Como os brancos pensam aqueles que o não são. Um livro do ex-futebolista francês Lilian Thuram – Expresso

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8 maio 2022 19:13
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Thuram, ex-futebolista, nasceu em Guadalupe e sempre foi crítico do racismo no futebol europeu
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8 maio 2022 19:13
Jornalista
O racismo tem muitos rostos, e não deixa de existir pelo facto de as vítimas serem famosas ou ricas. Em várias passagens deste livro, Lilian Thuram, o antigo jogador da Juventus, do Barcelona e da seleção nacional francesa, fala disso mesmo. Conta, por exemplo, como colegas próximos dele não se eximiam a estranhar que ele, com o estatuto socioeconómico que atingira, não tivesse uma companheira branca. Não era isso um atributo necessário de um futebolista famoso, a par com as mansões e os carros de luxo? O desvalor automático implícito nessa forma de pensar, que passa por cima de um elementar sentido das conveniências, é propriamente o tema de “Pensamento Branco”.
Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.
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Discriminação racial aumenta no estado – Record TV

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Casos de discriminação racial crescem no estado. Algo que pode ser comprovado no dia a dia , como aconteceu com um professor de educação física de São Vicente. Veja na reportagem.
 
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ONU Brasil pede maior proteção para o povo Yanomami – Combate Racismo Ambiental

O Sistema ONU no Brasil divulgou nesta sexta-feira (6) uma nota externando profunda preocupação com a situação do povo yanomami, que vem sofrendo com reiterados casos de violência.
A Organização alertou para a violação de direitos humanos deste povo, lembrando que, de acordo com as normativas internacionais ratificadas e adotadas pelo Brasil e a Constituição Federal, cabe ao Estado a proteção de toda a população indígena residente no país.
O Sistema ONU colocou-se à disposição para apoiar o aprimoramento de planos e políticas públicas que enfrentem as raízes dos problemas e proponham soluções duradouras e sustentáveis para acabar com os conflitos e garantir a paz nas terras indígenas.
Leia, a seguir, a íntegra da nota:
O Sistema ONU no Brasil externa profunda preocupação com a situação do povo yanomami, que vem sofrendo com reiterados casos de violência e abusos. As denúncias feitas nos últimos meses sobre mortes e desaparecimento de pessoas yanomami demandam urgente averiguação por parte das autoridades, para que seja garantida a proteção da população que ocupa a maior terra indígena do país, entre os estados de Roraima e Amazonas.
De acordo com autoridades federais, entidades da sociedade civil e organismos internacionais, a Terra Indígena Yanomami sofre continuamente com invasões de garimpeiros, o que provoca a destruição do ecossistema local, a disseminação de doenças, agressões a moradores e diversas violações de direitos humanos, incluindo denúncias de assédio e abuso sexual. Os relatos apontam ainda que as atividades do garimpo ilegal têm contaminado rios e territórios, levando ao aumento da desnutrição e ao agravamento das condições de saúde. Agências Especializadas, Fundos e Programas que integram o Sistema ONU no Brasil estão especialmente preocupados com os impactos diferenciados para mulheres e crianças indígenas.
O Sistema ONU alerta para a violação de direitos humanos do povo yanomami e lembra que, de acordo com as normativas internacionais (*) ratificadas e adotadas pelo Brasil e a Constituição Federal, cabe ao Estado a proteção de toda a população indígena residente no país. O Sistema ONU reconhece os esforços do Estado brasileiro e das autoridades locais para apurar os fatos e expressa confiança em uma investigação efetiva, para que os responsáveis por esses atos sejam identificados e levados à justiça, para que as vítimas e os familiares sejam reparados e para que casos semelhantes de violência não mais aconteçam.
O Sistema ONU fica à disposição para apoiar o aprimoramento de planos e políticas públicas que enfrentem as raízes dos problemas e proponham soluções baseadas em evidências, duradouras e sustentáveis, que sejam desenvolvidas em consulta com a população local para acabar com os conflitos e garantir a paz nas terras indígenas.
(*) As normativas internacionais ratificadas e adotadas pelo Brasil são:



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Dirigentes brancos jamais vão se sensibilizar por situação que não sentiram, diz Grafite – Folha

