Angolanos acusam Câmara da Póvoa de Varzim de racismo e xenofobia – Jornal de Notícias

Póvoa de Varzim
Foto: Ivo Pereira/Global Imagens
“Autoritarismo, racismo e xenofobia”. São as acusações lançadas pela PeC – Projetos, Consultoria e Investimento ao presidente da Câmara da Póvoa de Varzim. A empresa angolana, que exige ao município 13,2 milhões de euros, considera-se alvo de discriminação e diz que “fez tudo para chegar ao diálogo” antes de avançar para tribunal. O comunicado com duras críticas à autarquia foi publicado pelo Clube Desportivo da Póvoa (CDP) no facebook.
“Nunca, em mais de 40 anos de atividade empresarial em vários continentes, senti tal confrontação gratuita que revela contornos de racismo e xenofobia institucional impróprios da edilidade”, diz no documento António Henrique de Castro Vide, da PeC.

A empresa, recorde-se, alega que tinha um negócio fechado com o CDP para construir nos terrenos do clube, que caiu por terra com a decisão da autarquia de suspender o Plano de Pormenor da Zona E54 (PP E54). Já em junho, o clube cedeu à PeC todos os direitos adquiridos no âmbito do PP E54. A ação judicial entrou um mês depois.

Agora, a PeC diz que se viu “forçada a avançar para tribunal”, já que nunca conseguiu dialogar com a Câmara, mesmo depois de ter tentado gizar uma “proposta alternativa”, na tentativa de “conciliar vontades”. Ainda assim, frisa, continua disponível para chegar a uma “solução extrajudicial”.
A empresa manifesta ainda ao CDP “solidariedade”, face aos “atropelos” e “injustiças de que tem sido alvo”, numa alusão ao corte de apoios da autarquia. O CDP vai a votos depois de amanhã e o atual presidente não será recandidato. O JN tentou ouvir sem sucesso o presidente da Câmara.
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