Dia do Trabalho: Selo Empresa Posithiva, da Prefeitura de São Paulo, reconhece iniciativas empresariais na luta a aids e a favor dos direitos humanos – Agência AIDS – Agência de Notícias da Aids

Selo Empresa Posithiva
Neste Dia do Trabalho, comemorado anualmente em 1º de maio, a Agência de Notícias da Aids relembra o Selo Empresa Posithiva. Criado pela Coordenadoria de IST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde da Cidade de São Paulo, em 2018, na gestão do então prefeito Bruno Covas, o objetivo do selo é destacar e reconhecer as corporações privadas que são solidárias às pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA), que realizam trabalhos internos e externos de prevenção ao HIV/Aids e que também promovem a não-discriminação.
Em reconhecimento ao trabalho e compromisso que essa Agência tem há 19 anos na luta contra a aids, o preconceito e a discriminação, fomos uma das primeiras empresas a receber o selo das mãos de Bruno Covas, que morreu em maio de 2021, vítima de um câncer. O prêmio também foi entregue a outras empresas privadas de diversas áreas de atuação, como universidades, transportes, imprensa, telemarketing e entretenimento adulto.

De acordo com a prefeitura, o reconhecimento as empresas são pelas boas práticas relacionadas à inclusão na política de recursos humanos das empresas a discussão e o desenvolvimento de estratégias que fortaleçam a resposta ao HIV/Aids, à discriminação e ao estigma e que busquem difundir a cultura do respeito, valorização e promoção de igualdade nos ambientes de trabalho.
A Coordenadoria de IST/Aids diz que “acredita que as empresas que possuem esta homenagem demonstram a seus colaboradores e consumidores o compromisso que possuem com a saúde dos seus trabalhadores e de toda a sociedade, elevando o grau de confiança e responsabilidade social em sua marca, produtos e serviços.”
O Selo Empresa Posithiva é formado por um círculo com o nome do selo dentro, sendo que o HIV do Posithiva está em vermelho, sobreposto com o laço símbolo da aids.
Para ser qualificada como uma “Empresa Posithiva”, a corporação precisa atender à alguns dos critérios:
 
Conheça algumas iniciativas que já receberam o selo “Empresa Posithiva”:
Professor Kleber Carrilho da universidade Metodista de São Paulo, ao lado do então prefeito da capital, Bruno Covas
 
Instituição recebe prêmio “Empresa Posithiva”

 

 

 

 

Gisele Souza (gisele.agenciaaids.com.br)
Dica de entrevista
Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo
Tel.: (11) 2027-2368
 

O Museu da Diversidade Sexual, localizado na região central da cidade de São Paulo, foi fechado no sábado (30) por tempo indeterminado por determinação de uma decisão judicial que acatou a denúncia de irregularidades envolvendo a organização social que gerencia o local. A informação foi confirmada pela instituição e pela Secretaria de Cultura e Economia […]
Na próxima terça-feira (3), a partir das 21h, a TV Agência Aids traz a conversa “Nós Existimos: Direitos das Trabalhadoras Sexuais”, originalmente produzida pela Ecos Comunicação em Sexualidade.
A Dra. Beatriz Grinsztejn, médica infectologista e chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), participou no início de abril da TEDxRio com a apresentação “40 anos de epidemia do HIV – o que fala e o que cala”.
A decisão da juíza Carmen Cristina Teijeiro determinou o fechamento do museu por conta de um questionamento de verba levantado pelo deputado Gil Diniz (PL).
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Plano contra a discriminação já influenciou recrutamento de mulheres na PSP e GNR, diz IGAI – Público

Dirigente da “polícia das polícias”, a inspectora-geral Anabela Cabral Ferreira acredita que plano pode servir de contenção de comportamentos discriminatórios. Lamenta que não seja possível averiguar a taxa de diversidade étnico-racial nas polícias por constrangimentos legais.
Leia aqui mais sobre este tema: Em 2021 dois polícias foram sancionados por discriminação. SEF é a força com mais mulheres

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Babalorixá denuncia discriminação racial em camarote durante Desfile das Campeãs – O Dia

