A xenofobia é um vírus – Público

A população imigrante contribui para “contrabalançar as contas públicas da Segurança Social” e não para aumentar a “subsidiodependência”.
A xenofobia é um vírus repugnante que se propaga com base na mentira. O último relatório do Observatório das Migrações desfaz algumas delas como, por exemplo, o encargo do Estado com os imigrantes residentes em Portugal. As contribuições dos imigrantes para o sistema da Segurança Social cresceram 35% de 2018 para 2019. Ou seja, o Estado recebe mais em contribuições (955,5 milhões de euros) do que aquilo que gasta em apoios.
O que os dados demonstram é que a população imigrante, que tem vindo a crescer de forma constante nos últimos anos, e que em 2019 ultrapassou os 7% em relação ao total de residentes no país, contribui para “contrabalançar as contas públicas da Segurança Social” e não para aumentar a “subsidiodependência”. O contributo positivo dos imigrantes para o sistema não é de agora, como já tinha ficado patente nos relatórios elaborados por Roberto Carneiro a este propósito na década de 90. O Observatório das Migrações desfaz outro mito: em cada 100 contribuintes estrangeiros, há 28 que recebem prestações sociais, quando, em cada 100 contribuintes portugueses, há 50 a usufruir de apoio do Estado. Conclusão: o valor do saldo positivo de 2019 triplica o de 2013.
A economia precisa da demografia. Se o país depender apenas das suas taxas de fecundidade e de mortalidade, não teremos nem uma nem outra, como prevêem estudos que apontam para uma redução da população dos actuais 10,4 milhões para 7,8 milhões até 2060, com as inevitáveis consequências na sustentabilidade da Segurança Social, devido à descida irreversível da população activa e do aumento do número de idosos.
Mas a boa notícia do aumento do número de imigrantes no país, com um papel activo e contributivo, tem sempre um lado negativo: há muitos candidatos a uma autorização de residência no calvário da burocracia do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que são arrastados para uma penosa clandestinidade, e os que são oriundos de países exteriores à União Europeia são socialmente mais vulneráveis. Não só por auferirem salários mais baixos, mas também por existir entre estes uma maior incidência da taxa de desemprego e um maior risco de pobreza.
Nestes últimos anos, durante os quais o trumpismo inspirou réplicas por todo o lado, o imigrante voltou a transformar-se, como escrevia Donatella Di Cesare, no “intruso por excelência”. O que está bem longe de ser verdadeiro.
Leia os artigos que quiser, até ao fim, sem publicidade
Faça parte da comunidade mais bem informada do país
Seja o primeiro a comentar.
Escolha um dos seguintes tópicos para criar um grupo no Fórum Público.
Ao criar um novo grupo de discussão, tornar-se-à administrador e será responsável pela moderação desse grupo. Os jornalistas do PÚBLICO poderão sempre intervir.
Saiba mais sobre o Fórum Público.
Ao activar esta opção, receberá um email sempre que forem feitas novas publicações neste grupo de discussão.
Email marketing por
@ 2022 PÚBLICO Comunicação Social SA
Para permitir notificações, siga as instruções:
Estes são os autores e tópicos que escolheu seguir. Pode activar ou desactivar as notificações.
Receba notificações quando publicamos um texto deste autor ou sobre os temas deste artigo.
Estes são os autores e tópicos que escolheu seguir. Pode activar ou desactivar as notificações.
Para permitir notificações, siga as instruções:

source

Imposto de Renda: 'como declaro compra de parte de um imóvel?' – InfoMoney

Copom decide elevar Selic para 12,75%; o que fazer com o dinheiro agora?

Entrar
Temporada de Balanços
A Seleção Invencível
Imposto de Renda
MBA Stock Picker
Conheça o IM+
Informar esta operação na declaração é simples, mas exige preenchimento em duas fichas

