SEF. Sindicato da PSP pede queixa-crime contra Acácio Pereira – Jornal i

As acusações do dirigente sindical do SEF não caíram bem no Sindicato da Carreira de Chefes da PSP.

Depois de acusar, em carta aberta, a GNR e a PSP de terem problemas estruturais de xenofobia e racismo, Acácio Pereira, presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF), está sob fogo das forças policiais, principalmente do Sindicato da Carreira de Chefes da PSP, que instou o diretor nacional dessa polícia a apresentar uma queixa-crime contra o dirigente sindical do SEF.
“Face ao exposto e porque sabemos que a maioria dos profissionais do SEF não se revê neste tipo de declarações e porque não vale tudo, instamos o senhor Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública, enquanto detentor do poder legal de representar todos os seus profissionais, a apresentar uma queixa-crime contra o(s) autor(es) da referida carta”, defende o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP (SNCC – PSP), através de uma carta aberta, divulgada em comunicado.
As afirmações, “graves e que carecem de apuramento de responsabilidades”, não deixam igualmente de ser “contraditórias”, diz o sindicato da PSP. “Como pode alguém afirmar que um caso não pode significar o fim de um serviço – porque isso seria uma generalização injusta – mas já serve para lançar um anátema de xenofobia e racismo sobre mais de 40 mil profissionais!?”, questiona, afirmando que, desde o primeiro momento, “tem alertado para a importância de acautelar os legítimos interesses dos profissionais do SEF”.
 
Afirmações inconcebíveis
As declarações de Acácio Pereira, tornadas públicas na terça-feira, fizeram levantar várias sobrancelhas na PSP e na GNR. Ao i, Pedro Carmo, presidente da Organização Sindical dos Polícias da PSP (OSP-PSP), classificou as acusações de Acácio Pereira como “inconcebíveis”. “É inconcebível. Podem surgir algumas situações que gerem algumas dúvidas, à imagem daquilo que aconteceu com eles quando faleceu um indivíduo [referindo-se a Ihor Homenyuk]. É inconcebível fazer julgamentos das forças de segurança, que lidam, no dia a dia, com toda a gente, estrangeiros e portugueses”, declarou, acrescentando: “No fim de tudo, somos pessoas, como eles são pessoas, e também aconteceram situações pontuais com eles. Aquela veio a público [a morte de Ihor Homenyuk], por exemplo… e haverá muito mais, outras situações que se calhar não vieram a público porque não causaram a morte a ninguém.”
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