"Me senti humilhado", diz jovem vítima de racismo por grupo de amigas – Correio Braziliense

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um vídeo em que um grupo de amigas faz ofensas racistas contra o estudante de odontologia Matheus Antunes Silva, de 26 anos. A postagem foi postada nos stories do Instagram, pela função de melhores amigos, no domingo (24/4). Morador do Gama, ao saber do vídeo, Matheus registrou um Boletim de Ocorrência. “Para resumir, eu me senti humilhado. Fiquei com raiva, fiquei com vergonha, triste. Foram vários sentimentos ao mesmo tempo. É difícil dizer. Conversei com os meus amigos. Todo mundo ficou bem triste”, afirma. 

O vídeo foi gravado em um campeonato de futevôlei no Gama e começa com a dona do perfil gravando ela mesma. Do lado de uma amiga, elas repassam alguns nomes. “Cerqueira, neguim e o vitinho”. Uma amiga fala “Negão nem falou com a gente ontem, viu”, diz uma amiga. Quando a dona do perfil diz “Nossa, negão ele é atirado, é preto e ainda fica tirando os outros de tempo”. Em seguida a amiga completa: “Não passa um desodorante”, e as meninas sorriem. A jovem excluiu o perfil da rede social após a repercussão do caso. 

Matheus explicou ao Correio que conhece as meninas de lugares e amigos em comum e que acredita que elas se referem a alguma vez que conversou com elas. “Estou bem melhor, mas ainda estou meio triste. Estou retomando minha vida aos pouquinhos, graças a Deus”, diz. O estudante também aproveita para agradecer as pessoas que o apoiaram. “Recebi muito apoio da minha mãe, de toda a minha família, principalmente, do meu primo Guilherme Antunes e do meu amigo Talison Menezes”, destaca. 

  • Matheus Antunes arquivo pessoal

  • mãe de Matheus Antunes arquivo pessoal

  • Matheus Antunes e família em desfile de moda na Samambaia arquivo pessoal

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O Correio tentou entrar em contato com as jovens, mas as redes sociais delas foram excluídas. O espaço segue aberto para manifestações.
A injúria racial é crime previsto no Código Penal e ocorre quando há ofensa à dignidade de alguém, com base em elementos referentes à sua raça, cor, etnia, religião, idade ou deficiência. A pena pode ser de um a três anos e multa.

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A matrioska setubalense – Expresso