Dúvida de leitora: Comprei a metade de um apartamento do meu ex-marido. Dei uma entrada e pagarei o restante em parcelas. Na declaração do ano passado, ele informou o imóvel em “Bens e Direitos” (código 01) e eu fiz o mesmo imóvel, mas no código “99 – outros bens imóveis”. Ambos colocamos uma observação dizendo que era uma compra conjunta com o cônjuge. Na declaração  deste ano, preciso colocar o valor total do imóvel ou o valor menos a parte que ainda devo? E meu ex-marido, na declaração dele, deve colocar o valor que ele realmente recebeu até 31.12.2021 ou o valor total que receberá quando eu terminar de pagá-lo em 2026? 
Resposta por David Soares*  
“Na sua declaração, o imóvel deve ser informado na ficha ‘Bens e Direitos’, no Grupo ’01 – Bens Imóveis’, sob o código ’11 – Apartamento’.
No campo ‘Discriminação’, indique que o imóvel foi adquirido por ocasião do seu divórcio, bem como as condições do negócio (o valor da entrada, o número e o valor das prestações, o nome e o CPF do seu ex-marido).
No campo ‘Situação em 31.12.2020 (R$)’, informe o valor correspondente à metade daquele informado na declaração do exercício de 2021 do seu ex-marido, e no campo ‘Situação em ‘31.12.2021’, informe o valor mencionado no campo ‘Situação em 31.12.2020 (R$)’, acrescido das parcelas pagas durante o ano-calendário de 2021.
A parcela referente a meação deve ser informada na ficha ‘Rendimentos Isentos e Não tributáveis’, na linha ’19 – Transferências patrimoniais, meação e dissolução da sociedade conjugal e da unidade familiar’.
O seu marido, por sua vez, deve informar na ficha “Bens e Direitos”, no campo de ‘Discriminação’, que o imóvel foi baixado em decorrência do divórcio, e mencionar as condições do negócio (o valor da entrada, o número e o valor das prestações, o seu nome e seu o CPF).
O campo ‘Situação em 31.12.2020’ deve ser preenchido com o mesmo valor que constou na declaração dele em 2021, e o campo ‘Situação em 31.12.2021’ deve permanecer em branco.
Ainda na ficha ‘Bens e Direitos’, ele deve incluir um item no Grupo ’05 – Créditos’, sob o código ’02 – Crédito decorrente de alienação’, indicar o número do seu CPF no campo correspondente, e informar no campo ‘Discriminação’, que o crédito é decorrente da venda da parte dele do imóvel para você.
Nesta segunda ficha, o campo ‘Situação em 31.12.2020’ deve permanecer em branco, e o campo ‘Situação em 31.12.2021’, deve ser preenchido com o saldo das parcelas a vencer após essa data.”
*David Soares é analista editorial da consultoria tributária IOB e contabilista com MBA em IFRS (Normas Internacionais de Contabilidade pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). Autor do Livro: Estrutura Conceitual Básica para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, e coautor do livro Imposto de Renda de “A” a “Z”.
9 formas de transformar o seu Imposto de Renda em dinheiro: um eBook gratuito te mostra como – acesse aqui!
© 2000-2022 InfoMoney. Todos os direitos reservados.
O InfoMoney preza a qualidade da informação e atesta a apuração de todo o conteúdo produzido por sua equipe, ressaltando, no entanto, que não faz qualquer tipo de recomendação de investimento, não se responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes.
IMPORTANTE: O portal www.infomoney.com.br (o “Portal”) é de propriedade da Infostocks Informações e Sistemas Ltda. (CNPJ/MF nº 03.082.929/0001-03) (“Infostocks”), sociedade controlada, indiretamente, pela XP Controle Participações S/A (CNPJ/MF nº 09.163.677/0001-15), sociedade holding que controla as empresas do XP Inc. O XP Inc tem em sua composição empresas que exercem atividades de: corretoras de valoresmobiliários, banco, seguradora, corretora de seguros, análise de investimentos de valores mobiliários, gestoras de recursos de terceiros. Apesar de as Sociedades XP estarem sob controle comum, os executivos responsáveis pela Infostocks são totalmente independentes e as notícias, matérias e opiniões veiculadas no Portal não são, sob qualquer aspecto, direcionadas e/ou influenciadas por relatórios de análise produzidos por áreas técnicas das empresas do XP Inc, nem por decisões comerciais e de negócio de tais sociedades, sendo produzidos de acordo com o juízo de valor e as convicções próprias da equipe interna da Infostocks.

source

LinkedIn vai pagar 1,7 milhões de euros devido a discriminação laboral – Rádio Comercial

