'Vamos falar de racismo?' aborda questão racial de forma lúdica – Folha

Acesse seus artigos salvos em
Minha Folha, sua área personalizada
Acesse os artigos do assunto seguido na
Minha Folha, sua área personalizada

Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Gostaria de receber as principais notícias
do Brasil e do mundo?
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
“Vamos falar de racismo” é o que propõe o “livro caixinha” de autoria da ex-consulesa da França no Brasil e consultora em diversidade Alexandra Loras e do jornalista Maurício Oliveira. Lançado pela editora Matrix, o material funciona com um jogo com cartas sobre o tema feitas para estimular a reflexão.
A autora deste texto fez a experiência de ler cada uma das cartas e também de partilhar a reflexão com familiares. Para algumas provocações, conseguiu formular respostas, mas, para outras, acabou pensando no motivo de não ter um argumento fácil ou uma resposta pronta.
Depois, conversando com a autora, foi possível constatar que a ideia era essa mesma: pensar o racismo em nossa sociedade, sem que, necessariamente, tenhamos resposta para tudo.
“Esse livro caixinha foi feito para aumentar o jogo empático, para sentir a dor do outro, para sentir o que é o racismo, mas de uma maneira lúdica, que te ajuda a refletir sobre a verdade inconveniente. Não é preciso ter respostas exatas. Às vezes, terá algo que você não conseguirá responder, mas fará com que observe na semana seguinte vários pontos sobre a questão racial”, explica Loras.
O racismo no Brasil, lembra a autora, existe e é estrutural. Ele está presente em nosso cotidiano, arraigado em situações diversas. No entanto, reconhecer isso não é suficiente. Como propõe o jogo, não basta não ser racista, é preciso ser antirracista. Assim, o jogo sugere não só um exercício de análise do nosso próprio comportamento (e o dos outros), como também propõe a ação.
“A proposta do livro é desvelar o fato de que o Brasil foi construído em cima da escravidão, da inferiorização de milhões de pessoas negras que foram escravizadas. Essa questão é a coluna vertebral de uma cultura que, há mais de 400 anos, inferiorizou negros. Hoje, há consequências sistêmicas, uma vez que não adiantou apenas a Lei Áurea ter sido assinada, 133 anos da abolição da escravidão não resolveram a questão do negro no Brasil”, afirma Loras.
A autora relata o uso das cartas em seus treinamentos de letramento racial em empresas. “Quis trazer para o público brasileiro essa reflexão, pois é uma ótima ferramenta para abordar essa temática nas escolas, nas universidades, nas empresas, na família, com os amigos. Abrir a mente sobre essas questões.”
Loras fala também sobre a importância de começar o jogo ressaltando que os participantes estão em um local de acolhimento e que não precisam brigar porque discordam. “É justamente um jogo feito para avançar, nos educar, refletir, aprender, crescer. Para ser antirracista é necessário conhecer a problemática inicial e agir por mudanças.”
A escravidão acabou no Brasil em 1888. Tanto tempo depois, você acredita que ela ainda se faz presente no Brasil? De que forma?
Você considera que o preconceito racial vem aumentando ou diminuindo no Brasil? Por quê?
Será que essa discussão é exagerada?
Todos nós podemos e devemos evoluir na nossa visão de mundo. Que evolução você teve na sua forma de enxergar o racismo ao longo dos últimos dez anos?
Cite três pessoas negras de referência na sociedade brasileira, as primeiras que vierem à sua cabeça. Quais razões fizeram você escolher essas pessoas?
Há quem defenda a ideia de que não existe racismo, porque todos nós pertencemos a uma só raça, a raça humana. O que você pensa disso?

Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Assinantes podem liberar 5 acessos por dia para conteúdos da Folha
Leia tudo sobre o tema e siga:
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Carregando…
Carregando…
O voo do Twitter sob o comando de Elon Musk
Asmático grave pode ter vida normal
Novas perspectivas no tratamento da hemofilia
Capital mundial da vacina amplia esforços contra Covid e influenza
Veículos elétricos: aliança liderada pela 99 busca superar os desafios de expansão
Vacinação contra pólio e sarampo tem início na cidade de São Paulo
Conheça quatro estações de esqui para aproveitar a neve que está chegando
Realidade e perspectivas no diagnóstico e tratamento precoce do câncer
Nespresso obtém certificação Empresa B, que distingue grupos que adotam práticas sustentáveis
Moda sem desperdícios e sem sobras
A importância de sermos protagonistas do nosso futuro
O Dia da Terra incentiva a reflexão sobre os cuidados para o planeta
Sangramentos e hematomas espontâneos podem ser sinal de doença rara
Ação promove energia 100% limpa e pode reduzir conta de luz em 20%
Argentina aposta em câmbio favorável e novos destinos para reconquistar turista brasileiro
Universidade de Coimbra aceita nota do Enem e abre mercado global para estudante brasileiro
Não existem limites para a inteligência artificial, estamos apenas começando
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Cidades que contrataram empresa de aliado de Arthur Lira (PP-AL) ganharam repasses do governo Bolsonaro
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Frase foi dita na manhã desta quarta-feira (4) durante entrevista para informar operação que prevê dobrar número de policiais militares nas ruas
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Cadastro biométrico segue suspenso devido à pandemia

O jornal Folha de S.Paulo é publicado pela Empresa Folha da Manhã S.A.
Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.
Cadastro realizado com sucesso!
Por favor, tente mais tarde!

source

0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.