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Opinião
Ex-deputado do PSD
3 maio 2022 10:46
3 maio 2022 10:46
Perseguir ou criticar impiedosamente cidadãos de uma determinada nacionalidade, com base apenas nesse critério, chama-se xenofobia. Achar que os ucranianos são todos nazis porque há meia dúzia que o assumem é inaceitável. Considerar que todos os russos são pequenos Putin’s é igualmente inaceitável. O que se passou com o acolhimento de refugiados ucranianos em Setúbal é imperdoável e um embaraço para todos. A autarquia local parece um pequeno Kremlin que vive numa bolha onde as alianças soviéticas imperam. Só assim se percebe que há quase uma década estejam de “relações cortadas” unilateralmente com o Alto Comissariado para as Migrações.
Escrevo isto a propósito da recente polémica com a CM de Setúbal e os cidadãos russos que estão a servir de “comité de boas-vindas” aos refugiados ucranianos que fogem, precisamente, das tropas russas. Tenho sido testemunha privilegiada de muitos cidadãos russos ou bielorussos que a partir de Portugal têm ajudado a enviar ajuda para a Ucrânia, a financiar meios de apoio aos refugiados ucranianos que estão nas fronteiras vizinhas do conflito ou já cá em Portugal. Há russos e russos. Mas sou o primeiro a dizer que não é avisado ou de bom senso colocar na primeira linha, na chegada, uma pessoa russa a dar as boas-vindas a um refugiado ucraniano, que possivelmente chega traumatizado, a pedir-lhe documentação e informações sobre a família.
O que a CM de Setúbal fez se não é inocente é totalmente irresponsável e de mau gosto. Mesmo que o casal que fez o acolhimento tivesse posições contra a guerra e contra o regime de Putin revelaria falta de tato e de bom senso colocar duas pessoas assim a fazer a receção os refugiados ucranianos.
Por outro lado, o casal em causa é famoso e conhecido nestes meios. Não se trata de uns russos quaisquer. Já foram protagonistas de uma disputa eleitoral para a representação da sua comunidade junto do Alto Comissariado para as Migrações. Vários embaixadores ucranianos têm contestado junto do governo português a eleição destas associações alegadamente ucranianas, mas constituídas por russos ou ucranianos com forte influência da embaixada russa. O PCP de Setúbal não pode ser alheio a esta informação.
A este propósito importa referir que o município de Setúbal é um caso raro na política pública de integração de migrantes pois recusa e na última em ficado à margem de todas as políticas públicas implementadas pelo Alto Comissariado para as Migrações. Por iniciativa própria a autarquia comunista tem optado por contratar estas, ou esta, associação pró-russa em particular num relacionamento e dependência muito pouco transparente. A autarquia de Setúbal vive numa espécie de bolha no que diz respeito às questões das migrações. O resultado está à vista.
Nada disto acontece por acaso. Qualquer político no ativo, inclusive no PCP, sabe que nos anos mais recentes diferentes diplomatas russos têm tentado fazer uma aproximação ao Parlamento português e aos elementos mais novos dos partidos políticos. Esta prática acentuou-se há cerca de 10 anos e trata-se de um trabalho normal de auscultação das embaixadas de vários outros países. Mas a Rússia não é um país qualquer e exigem-se mais cautelas. O lamentável episódio recente da Câmara Municipal de Lisboa ainda sob a liderança de Fernando Medina revela bem a incúria e falta de cuidado que alguns políticos e instituições públicas têm com assuntos tão delicados como este.
Mas tratando-se do PCP, que conhece bem a realidade russa, que tem ligações estreitas e habituais de décadas com políticos e decisores deste país, e ainda para mais com as posições que já evidenciou sobre este conflito, o caso agora noticiado é ainda mais grave. As condições e o contexto revelam que não se pode tratar apenas de negligência ou falta de tato. É muito mais grave. O casal em causa é avençado da CM de Setúbal, sabe-se lá porquê, para fazer o quê ou para cumprir as ordens de quem. O que sabemos é que tem defendido como poucos os interesses do regime russo por cá e boicotado as mais diversas ações da política externa da Ucrânia, seja com este atual Presidente seja com o anterior.
Só estranho a forma discreta como se deixam morrer assuntos como este. Se isto se passasse noutro país, existiriam já denúncias da Amnistia Internacional, deputados com camisolas em protesto e pelo menos uma queixa enviada quer ao Conselho da Europa quer à União Europeia.

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Sporting acusado de racismo por declarações sobre Taremi – Notícias ao Minuto

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09:03 – 16/04/22 por Notícias ao Minuto
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O Sporting tem sido, neste sábado, acusado de racismo e xenofobia. Em causa está um texto de opinião, assinado por Tito Arantes Fontes, publicado no site oficial do clube sobre Medhi Taremi, avançado do FC Porto, nas quais o iraniano é referido como ‘farsante’, ‘encantador de serpentes’ e autor de ‘números circenses’. 
“O FC Porto apresentou a titular o seu melhor ‘farsante’, um autentico ‘encantador de serpentes’, um homem vindo da Pérsia, sempre preparado para os seus habituais ‘números circenses’ tão do agrado de João Pinheiro [árbitro]. É só recordar o primeiro amarelo que Pinheiro mostrou a Coates no jogo deste ano no Dragão por ele, Coates, ter sido pisado pelo voo picado do ‘farsante’. É só recordar os três penáltis que ele, Pinheiro, assinalou contra o Sporting, há uns dois ou três anos, em Alvalade, quando o ‘farsante’ ainda se apresentava com a camisola do Rio Ave, no mesmo jogo em que não viu os penáltis a favor do Sporting que os houve. Pois, neste domingo, o ‘farsante’ apresentou-se com o seu melhor fato de mergulho, esse mesmo, o azul e branco”, são as palavras escritas e publicadas no site dos leões.
Nas redes sociais, tem havido um movimento de protesto contra o texto que tem sido considerado racista e abusivo.
| Déclaration raciste du Sporting sur Mehdi Taremi. Le club portugais à publier une article très scandaleuse qui déclare que “Porto l’a accueilli comme le meilleur artiste, un vrai charmeur de serpents, quelqu’un de Perse est toujours prêt à aller faire le tours de cirque” pic.twitter.com/mFl0PUKHe6