A rede social LinkedIn vai pagar 1,7 milhões de euros (1,8 milhões de dólares) a mulheres que trabalham na empresa. Valor que faz parte de um acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, depois de ter ficado provado que receberam menos que os colegas do sexo masculino, entre 2015 e 2017.
A informação foi avançada em comunicado por aquela agência governamental, que adianta que o LinkedIn negou igualdade de salários a 686 mulheres que trabalhavam nos setores de engenharia, marketing e desenvolvimento de produtos. Após uma avaliação de rotina, o Departamento de Trabalho descobriu que as funcionárias tinham sido pagas a "uma taxa significativamente mais baixa" que os homens da empresa.
Deste dinheiro a ser pago, 1,75 milhões de dólares (cerca de 1,66 milhões de euros) dizem respeito à devolução de salário, com outros 50 mil dólares (cerca de 47 mil euros) a serem pagos como compensação. A empresa terá que enviar, nos próximos três anos, ainda como parte do acordo, relatórios sobre a política de compensações e ajustes salariais e realizar um programa de treino aos trabalhadores sobre as "obrigações de não discriminação".
A LinkedIn, empresa detida pela Microsoft, nega ter discriminado em função do sexo. Em comunicado diz que, apesar de ter chegado a acordo, não concorda com a queixa do Governo.
Outros gigantes de tecnologia norte-americanos tiveram que chegar a acordo com o Departamento de Trabalho por discriminação. No ano passado, a Google pagou 3,6 milhões de euros após acusações de contratar e compensar mulheres e funcionários asiáticos de forma discriminatória. O Pinterest pagou perto de 47 milhões de euros e foi obrigado a fazer alterações na política da empresa após acusações de discriminação racial e de género.
Nos Estados Unidos, em 2021, e segundo o Gabinete de Estatístiscas de Trabalho, as mulheres ganhavam em média 83% em relação aos homens nas mesmas condições laborais. Um valor semelhante ao registado em Portugal, segundo um estudo recente do Instituto Superior de Economia e Gestão.

source

Torcedores do Palmeiras denunciam caso de racismo durante vitória sobre o Emelec pela Libertadores – LANCE!

Perfil no Twitter compartilhou vídeo em que um torcedor da equipe equatoriana chama os brasileiros de “macacos” na arquibancada do Estádio George Capwell
Aproximadamente um dia depois de ato racista na Neo Química Arena, na vitória do Corinthians sobre o Boca Juniors, pela Libertadores, a competição continental teve mais um caso lamentável desse tipo partindo de um torcedor do Emelec para os torcedores do Palmeiras, nesta quarta-feira, no Equador.
GALERIA
> Palmeiras tem 14 jogadores com mais de 100 jogos pelo clube no elenco

TABELA
> Veja classificação e simulador da Libertadores-2022 clicando aqui

> Conheça o aplicativo de resultados do LANCE!

O caso de injúria racial aconteceu no Estádio George Capwell, em Guayquil, durante a vitória por 3 a 1 do Verdão sobre a equipe da casa. O registro foi compartilhado pelo perfil “Herança da história”, ligado à Mancha Verde, principal organizada do clube. No vídeo, um torcedor do Emelec aparece chamando os brasileiros de “Macaco! Macaco! Vocês são todos macacos”.

Até o fechamento desta reportagem, o cidadão que protagoniza o lamentável vídeo não foi identificado. Tanto o Emelec quanto a Conmebol ainda não se manifestaram sobre o acontecimento. O Palmeiras, porém, disse o seguinte:

“A Sociedade Esportiva Palmeiras se solidariza com os seus torcedores que foram vítimas de ofensas racistas durante o jogo disputado nesta quarta-feira em Guayaquil, no Equador.

É inaceitável que no ambiente do futebol ainda tenhamos de conviver com manifestações tão rasteiras. Lamentamos profundamente esse episódio e esperamos que as autoridades competentes tomem as devidas providências para que cenas assim não mais se repitam. Basta!”