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Grafite, 43, costuma sentir um incômodo quando visita os restaurantes de alto padrão na Barra da Tijuca, onde mora no Rio de Janeiro.
A sensação que ele tem é a de que sua presença nesses lugares não é bem-vinda. Somente é aceita porque ele é um ex-jogador de futebol famoso, atacante da seleção brasileira na Copa de 2010, campeão mundial pelo São Paulo em 2005 e, atualmente, comentarista do SporTV.
“Eu vejo [o preconceito] pelos olhares, pela linguagem corporal das pessoas quando elas veem um homem negro, de 1,90 m, entrar no restaurante”, diz o ex-atleta à Folha. “Aí, elas percebem que eu sou o Grafite. Por ser uma pessoa conhecida, isso me deixa um pouco fora disso.”
Mas nem sempre foi assim. Nem mesmo enquanto era jogador. Em 2005, ele foi vítima de racismo durante uma partida pelo São Paulo contra o Quilmes (ARG), no Morumbi, pela Copa Libertadores. Grafite se recorda de ter sido chamado de “negro de merda” pelo argentino Leandro Desábato. Terminado o jogo, o delegado Osvaldo Nico Gonçalves entrou em campo e deu voz de prisão ao defensor por racismo. Depois de ter passado dois dias preso, Desábato pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado para voltar ao seu país.
Passados 17 anos, o ex-atacante ainda lamenta não ter levado o caso adiante para ver as consequências. A frustração dele é ainda maior diante dos recentes casos de racismo no futebol, sobretudo envolvendo os clubes brasileiros na Libertadores —torcedores do Boca Juniors (ARG) e da Universidad Católica (CHI) fizeram gestos imitando macacos durante jogos contra o Corinthians e o Flamengo, respectivamente.
Na opinião dele, em parte, o problema reflete a falta de representatividade nos cargos de direção no futebol.
“Entre os dirigentes, a grande maioria é branca. Jamais vão se sensibilizar por uma situação que não sentiram na pele. Não tem técnico negro, não tem dirigente negro”, disse. “A gente fica de mãos atadas. A gente fica à mercê de essas pessoas se sensibilizarem.”
Como você reagiu diante dos recentes casos de racismo no futebol, como as situações envolvendo times brasileiros na Libertadores? Minha reação é sempre a mesma de quando começamos a ter noção disso. O meu caso é de 2005, mas hoje está ficando mais explícito. Fico perplexo. Não tem punição, não tem pena. A pessoa paga uma multa e sai.
Existe uma visão de que problemas como o racismo são coisas que fazem parte do folclore do futebol? O estádio, o futebol brasileiro, sempre foi um lugar de desafogo na sociedade. Às vezes, um cara está sem emprego, com problemas com a mulher, problemas financeiros, e ele vai ao estádio para ter duas horas em que ele esquece tudo. O estádio, também, sempre foi visto como um lugar onde se pode tudo: chamar juiz de veado, o adversário de macaco… Só que a sociedade evoluiu e essas coisas viraram crime. Parece que o torcedor ainda tem esse sentimento de que pode tudo. A gente não pode ser assim.
O que precisa ser feito para essa mentalidade mudar e para combatermos o racismo? A solução é de todos. Temos que dar conhecimento aos torcedores porque alguns não têm conhecimento das leis. Isso tem de partir dos clubes, dos dirigentes e dos próprios jogadores. Não adiante ter só punição. Dá a impressão de que, para o negócio futebol, atitudes mais radicais sobre isso não são bem-vistas. É muito complexo. Faltam atitudes mais energéticas.
Qual o papel de entidades como CBF, Conmebol e Fifa no combate ao racismo no futebol? A Fifa e a Uefa têm ações mais contundentes onde os casos [de racismo] ocorrem, mas não com tanta frequência. Tem casos de que a gente nem tem conhecimento. Além disso, entre os dirigentes, a grande maioria é branca. Jamais vão se sensibilizar por uma situação que não sentiram na pele. Não tem técnico negro, não tem dirigente negro. A gente fica de mãos atadas. A gente fica à mercê de essas pessoas se sensibilizarem.
​​​Em recente entrevista, o técnico Roger Machado, do Grêmio, afirmou que os discursos do presidente Jair Bolsonaro dão autorização para o racismo. Você também vê dessa maneira? Sou muito restrito na minha vida pessoal para falar de política porque é muito extremismo. Não existe meio-termo. Mas é uma das causas também. As redes sociais ajudam bastante na disseminação de notícias falsas também. A gente fala que é mundo virtual, mas a violência vem à tona no mundo real. A gente vê torcedores marcando brigas pela internet, gente ligada ao nazismo, ao extremismo, gente que odeia gays. Não atribuo apenas ao governo [Bolsonaro], mas tem sua parcela.
Como comentarista de uma grande rede, você sente que tem uma plataforma e uma importância para falar sobre racismo? Eu me sinto incomodado de falar sobre isso porque não deveríamos estar falando sobre isso em 2022. Eu me sinto incomodado, mas tenho o dever de falar, pelo palanque que eu tenho para falar. Eu me sinto obrigado e ser a voz daquelas pessoas que não têm conhecimento das coisas e sofrem com o racismo.
Ainda se incomoda de falar do caso de racismo que sofreu em 2005? Teve um certo tempo em que me incomodava. Mas hoje em dia é tranquilo. Eu não me sinto à vontade. Não é que eu goste de falar, mas eu discuto, eu falo. Tenho o arrependimento de não ter levado o caso adiante. Se eu tivesse levado, talvez não desse em nada, como acontece com frequência. A gente acaba se adaptando e achando normal. Eu não acho normal. E, hoje, gosto de falar sempre do Observatório Racial do Esporte. O trabalho deles, mapeando os casos, é muito importante.
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Carol Junger fala da vida em Portugal: 'Xenofobia fortíssima contra brasileiros' – Marie Claire Brasil