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7 ideias para conversar sobre racismo com as crianças – Portal Lunetas

Etapas e Idades
Informações, contextos, reflexões e múltiplos olhares sobre as infâncias. Sem julgamento, sem preconceito e sem fórmulas prontas.
Saiba mais
As experiências vividas pelas crianças influenciam sua formação intelectual, cognitiva e socioemocional, impactando direta e indiretamente na sua autoestima e no senso de empatia. Por isso, cidades, escolas, famílias e todos os espaços de convívio da criança devem ser construídos sobre os pilares da diversidade, incentivando infâncias livres de qualquer tipo de preconceito ou discriminação.
Desde cedo, o repertório de brincadeiras, músicas, livros, histórias, filmes e desenhos tem um papel-chave na construção das identidades e no modo como enxergamos as pessoas. Para crianças não negras, por exemplo, famílias podem aproveitar as oportunidades de conversa para abordar sem rodeios o tema do racismo e enfatizar valores como igualdade e diversidade. Para crianças negras, nada menos que compartilhar referências positivas que as façam enxergar toda a sua potência e as ajudem a se empoderar, inclusive, frente aos desafios e às lutas em uma sociedade ainda marcada pelo racismo. De todas as formas, ignorar o tema ou desconsiderar situações que acontecem no dia a dia das crianças é a pior das alternativas.
Acreditando que a educação antirracista enriquece o mundo e constrói um futuro mais justo e plural, o Lunetas listou algumas ideias para conversar sobre racismo com as crianças!
Buscar informação de qualidade é necessário para que todos e todas possam entender como funciona o racismo e como ele organiza a sociedade. Especialmente para famílias não negras, aprofundar suas reflexões e percepções sobre as formas de discriminação e de desigualdade étnico-racial, reconhecer privilégios e tomar para si a responsabilidade de alargar os diferentes cenários de convívio das crianças é o primeiro passo para uma educação antirracista. 
Curiosas como são, as crianças estão a todo o momento fazendo perguntas sobre o mundo ao redor. Mesmo que possam ser pegas de surpresa por assuntos delicados, as famílias devem se lembrar de respondê-las com honestidade. Se os adultos não tiverem a resposta, não há problema em dizer que vão pesquisar e depois retomar aquela conversa. A simples repreensão, além de pouco efetiva, pode indicar um receio dos próprios adultos em abordar o tema e a olhar para suas próprias atitudes e comportamentos. Afinal, elas podem estar reproduzindo um pensamento alheio ou apenas sendo curiosas. 

Em seu canal do YouTube, a psicanalista, educadora parental e escritora Elisama Santos compartilha conteúdos sobre autoconhecimento e educação não violenta. Nesse vídeo, ela fala um pouco sobre como tratar questões de relações raciais, baseada em sua experiência profissional e pessoal, com os filhos Miguel e Helena. 
As palavras carregam sentido e história. “Cabelo duro”, “humor negro” e “inveja branca” são apenas algumas das expressões racistas que estão impregnadas no vocabulário brasileiro. Os pequenos também estão descobrindo o mundo a partir da linguagem, por isso os adultos podem orientá-los pela força do exemplo, não naturalizando termos, estigmas, piadas racistas ou comentários pejorativos. Por que não compartilhar com as crianças um vocabulário positivo, que demonstre conhecimento, respeito e ofereça prestígio à cultura afro-brasileira?
Este guia disponível gratuitamente para baixar ajuda nesta tarefa.
Algumas expressões muito utilizadas ainda hoje mas que são racistas, do guia “Racismo sutil”, disponível gratuitamente para download
Brincar é a expressão livre da criança em contato com o ambiente ao seu redor. Por meio das brincadeiras, as crianças constroem identidade e imaginam um mundo possível. Ampliar o repertório de conteúdos e materiais com que entram em contato, atentando não só para as mensagens, mas também para o grau de representatividade racial presente em cada um deles é uma forma de transmitir valores antirracistas. O Lunetas é fã de filmes, músicas e livros costurados pela diversidade e que celebram a potência da cultura afro-brasileira. 
Racismo: 5 livros para lembrar que o mundo é de muitas cores