Na última terça-feira, na Neo Química Arena, um torcedor do Boca Juniors imitou um macaco para a torcida do Corinthians, foi filmado e imediatamente identificado. Apesar de ter sido detido, pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberado para voltar para a Argentina e ironizou o acontecido ao chegar em seu país.
Torcedor do Emelec nos chamando de macaco no jogo de hoje no Equador. pic.twitter.com/Y1rS9Wn8Eq

source

Conmebol pune River Plate por discriminação no valor mínimo de cerca de R$ 149 mil – O POVO

source

Jogadora dos iniciados do Sporting vítima de racismo acaba expulsa – Record

Jogadora dos iniciados do Sporting vítima de racismo acaba expulsa  Record
source

Deputado do Chega que defende não haver racismo em Portugal diz-se vítima de racismo no Parlamento – CNN Portugal

O deputado do Chega Gabriel Mithá Ribeiro considerou esta quinta-feira que não foi eleito vice-presidente da Assembleia da República por uma “questão racial”. “Fui rejeitado num país e num regime que anda há décadas a dizer que combate o racismo”, disse Gabriel Mithá Ribeiro, em conferência de imprensa, nos Passos Perdidos, depois da rejeição do seu nome para vice-presidente da Assembleia da República.
O deputado obteve 37 votos a favor, 177 brancos e 11 nulos, aquém dos 116 deputados necessários para conseguir a maioria absoluta e ser eleito vice-presidente. O Chega começou por apresentar a votos para a vice-presidência da Assembleia da República Diogo Pacheco de Amorim, que falhou a eleição com 35 votos a favor, 183 brancos e seis nulos.
Gabriel Mithá Ribeiro, que falou depois do presidente do partido, André Ventura, disse não poder “deixar de acrescentar neste episódio a questão racial”. “Isto tem de ter uma interpretação racial”, argumentou.
Gabriel Mithá Ribeiro é conhecido por publicações académicas em que defende que não existe racismo em Portugal, posição que também assume publicamente. Face às declarações que fez, o deputado foi questionado várias vezes pelos jornalistas sobre se então assume que existe racismo em Portugal e se o ‘chumbo’ para a vice-presidência da Assembleia da República está relacionado com isso.
O deputado não respondeu diretamente a nenhuma das questões. “Eu digo que o racismo é um fenómeno histórico que entretanto foi ultrapassado, mas aqueles que andam a encher o discurso de que o racismo existe na hora da verdade fazem isto”, disse o deputado.
O deputado, que nasceu em Moçambique, disse também que há uma diferença de tratamento entre as pessoas que pertencem a uma minoria mas têm orientações políticas diferentes: “Se uma pessoa é negra e é de esquerda é tratada com dignidade – ou pelo menos com alguma dignidade. Se uma pessoa é negra e é politicamente neutra, tende a ser apagada das instituições. Se uma pessoa é negra e é de direita, é tratada, desculpem a força da expressão, como se tratam os pretos”.