Carol Junger relatou não ter sido feliz morando em Portugal (Foto: Reprodução/Instagram)
Carol Junger aproveitou seu tempo livre nesta quinta-feira (5) para interagir com seus seguidores no Instagram. A maquiadora, que namora o ator José de Abreu há mais de três anos, abriu uma caixinha de perguntas em sua rede social e foi questionado sobre a vida em Portugal. Junger relatou ter tido algumas dificuldades de adaptação e também falou sobre o preconceito com brasileiros.
“Não consegui me adaptar. Morei em Lisboa, no Chiado, e achei as pessoas difíceis de lidar. Xenofobia fortíssima contra brasileiros e pessoas ignorantes. Tive dificuldade em fazer amigos e acabei tendo uma vida muito sossegada e parada. O bom foi poder focar nos meus treinos de musculação e alimentação. Conheci pessoas que adoram Portugal e se adaptaram bem, mas não foi o meu caso. Não é um lugar que eu gostaria de morar de novo, mas para viajar vale a pena”.
Carol e José de Abreu completaram três anos de relacionamento recentemente, no dia 27 de abril. Na ocasião, o ator se declarou para a namorada e disse ter encontrado tudo o que procurava em um relacionamento ao lado dela.
Carol Junger falou de xenofobia e preconceito de portugueses com brasileiros (Foto: Reprodução/Instagram)

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O Assunto #696 a #700: Racismo no futebol; Lula, Bolsonaro e os atos de 1º de maio; aborto nos EUA, os limites do Auxilio Brasil, e a violência contra os Yanomamis – G1

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DGArtes vai financiar 18 projectos de combate à discriminação – Público