A escravização é um dado histórico, mas ela não define as populações, as tradições, os valores e os saberes de matriz africana e da diáspora negra. É preciso tomar cuidado com o modo de abordagem e com a ênfase que é dada à questão. As crianças devem sobretudo ter acesso a referências positivas sobre as culturas dos diversos países do continente africano e sobre a cultura afro-brasileira. Ressaltar a contribuição de diversas civilizações africanas, as genealogias de reis e rainhas negras, as tecnologias ou cosmovisões de diferentes regiões e sua contribuição para a formação do Brasil é essencial. O número de materiais recreativos, didáticos e paradidáticos cresceu em língua portuguesa desde a edição da Lei 10.639/03 (que estabelece diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo a temática “História e Cultura Afro-Brasileira”), mas ainda há muito a aprimorar, inclusive do ponto de vista do acesso.
Calendário busca “afrobetizar” alunos com marcos da cultura afro

Em outubro de 2020, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou o “Deixa que eu Conto”, um programa de rádio voltado ao público infantil, com os 50 primeiros episódios inspirados na cultura afro-brasileira. O conteúdo também pode ser ouvido em formato de podcast e acessado gratuitamente pelo Spotify. 

A diversidade não é apenas um discurso, mas um valor que precisa ser vivenciado e processado. Como recorda a escritora Kiusam de Oliveira, autora dedicada a tantas obras de encantamento negro na literatura infantil, o processo de aprendizado da criança acontece de corpo inteiro e não apenas pelo pensamento. Por isso, ela defende que o corpo precisa estar mergulhado em experiências que tragam significado. 
É por isso que a quinta ideia para conversar com as crianças sobre racismo não envolve um diálogo direto, mas a transformação dos espaços de convívio. Famílias brancas, por exemplo, podem se questionar se há pessoas negras em suas relações e nas das crianças.
Sair da zona de conforto, onde circulam apenas famílias de um mesmo perfil racial, é uma das dicas da publicitária, professora e uma das criadoras do projeto “Criando crianças pretas”, Deh Bastos. Ela tem se dedicado à educação antirracista, dando dicas de como falar sobre o assunto com as crianças. 

Lembre-se de que muitos territórios são marcados por divisões raciais. Antes de conversar com os pequenos sobre racismo, observe os lugares que a família frequenta. Que tipo de mensagem eles transmitem? São espaços que valorizam a diversidade? Pessoas negras estão assumindo lugares de comando e protagonismo ou ocupam funções subalternas? Escolhas pessoais, afetivas e profissionais também refletem contextos políticos e merecem ser objeto de reflexão dos adultos engajados numa educação antirracista
Emicida, Dandara, Lázaro Ramos, Conceição Evaristo: das artes à ciência, quem são as referências positivas das famílias? Conhecer artistas, políticos, ativistas e cientistas negros e negras é ampliar o leque de repertório das crianças, inclusive permitindo a muitas delas identificar-se e imaginar carreiras e futuros dos mais diferentes para si. 
Pensando nisso, o Projeto de Extensão da Universidade Federal do Paraná “Meninas e Mulheres nas Ciências” lançou o livro de passatempos “Cientistas Negras: Brasileiras – Volume 1”. Com caça-palavras, palavras cruzadas e desenhos para colorir, o material é dedicado a adultos, jovens e crianças, com o objetivo de divulgar o protagonismo das cientistas negras brasileiras, a partir de uma perspectiva  humanizadora. 
Adultos, fiquem ligados!
Para adultos que buscam mais informação para valorizar o legado negro na história, indicamos o podcast Negro da Semana, uma fonte que resgata personalidades negras nacionais e internacionais. O programa foi criado por Alê Garcia, escritor e um dos 20 criadores digitais negros mais inovadores, segundo a Forbes. No podcast, você fica por dentro da história de Nelson Mandela, Angela Davis, Carolina Maria de Jesus e muitos outros nomes que podem começar a fazer parte da vida das crianças. 
Há também o podcast “Vidas Negras”, apresentado pelo jornalista Tiago Rogero, que entrelaça a trajetória e a obra de personalidades da história e da atualidade.
 A escola é um ambiente de convívio, troca e experimentação, sem a tutela permanente dos pais. Tanto famílias com crianças negras como famílias com crianças não negras devem estar atentas, com o apoio da escola, para prevenir ou denunciar qualquer situação de racismo e discriminação (não apenas envolvendo as crianças, mas também os adultos), unindo-se aos educadores na tarefa do diálogo.
A depender da escola, pode haver poucas pessoas negras entre os estudantes e os profissionais, o que tem influência nas (auto)percepções raciais de cada um e cada uma. Quanto mais plural e diverso o ambiente, maior a chance de que todas e todos estejam mais confortáveis nele e maior o nível de desenvolvimento pessoal e de grupo. Observe e converse com as crianças se há colegas e professores negros. Se não, incentive a escola a ampliar a diversidade de sua equipe.