source

Tribunais reforçam medidas de prevenção ao assédio no ambiente de trabalho – CNJ

Transparência e Prestação de Contas
Ouvidoria
Os órgãos do Judiciário estão mobilizados para o combate e prevenção ao assédio e à discriminação no ambiente de trabalho. Diversas iniciativas vêm sendo realizadas em todo o país para aprimorar o cuidado e a atenção com trabalhadores e trabalhadoras.
Instituída em 2020 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e Discriminação fortaleceu as ações de tribunais e conselhos para promover um ambiente de trabalho adequado. Isso gera impactos positivos no dia a dia dos profissionais do Judiciário e leva a uma ainda melhor prestação de serviços à população.
Leia também:
A presidente da comissão de enfrentamento ao assédio do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), juíza Rosa Navegantes, conta que o trabalho está voltado especialmente para a proteção da violência contra a mulher. Em atuação desde 2021, o colegiado já produziu uma cartilha sobre o assunto e promoveu uma mesa redonda. “Também conseguimos inserir a questão do assédio e discriminação no código de ética do tribunal. E criamos um canal específico para receber denúncias por e-mail, com um procedimento especial para esses casos.”
A juíza afirma que a comissão ainda não recebeu nenhuma denúncia, mas o investimento nas medidas preventivas continua. “As pessoas podem ter medo de denunciar, mas criamos canais que possam garantir a proteção e a prevenção. Nosso próximo passo será a implantação da Ouvidoria da Mulher, que está sob análise do Plenário.”
Nas redes sociais do TRE-PA, são publicados vídeos sobre discriminação de vários tipos, como gordofobia, LGBTQIA+, questões de gênero e de racismo. E, no dia 13 de maio, o tribunal fará mais um evento nessa temática. “A norma do CNJ veio em boa hora e tem que ser aplicada, porque isso existe e as pessoas que fazem o Judiciário têm que se sentir seguras”, destaca Rosa Navegantes.
Direitos
No Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJMRS), as comissões de Prevenção ao Assédio e de Incentivo à Participação Institucional Feminina foram reinstaladas em março. O presidente do TJMRS, desembargador Amilcar Macedo, defende que é necessário ter canais para que as pessoas possam se manifestar. “Fazemos parte do mesmo ambiente de trabalho. Não existem pessoas invisíveis. Estamos fazendo uma gestão sem discriminação e a intenção é que possamos incentivar canais específicos para receber as denúncias.”
Palestras e treinamentos para prevenção têm sido realizados pelo TJMRS. Pesquisa interna mostrou que o assédio moral é a questão mais presente no ambiente de trabalho do órgão, com o uso de frases ofensivas e de duplo sentido. Na sequência vem a discriminação, principalmente em relação às opiniões políticas. “Nosso objetivo é concretizar os direitos fundamentais, para que não venham a acontecer casos assim.”
O Tribunal criou um canal chamado “Converse com o Presidente” para receber manifestações sobre o ambiente de trabalho. “Temos uma questão cultural na área militar e é preciso que haja uma separação entre a questão hierárquica e a discriminação”, lembra o presidente.
Uma proposta de normativo e a realização de pesquisas periódicas estão sendo avaliadas pelo tribunal militar para que possam acompanhar os efeitos das medidas preventivas. “Essas medidas são importantes para que os colaboradores se sintam bem e desenvolvam seu mister de forma tranquila.”
Capacitação
No Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), além de uma cartilha de orientação, também foi desenvolvido um curso pela Escola Judicial. “O Código de Ética e a Prevenção do Assédio Moral, Assédio Sexual e Discriminação no âmbito do TJGO”, com carga horária de 40h, começou a ser ministrado nesta semana.
De acordo com a coordenadora da Comissão do Tribunal, juíza Sirlei Martins, o tribunal tem desenvolvido ações para desmistificar o tema do assédio e da discriminação e ampliar o debate. “A ideia é incentivar a participação dos servidores e colaboradores, com a ampla participação do sindicato.”
Além disso, as equipes de recursos humanos e da Ouvidoria do TJGO foram capacitadas para receber as denúncias e dar o encaminhamento necessário. “Quando a notícia chega à Comissão, passa por um processo de análise – também da área de saúde, com apoio de psicólogos, que fazem a primeira acolhida”, conta a magistrada.
Sirlei Martins afirma que o debate em si já demonstra uma mudança de atitude. Durante a Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação, iniciada na segunda (2) e que segue até sexta-feira (6/5), está sendo divulgado um vídeo institucional, reforçado o acesso à cartilha e promovida uma live com especialista para tirar dúvidas de servidores e servidoras.
“Nosso objetivo é a conscientização, prevenção e combate à violência psíquica ou física no ambiente do tribunal e, consequentemente, na sociedade como um todo. Queremos informar o que é o assédio, como ele ocorre e oferecer recursos para que as pessoas possam denunciar a prática”, afirma a juíza do TJGO.
Justiça Federal
As medidas preventivas adotadas pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) impactam seu público interno, mas também servem de modelo para os demais tribunais federais. Além de estabelecer uma política própria, a Comissão realizou uma pesquisa para diagnosticar a situação. O levantamento apontou uma necessidade de atenção especial às mulheres, cujos percentuais relativos a elas foram superiores aos dos homens em todos os tipos de assédio e discriminação – exceto nos ataques à saúde mental.
