Barranco nega discriminação e diz que decisão pode ser revertida – Midia News

JLSiqueira/ALMT

O presidente da Executiva Estadual do PT, deputado Valdir Barranco
O presidente do PT em Mato Grosso, deputado estadual Valdir Barranco, negou que a suspensão da filiação da atriz pornô Ester Caroline Perralto, a “Tigresa Vip”, tenha sido motivada por discriminação por parte do partido. Ele disse ainda que a decisão pode ser revertida em instância superior.
 
De acordo com Barranco, por falta de conhecimento, Ester desrespeitou o rito de filiação e não construiu um diálogo com o Diretório Municipal de Barão de Melgaço, que nem mesmo havia sido informado do seu ingresso no partido – muito menos da intenção de Ester se ser pré-candidata à Assembleia Legislativa.
 
“O vício na filiação dela foi não ter a aquiescência do Diretório Municipal. Eu, se fosse presidente do Diretório Municipal, também não aceitaria isso. Tenho certeza que em outros partidos seria igual”, disse.
 
Ester se filiou ao PT de Alta Floresta de forma online e teve a ficha transferida para Barão de Melgaço sem a anuência do Diretório Municipal, segundo Barranco.
 
Os líderes do partido no Município teriam sido informados de sua pré-candidatura pela sigla à Assembleia Legislativa pela imprensa, o que, conforme o deputado, vai contra o rito interno do partido e o que gerou a suspensão da sua filiação.
 
“Geralmente, mesmo que seja online, a pessoa que quer construir uma caminhada, ela vai fazer um diálogo, porque eu não posso entrar chutando a porta da casa de ninguém”, disse.
 
“Não a critico, porque acho que ela não tem esse conhecimento ainda na política, mas ela acabou não construindo esse diálogo com o Diretório Municipal. E quando eles souberam que ela tinha sido filiada já com esse interesse de ser candidata, por não terem sido comunicados, se revoltaram. Não tem nada de anormal nisso”, defendeu.
 
Após a divulgação de que seria pré-candidata a deputada estadual pelo partido, o que ocorreu durante um ato do próprio PT em Cuiabá, há duas semanas, a sigla começou a ser alvo de inúmeras críticas – principalmente nas redes sociais. Após uma semana de pressão, foi anunciado o cancelamento da sua filiação.
 
Ester recorreu da decisão junto ao Diretório Nacional e pode voltar à condição de filiada. Caso a resposta seja negativa, Barranco afirmou que ela seguirá sendo vem-vinda no partido, devendo se filiar e construir uma caminhada dialogando com a instância municipal.
 
Ele pontuou, ainda, que o PT é o partido que mais acolhe as minorias – chegando a citar LGBTs e as mulheres em situação de prostituição.
 
“A Secretaria das Mulheres do PT já se manifestou corroborando essa decisão pela suspensão em função de não ter cumprido com o rito. Não tem demonstração maior de que não há discriminação por conta dela ser mulher ou qualquer outra iniciativa”, afirmou.
 
“O PT não tem problema nenhum com isso. Ela é bem-vinda, como todas as mulheres, desde que faça a caminhada, faça a construção no diálogo, para que possa ingressar sem celeumas. E tenho certeza que ela vai estar no PT e vai fazer a sua militância futuramente”, completou.
 
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