Como as questões étnico-raciais atravessam as práticas pedagógicas da comunidade escolar? Observe quais documentos orientam a prática educativa e cobre abordagens “afrocentradas” e ações com foco na Lei 10.369/03, que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. 
Famílias e professores podem se unir à tarefa de proporcionar uma educação antirracista às crianças,  conversando sobre situações do cotidiano da escola e fazendo com que a diversidade atravesse as salas de aula em sua decoração, livros, brincadeiras e ideias compartilhadas, muito para além de estereótipos e datas comemorativas.
Leia mais
30 conteúdos para a prática de uma educação antirracista

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Asfaltamento e expansão de rodovias ameaçam territórios indígenas na Amazônia – Combate Racismo Ambiental

ClimaInfo
Grupos indígenas na Amazônia estão sofrendo com o avanço de rodovias que se aproximam cada vez mais de (e, em muitos casos, adentram em) suas terras, ameaçando trazer devastação ambiental e mais violência e abusos de Direitos Humanos.
Na piauí, Lázaro Thor Borges trouxe o caso da aldeia Xavante Sõrepré, localizada no lado mato-grossense do Vale do Araguaia, que ficará mais exposta à presença de forasteiros com o projeto de ampliação da BR-080. A chegada da rodovia pode representar também o “atropelo” da memória e de tradições indígenas locais, já que o traçado previsto para a estrada passa por cima de sítios arqueológicos Xavante.
A obra é vendida pelo governo federal como a solução para o progresso econômico da região, uma das mais pobres do Mato Grosso, mas o Ministério Público Federal sustenta que o projeto não apenas desrespeita as exigências relativas ao licenciamento ambiental, como também a atuação da União no caso evidencia o engessamento do IPHAN, instituto que deveria zelar pelo patrimônio histórico do Brasil, pela atual administração.
Outro exemplo foi destacado por Marcela Leiros na revista Cenarium. No sul do Amazonas, um dos vetores potenciais do desmatamento é a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). Uma análise do Observatório da BR-319 mostrou que a expansão da rede de ramais ao sul da rodovia tem pressionado Unidades de Conservação como Parques Nacionais e Terras Indígenas. Nos últimos cinco anos, cerca de 1,5 mil quilômetros de ramais foram abertos nos municípios amazonenses de Canutama, Humaitá, Manicoré e Tapauá – o equivalente a quase duas vezes a extensão da própria BR-319. Junto com as estradas vicinais não oficiais, o ritmo de desmate nessa região aumentou no mesmo período, mesmo em áreas que deveriam estar protegidas da destruição florestal.
Em tempo: Mais de um mês depois da Câmara aprovar regime de urgência para o projeto de lei (PL) 191/2020, que regulamenta a mineração e outras atividades em Terras Indígenas, a tramitação da proposta segue travada no Congresso Nacional. A ideia inicial do presidente da Câmara, Arthur Lira, era criar um grupo de trabalho para analisar e modificar o projeto antes de sua apreciação pelo plenário. No entanto, como o Congresso em Foco assinalou, quase nenhuma bancada partidária confirmou indicação de nome até agora. O próprio Lira já sinalizou que desistiu dessa ideia. De acordo com a reportagem, a falta de entusiasmo das grandes mineradoras com o projeto é o principal obstáculo do governo federal no Legislativo: representantes do setor alertaram publicamente que o PL não interessa à indústria, que está mais preocupada com a revisão do Código de Mineração.