Também foi desenvolvida uma cartilha contendo informações sobre o tema e um fluxo de denúncia de assédio dentro do órgão. Ela explica quais comportamentos podem ser considerados abusivos dentro da rotina de trabalho e que é possível a denúncia de abusos ocorridos nas dependências do CJF.
O envio de pequenas reportagens para as equipes sobre o que seria o assédio sexual e como seria o assédio moral e a discriminação no trabalho fez parte da “Campanha de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação”. Essas e outras ações buscaram desenvolver uma cultura de enfrentamento às situações. Como resultado, o CJF nota melhora no clima organizacional e gestores e gestoras das seções se dizem mais atentos a essas práticas.
Segundo nota enviada pela assessoria do CJF, as medidas preventivas são importantes para a proteção dos trabalhadores. “O Judiciário tem sido, ao longo do tempo, motor de muitas mudanças culturais importantes na sociedade brasileira. No que se refere à Comissão de Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação, o papel mais relevante desempenhado é o de informação aos servidores e colaboradores, a fim de consolidarmos uma cultura organizacional que repudie comportamentos abusivos no serviço público de modo geral.”
A política também está consolidada no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que já instituiu Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual na 2ª instância e nas Seções Judiciárias de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em novembro de 2021, as três Comissões, em parceria com a Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp), promoveram um webinário. E agora estão trabalhando na minuta de uma resolução com diretrizes para a política de prevenção e enfrentamento ao assédio e elaborando uma cartilha sobre a temática.
Pioneirismo
O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), no Rio de Janeiro, aprovou sua Política de Prevenção e Combate à Violência Laboral e ao Assédio Moral e Sexual, de forma pioneira, em 2019. A norma foi atualizada para se adequar à nova política nacional.
A Comissão de Enfrentamento funciona como canal efetivo de resolução dos casos, sendo porta de entrada para o processo de acolhimento e cuidado, voltado ao fortalecimento dos sujeitos para a qualificação do processo de denúncia. De acordo com o gestor da Coordenadoria de Saúde do órgão, Ricardo Sidney Nascimento Silva, a Política contribui para a diminuição do tempo de afastamento médico causados pela violência laboral, tendo como efeito prático a preservação da saúde de servidores e servidoras.
No TRT1, o enfrentamento a esse fenômeno é uma questão que diz respeito à saúde e segurança no trabalho, mas, em especial, como algo vinculado à cultura organizacional. Assim, o tratamento dado ao problema começa com o acolhimento e a recuperação da saúde da vítima. Em seguida, tem início a sistematização e a coleta das provas, bem como a análise e tentativa de aferição do tipo de violência laboral.
Por último, é elaborado um plano de enfrentamento e encaminhamento institucional e, se for o caso, extrainstitucional. A ideia é que não seja banalizado o sofrimento no trabalho. Ao contrário, o órgão atua para que os funcionários reencontrem sentido no trabalho, seu valor social e pessoal.
Para sensibilizar as equipes, são oferecidos treinamentos. No rol dos cursos, estão “Homens e Mulheres nas Relações de Trabalho: direitos, saúde e subjetividade”, voltado ao combate ao sexismo, à discriminação de gênero e à violência doméstica; “Gestão da Diversidade e Inclusão Social: debatendo a inserção laboral de pessoas com adoecimentos e de pessoas com deficiência”; “O Assédio Moral-Sexual e Outras Formas de Violência Velada no Trabalho”; “Relações de Trabalho no Contexto do Teletrabalho Emergencial”, entre outros. A Ouvidoria também desenvolveu podcast sobre violência laboral, com colaboração da Coordenadoria de Saúde.
Como resultados, o TRT1 tem registrado a adoção de mecanismos sociopedagógicos, em especial nos casos que não se caracterizam como assédio moral propriamente dito. Ricardo Sidney conta que, agora, a instituição fala abertamente desses assuntos e espera que, com a criação da Comissão como canal de resolução das questões, a Política se consolide de forma ainda mais efetiva. “Trata-se, aqui, da legitimidade que a Política traz às questões que antes ficavam veladas ou marcadas por concepções fatalistas que vão à contramão da instituição que buscamos construir.”
Lenir Camimura
Agência CNJ de Notícias
Macrodesafio - Aprimoramento da gestão de pessoas
Durante o período emergencial, o atendimento está sendo feito prioritariamente por e-mail:

Por favor habilite seu javascript para enviar este formulário

SAF SUL Quadra 2 Lotes 5/6
CEP: 70070-600
Localização no Google Maps
Telefone (61) 2326-5000
CNPJ: 07.421.906/0001-29
 Acesso à Informação
 Balcão Virtual
 Carta de Serviços
 Contatos
 Política de Privacidade/Termos de uso

source

No Encontro, Douglas Silva detona racismo e desabafa: 'Machuca muito' – Notícias da TV

No Encontro, Douglas Silva detona racismo e desabafa: ‘Machuca muito’  Notícias da TV
source