Igreja Universal se diz vítima de "violência" e "xenofobia" em Angola – UOL

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.
Colunista do UOL
18/02/2022 16h29
Na tarde desta sexta-feira, a Igreja Universal, por meio da Unicom, enviou uma nota oficial a respeito do pedido feito ontem pelo Ministério Público de Angola, para que a Justiça condene quatro líderes da igreja naquele país.
Um desses líderes é Honorilton Gonçalves, ex-vice-presidente artístico da RecordTV.

Condenados ou não, nada deve acontecer com eles, a não ser que não poderão novamente pisar em território angolano.
Honorilton já voltou ao Brasil em dezembro. A coluna apurou que os demais acusados também já deixaram Angola.
Tudo começou com denúncias a partir de 2017, com a posse do novo presidente, João Lourenço.
Ele iniciou uma ampla investigação de casos de corrupção. No mesmo momento começaram a surgir denúncias de fiéis angolanos de que que pastores e bispos brasileiros estariam fazendo evasão de montantes milionários. Isso ocorreria por meio de uma suposta rota que envolvia outros países africanos e da América Latina.
O destino do dinheiro, afirmam, era o Brasil.
Segundo o UOL Notícias publicou em novembro passado, os procuradores estimaram que ao menos US$ 10 milhões mensais sairiam mensalmente de Angola.
A Igreja nega todas as acusações e afirma que no fim “a Justiça prevalecerá”.
Os angolanos expulsaram quase todos os pastores e bispos brasileiros e tomaram posse de suas propriedades. Também se tornaram os dirigentes da igreja fundada por Edir Macedo em 1977 e fecharam a RecordTV local.
Veja a nota oficial enviada pela Igreja Universal ao UOL:
“Como o Ministério Público (MP) de Angola é o autor da ação, o pedido de condenação dos réus formulado por aquela instituição, por mais injusto e absurdo que seja, não é, propriamente, uma novidade.

A Igreja Universal do Reino de Deus de Angola e seus oficiais são vítimas de um grupo de ex-pastores que, com o uso de violência, documentos falsos e mentiras espalhadas pela imprensa, tentam expulsar a Universal do país africano e se apropriar do patrimônio da Igreja, construído graças ao suor dos fiéis.
Reafirmamos a inocência dos réus nessa ação. Ao longo do julgamento, depois de ouvidas todas as testemunhas (de acusação e de defesa), nenhuma das imputações que o MP fez foi confirmada.

Temos certeza de que o Judiciário angolano julgará a questão conforme as provas, com imparcialidade, e punirá os criminosos que têm patrocinado a xenofobia (preconceito contra estrangeiros) e o ódio religioso.

A Justiça prevalecerá.

UNIcom — Departamento de Comunicação Social e de Relações Institucionais da Universal.”
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