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Depois da Uber, é a vez da CloudKitchens sentir a “mão pesada” de Travis Kalanick – NeoFeed

Fundador e ex-CEO da Uber, Kalanick assumiu a startup de dark kitchens em 2018. De lá pra cá, a empresa coleciona problemas. E agora, enfrenta uma série de ações judiciais de ex-funcionários
Travis Kalanick: o ex-CEO da Uber comanda a CloudKitchens desde 2018
Uma vez bad boy, sempre bad boy? Essa parece ser a sina de Travis Kalanick. O empresário fundou a Uber e, em junho de 2017, precisou renunciar ao cargo de CEO e ao seu assento no conselho da empresa após acusações de assédio contra funcionários. E agora, está envolvido em uma nova polêmica. Desta vez, com a CloudKitchens.
Avaliada em US$ 15 bilhões, após um aporte de US$ 850 milhões recebido em 2021, a CloudKitchens passou a ser comandada por Kalanick em 2018. Na época, o ex-CEO da Uber desembolsou US$ 150 milhões para adquirir a fatia majoritária da City Storage Systems na operação.
A empresa atua com “dark kitchens”, como são chamadas as cozinhas compartilhadas voltadas exclusivamente ao segmento de delivery. E, ao que tudo indica, terá um grande imbróglio à frente para digerir nos tribunais.
De acordo com o site americano Business Insider, centenas de funcionários da startup deixaram seus empregos alegando questões como trabalho excessivo, tratamento precário, pagamento insuficiente e discriminação, entre outros problemas. As demissões motivaram uma série de processos judiciais contra a companhia.
Um dos processos foi movido por Corinne Specter, ex-recrutadora que trabalhou por quase dois anos na CloudKitchens. Na ação, Specter alega que a companhia não realizou o pagamento de horas extras e não permitiu que ela tivesse intervalos mínimos de 30 minutos para realizar refeições.
Outra ação trata a respeito de discriminação por gênero. “Funcionárias femininas e de minorias são menos remuneradas do que empregados homens e brancos em todos os cargos e níveis de emprego”, diz a denúncia feita por Alyssa Perez ex-executiva assistente da CloudKitchens.
No processo movido por Perez contra a City Storage Systems e o próprio Kalanick, a alegação é de que seu salário era de US$ 65 mil por ano, enquanto colegas homens e brancos ganhavam US$ 110 mil para realizarem funções semelhantes.
O valor pedido em ambas as causas ainda não foi estipulado. Na Uber, uma ação conjunta baseada em denúncias de discriminação racial e por gênero gerou prejuízo de US$ 10 milhões para a empresa. Por ora, CloudKitchens mantém silêncio sobre o assunto.
Em outra esfera, uma ação de US$ 200 mil movida pela empresária Zena Powell acusou a startup de cometer práticas comerciais enganosas. A reclamação é de que a companhia não teria realizado uma série de ações de marketing e serviços de limpeza que estavam inclusos no contrato de aluguel dos espaços.
“A promessa de limpeza geral noturna da cozinha (todos os equipamentos e pisos), limpeza semanal do capô e limpeza profunda trimestral, marketing, assistência na aplicação e sinalização eram mentiras”, escreveu Powell no processo.
Ela também afirmou que o aplicativo da startup, batizado de Otter e que gerencia os pedidos online dos restaurantes que utilizam suas estruturas, apresentava problemas constantes.
Em uma entrevista anterior ao Business Insider, um porta-voz da companhia chegou a afirmar que a startup não conseguiu cumprir promessas feitas aos clientes, o que motivou uma alta rotatividade dos espaços.
As reclamações contra a CloudKitchens não são novas. Além dos processos, a companhia vem enfrenta críticas e acusações relacionadas ao aumento do tráfego, ao desrespeito às regras de trânsito e a outros problemas supostamente causados no entorno das suas cozinhas.
No Brasil, onde a startup desembarcou, como de costume, silenciosamente, no primeiro semestre de 2020, não foi diferente. Conforme apurou o NeoFeed, na época, a empresa foi alvo das reclamações de moradores no bairro da Lapa, em São Paulo, por conta do barulho gerado por um hub de 30 cozinhas instalado na região.
Histórico de polêmicas
Tido como um bad boy do mercado de tecnologia, Travis Kalanick colecionou polêmicas enquanto comandou a Uber. O “sucesso” foi tanto que motivou até mesmo a criação da série de TV Super Pumped: The Battle for Uber, que estreia em maio e conta a história do empresário e de sua jornada no comando do aplicativo de transporte.
Um dos casos que pode ser retratado na produção foi uma discussão que Kalanick teve com um motorista da Uber durante uma viagem que fez pelo aplicativo. No trajeto, o motorista acusou o empresário de realizar muitas mudanças que tornaram as corridas baratas demais. Kalanick, por sua vez, tentou se justificar e a discussão virou um bate-boca que foi filmado por uma câmera dentro do veículo.
Além desse episódio, foi sob o comando de Kalanick que a Uber foi acusada de espionagem industrial contra a Waymo, divisão de carros autônomos do Google. Outra denúncia envolveu a criação de um método para que o aplicativo escapasse da fiscalização em cidades em que o serviço era proibido por lei.
A lista inclui ainda casos de assédio e discriminação envolvendo a empresa.  O principal deles foi relatado pela engenheira Susan Fowler. A ex-funcionária teve uma denúncia de um caso de assédio cometido por um colega ignorada porque o funcionário em questão era “bem avaliado”.
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Gkay denuncia xenofobia e dispara: "Processo e se bobear, até cadeia" – Correio Braziliense