Resultados do Programa de Apoio em Parceria – Interculturalidade, que tem uma dotação global de 350 mil euros, foram divulgados esta quarta-feira.
Dezoito projectos artísticos, a maioria da área metropolitana de Lisboa, foram seleccionados para receber apoio financeiro da Direcção-Geral das Artes (DGArtes) no âmbito do Programa de Apoio em Parceria Interculturalidade, cujos resultados foram anunciados esta quarta-feira, e que tem uma dotação global de 350 mil euros.
Segundo os dados divulgados pela DGArtes, dez dos 18 projectos são da área metropolitana de Lisboa, com um total de 160 mil euros, e os restantes são provenientes das regiões Norte (três), Centro (três), Alentejo (um) e Região Autónoma dos Açores (um).
Por áreas artísticas, a maioria dos contemplados são projectos de cruzamento disciplinar (dez), seguindo-se sete projectos de artes performativas (teatro, dança e música) e um de artes visuais.
A DGArtes indica ainda que, do montante total disponível, 300 mil euros serão canalizados para a criação artística e os restantes 50 mil para programação.
Este programa, que resulta de uma parceria entre a DGArtes e o Alto Comissariado para as Migrações, tem como objectivo apoiar projectos que contribuam “para o combate ao racismo, à discriminação étnico-racial, à xenofobia, ao anticiganismo ou a outras dinâmicas discriminatórias”.
A título de exemplo, os projectos devem envolver, entre outros, “portugueses ciganos, imigrantes e seus descendentes, e pessoas refugiadas, estimulando a sua participação no desenvolvimento de actividades em prol das comunidades”, sustenta a DGArtes.
Os 18 projectos escolhidos terão agora de ser executados até 30 de Junho de 2023.
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Discriminação e incitamento ao ódio e à violência – Jornal de Notícias

O confinamento a que nos obrigou a covid-19 fez brotar em muitos/as um desejo de mudança das suas vivências e de acreditar que, depois da pandemia, tudo seria diferente. O Mundo não voltaria a ser um ringue de lutas desiguais, no qual o mais forte e poderoso desfazia o mais fraco e desprotegido.
Arrumaram-se as ideias e aconteceu a saudade. Dos convívios, dos amigos, da família, das conversas sobre tudo e sobre nada. Saudade de tempos distantes, pois os mais recentes eram de luta pela sobrevivência, na vã ganância de adquirir dinheiro e poder, fosse à custa do que fosse, até da dignidade e da honra. O isolamento forçado levou a maior parte das pessoas a pensar num futuro diferente. Depois, a vida iria mudar, para melhor, mais fraterna e solidária, acreditavam os optimistas. Infelizmente, não parece ter-se concretizado aquela luz de esperança. A insatisfação, a raiva, a depressão, a ira contida irromperam como lava de um vulcão em erupção, e parte das populações e dirigentes mundiais entraram em delírios de mais poder, mais ganância, matando-se uns aos outros, gritando blasfémias, insultos e aleivosias entre pares, adversários, instituições, enfim a comunidade no seu todo. Nada está bem feito, nada é positivo, tudo é criticado até ao absurdo e inusitado. É nesta cacofonia que se lembram do Direito Penal. Este só deve ser convocado em último caso, quando o acto ou actuação viola direitos fundamentais dos cidadãos e não é possível com razoabilidade dirimir o conflito. Certas tomadas de posição públicas expondo ideias muito próprias, contrárias às da maioria da comunidade, foram objecto de críticas, apelando à aplicação do crime de discriminação e incitamento ao ódio e à violência previsto no CP. Este normativo consagra o impositivo constitucional da igualdade de todos os cidadãos, independentemente do credo político, religioso, origem étnica… Comete este ilícito quem fundar, constituir ou participar em organização ou desenvolver actividade de propaganda organizada que incite à discriminação, ódio ou violência contra pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua identidade. É ainda punido quem, publicamente, nomeadamente através da apologia ou banalização grosseira de crimes de genocídio, guerra ou contra a paz e a humanidade, provocar e incentivar actos de violência contra aquela pessoa ou grupos de pessoas. Elementos do crime são a organização, desenvolvimento de actividades de propaganda organizada ou incitamento à violência contra pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua identidade. Daqui resulta que a mera tomada de posição pública de alguém ou de grupo, sem provocar o ódio e a violência contra aquelas pessoas expressa ou liminarmente, é uma mera opinião ainda que criticável, mas não assume a categoria de ilícito criminal. Em democracia a opinião é livre e livremente discutida, desde que responsável e não lese os princípios e normativos constitucionais.
a autora escreve segundo a antiga ortografia
Ex-diretora do dciap
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José Luís Carneiro diz que atraso na extinção do SEF se deveu a ″falta de tempo″ – Jornal de Notícias

