires.
O clube brasileiro, orientado por Vítor Pereira e renomado pela ‘Democracia Corinthiana’, reagiu depois do incidente: “[O Corinthians] repudia todo e qualquer ato de racismo e discriminação e agradece à Polícia Militar pela eficiência no apoio prestado. Este facto só reforça a importância de nossa luta por um futebol sem ódio”.
Mas os insultos racistas e as queixas não cessaram, por isso a Conmebol, que rege o futebol sul-americano, propôs reformar o seu Código de Disciplina visando aumentar as penalizações em casos de racismo.
A proposta de alteração prevê um aumento da multa mínima de 28 para 95 euros, a que poderá acrescer a sanção de um ou mais jogos à porta fechada, ou com áreas específicas fechadas, escreveu o “Globo Esporte”. Aquela missiva foi enviada para as dez associações nacionais de futebol do continente, ficando a Conmebol a aguardar as opiniões de cada uma.
Também durante um Fortaleza-River Plate, um argentino lançou bananas na direção dos adeptos rivais: Gustavo Sebastián Gómez não vai frequentar jogos em Buenos Aires durante quatro anos, conta ainda o “Globo Esporte”, que refere que os casos de racismo nas últimas semanas têm visado os seguidores das equipas brasileiras. Por isso, o presidente da federação brasileira propôs à Conmebol uma “punição desportiva” para esses casos, isto é, uma “pena mais dura”, nomeadamente a perda de pontos.
“Não concordo com apenas multa financeira ao clube que tiver um torcedor racista”, explicou nas últimas horas Ednaldo Rodrigues. “Não se combate a discriminação apenas aumentando a multa. Tem que ser de forma mais dura. O clube precisa sofrer uma punição desportiva. Quero que a equipa do torcedor identificado cometendo um ato racista perca pelo menos um ponto na tabela do campeonato. Só assim acredito que vamos pacificar os estádios.”
E acrescentou: “O clube tem que ser punido por não ter conseguido educar o torcedor que entra no seu estádio. Com a punição desportiva ao clube, conseguimos envolver o torcedor nesta luta antirracista. O torcedor seria um fiscal contra o preconceito na arquibancada”.
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