A influenciadora digital Gessica Kayane, 29 anos, fez um desabafo nas redes sociais na tarde desta quarta-feira (27/4) sobre um ataque xenofóbico que sofreu na web. Nos stories do Instagram, GKay exibiu prints de mensagens que criticavam a aparência e o sotaque nordestino da humorista.
“O processo vem aí. Se brincar, até cadeia”, afirmou Gkay. “Eu admito todo tipo de crítica aqui na internet. Do meu corpo, minha cara, meu cabelo. Mas coisa relacionada a minha origem, ao meu sotaque e ao meu Nordeste, é processo, para cadeia. Porque xenofobia é crime. Pode me esculhambar, mas não toque no meu estado. Não admito”, disse ela.
 

Print postado por GKay onde mostra os comentários xenofóbicos
Print postado por GKay onde mostra os comentários xenofóbicos (foto: Reprodução/Instagram)

Em seguida ela compartilhou um print do perfil da internauta, que estava bloqueado. “Não adianta usar fake, nem correr porque a gente já está rastreando o IP. Porque tem como fazer isso, viu, gente? Tem como rastrear bem bonitinho de onde a pessoa é. Não cometeu crime? Agora, a gente vai atrás de vocês”, avisou Gkay.
Ao final ela respondeu às pessoas que pediram para que ela não desse atenção aos haters. “Vamos parar com esse negócio de ‘pessoas assim não merecem atenção’. Merecem, sim. Racista, xenofóbico e homofóbico têm que estar dentro da cadeia. Vamos dar atenção, sim”, finalizou.

 
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Angola recebe relatora da ONU para o fim da discriminação contra hanseníase – ONU Portugal

A-Z índice do site
Alice Cruz chega ao país africano esta quinta-feira, com a meta de verificar boas práticas e desafios relacionados à eliminação do preconceito a pessoas afetadas pela condição; comunidades de Luanda e Benguela terão a oportunidade de conversar com a especialista em direitos humanos. 

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Dep. Orlando Silva: Direitos Humanos vai priorizar defesa da população originária e combate ao racismo – Rádio Câmara – Agência Câmara de Notícias

03/05/2022 –
Entrevista – Dep. Orlando Silva (PCdoB-SP)
Entre as prioridades da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara para 2020 estará a defesa das populações originárias, ameaçadas pelo avanço do garimpo em terras indígenas, de acordo com o novo presidente do colegiado, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Ele também aponta que o combate ao racismo e à violência política de gênero estarão na pauta de trabalhos da comissão, que foi criada há 27 anos.
Para realizar os trabalhos, a comissão deve aprofundar a participação da sociedade civil organizada, e o deputado considera que o colegiado tem sofrido uma sobrecarga de atividades, assim como outros ambientes institucionais voltados ao tema, devido à falta de atenção do governo federal com os temas relativos aos direitos humanos.
Orlando Silva pondera que os direitos fundamentais das pessoas são transversais a toda a vida social, pois estão inseridos no cotidianos das pessoas. Ele lembra que a Constituição de 1988 coloca como fundamento nacional o respeito à dignidade humana, com a garantia de direitos essenciais, e considera inadequados os discursos que visam ligar a defesa dos direitos humanos a qualquer movimento de leniência com criminosos, quando o que se defende é apenas o devido processo legal.
Apresentação – Marcio Achilles Sardi
Programa ao vivo com reportagens, entrevistas sobre temas relacionados à Câmara dos Deputados, e o que vai ser destaque durante a semana.
De segunda a sexta, às 8h, ao vivo
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56ª Legislatura – 3ª Sessão Legislativa Ordinária

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