O ministro da Administração Interna diz que a reestruturação do SEF não foi feita antes por “falta de tempo”. Na entrevista JN/TSF, José Luís Carneiro rejeita ainda as acusações de xenofobia estrutural na GNR e PSP.
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MAI diz que declarações do sindicato do SEF são "inapropriadas", advogados ucranianos querem trabalhar em Portugal e outros destaques TSF – TSF Online

Em entrevista à TSF, José Luís Carneiro encerra a questão e afirma que o Governo não vai voltar atrás relativamente à extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. O ministro da Administração Interna adianta também que os candidatos às forças de segurança vão poder entrar na PSP a partir dos 18 anos. O limite máximo de entrada passa para os 30 anos.
O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, preside à cerimónia comemorativa do 14.º aniversário da Unidade Especial de Polícia (UEP) da Polícia de Segurança Pública (PSP), em Belas, 5 de maio de 2022. A UEP integra cinco Subunidades Operacionais: Corpo de Intervenção, Grupo de Operações Especiais, Corpo de Segurança Pessoal, Centro de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo e Grupo Operacional Cinotécnico. MÁRIO CRUZ/LUSA
© LUSA
O ministro da Administração Interna (MAI) lembra que em Portugal há liberdade de expressão. Ainda assim, José Luís Carneiro considera, em entrevista à TSF, que o presidente do sindicato da carreira de investigação e fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Acácio Pereira, fez declarações inadequadas, quando afirmou, numa carta aberta ao Presidente da República, que há problemas estruturais de racismo e xenofobia na PSP e na GNR.
Os advogados ucranianos querem exercer em Portugal. A proposta foi apresentada à Ordem dos Advogados pela associação que representa os advogados ucranianos no nosso país. O presidente desta associação está também preocupado com os menores que chegam a Portugal desacompanhados. À TSF, a associação que representa os advogados ucranianos em Portugal mostra preocupação com as crianças que chegam sozinhas.
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Sobre a polémica com refugiados ucranianos em Setúbal, soube-se esta sexta-feira pelo Expresso que o líder da comunidade russa em Setúbal, Igor Khashin, que participou no acolhimento de refugiado com a mulher, já é monitorizado pelo Serviço de Informações e Segurança (SIS) há alguns anos.
José Ribau Esteves, 55 anos, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, vice-presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) e ex-secretário-geral do PSD, no tempo da (curta) liderança de Luís Filipe Menezes, é o entrevistado desta semana no Em Alta Voz. Há semanas admitiu poder ser candidato à liderança do partido, na sucessão de Rui Rio, mas recuou, por falta de apoios. Nesta entrevista critica duramente Luís Montenegro, um dos candidatos à sucessão. Quanto a Jorge Moreira da Silva, até o poderá apoiar – há uma conversa em falta entre os dois. Outro alvo das suas críticas é o presidente da Câmara Municipal do Porto, o independente Rui Moreira, que ameaçou romper com a ANMP por causa do processo em curso de desconcentração de poderes.
Quanto à guerra na Ucrânia, a Amnistia Internacional divulgou um relatório, com os resultados de uma investigação no terreno, em que defende que as forças russas têm de enfrentar a justiça por crimes de guerra cometidos nas regiões noroeste da Ucrânia.
As tropas russas intensificaram os ataques contra a fábrica Azovstal, na cidade sitiada de Mariupol, enquanto avançam no objetivo de controlar as regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, segundo o Alto Comando do Exército Ucraniano.
A Transnístria foi, até 1940, uma região ucraniana, mas depois passou para domínio da Moldávia e assim continua, até ao momento. Com a Guerra na Ucrânia, surgiu a oportunidade dos moldavos voltarem a tomar conta do território além do rio Dniestre.
A candidatura da Suécia à NATO poderá levar ao reforço da presença da Aliança Atlântica no mar Báltico e em redor do país escandinavo, referiu quinta-feira o secretário-geral da organização de defesa coletiva, Jens Stoltenberg.
A agência norte-americana do medicamento (FDA, em inglês) limitou a administração da vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson, devido ao risco contínuo de coágulos sanguíneos raros, mas graves.
As apreensões de cocaína na União Europeia (UE) atingiram em 2020 um recorde de 214,6 toneladas, um aumento de 6% face a 2019, e Portugal foi responsável pela captura de 10 toneladas, segundo um estudo europeu.

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