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Homem é encontrado baleado dentro de carro…
Escolas adotam protocolos sanitários de combate à…
Aniversário do Guanabara é cancelado
Aulas presenciais retornarão nesta segunda-feira em 16…
No Dia do Médico, Crivella diz: ‘Que…
Agentes prendem suspeitos de furto durante ocorrências…
Justiça eleitoral multa ex-PM youtuber Gabriel Monteiro…
Rodney com a camisa do Camarote Nº 1Reprodução/Redes Sociais
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Babalorixá denuncia discriminação racial em camarote durante Desfile das Campeãs
Também doutor em Ciências Sociais, Rodney William foi impedido de entrar no local, mesmo apresentando suas credenciais
MPRJ investiga invasões à residências durante implantação do Programa Cidade Integrada no Jacarezinho
Uma moradora da comunidade fez uma denúncia na Defensoria Pública alegando que PMs invadiram, ocuparam e depredaram sua residência
Cláudio Castro pede desculpa aos moradores do Jacarezinho após invasão à residência
Governador do Rio ainda ressaltou que um a Polícia Militar está realizando um treinamento para os policiais
Homem morre atropelado na Avenida Brasil
Agentes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas foram acionados para verificar a ocorrência, que aconteceu na pista sentido Centro
Detro e Polícia Civil fazem operação contra vans ilegais na Baixada
De acordo com as investigações, o esquema seria controlado por uma milícia
Guarda municipal é morto a tiros em São Gonçalo
O caso aconteceu na Rua Clodomiro Antônio da Costa, no bairro Arsenal
Gerente do tráfico é preso em hospital na Baixada Fluminense
Segundo polícia, suspeito é acusado de ser responsável pelo tráfico de drogas na comunidade do Sebinho, em Mesquita
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Com Jair Bolsonaro, há uma "autorização" para o racismo no Brasil, diz treinador Roger Machado – SAPO Desporto

O treinador do Grêmio, Roger Machado, um dos poucos treinadores negros na elite do futebol brasileiro, disse que o discurso do presidente Jair Bolsonaro dá uma “autorização” para o racismo, para o qual pede resistência.
Com passagens por Palmeiras, Fluminense e Atlético Mineiro, Roger, de 47 anos, conta que sofre com o racismo estrutural de um país que aclama os seus jogadores negros, mas coloca obstáculos para os que querem ser treinadores.
Entrevista da AFP com uma das vozes mais ativas do desporto brasileiro contra a discriminação racial.
Pergunta: Por que há tão poucos treinadores negros no Brasileirão?
Resposta: “O futebol revela o que somos como sociedade. A representatividade da população negra em outras áreas é muito parecida com a do futebol. Quando negros e brancos decidem ascender na pirâmide social, os filtros começam a aparecer. São os filtros da ideologia que criou o racismo e que atribui ao negro uma condição de menor inteligência, menor capacidade de liderança e gestão, justamente as competências de um treinador de futebol”.
P: Quais os atos racistas que enfrentou até se tornar treinador?
R: “O racismo escondido, à brasileira, esse que construiu um falso mito de uma ‘democracia racial’ na qual, em teoria, não havia racismo nem preconceitos no Brasil. A discriminação sistemática, estrutural, é outra, muito mais complexa. Nos meus primeiros trabalhos como treinador, muitas vezes, quando era demitido, questionavam a minha capacidade de gerir grupos, sendo que essa era uma das grandes capacidades que eu sempre tive como jogador, como liderança, como capitão”.
P: As ONGs alertam para o crescimento de atos racistas nos estádios brasileiros. Tem sentido isso?
R: “Aumentam da mesma forma que os atos discriminatórios na sociedade. (…) Os que acreditam estar a perder parte dos seus privilégios nessa rede que o racismo construiu durante 500 anos reagem de forma mais agressiva. É um processo relacionado com uma cultura de ódio que vivemos com muito mais força nos últimos quatro anos no Brasil. Mas não é uma situação regional, é global”.
P: Bolsonaro é responsável?
R: “Os indivíduos [racistas] que estavam escondidos [porque a sociedade os reprimia] se sentem autorizados a se manifestarem segundo as posturas e pontos de vista do líder da nação, [porque estes] são convergentes. Temos que resistir, porque a sua intenção é que retrocedamos, e isso não podemos permitir”.
P: Atletas e treinadores deveriam posicionar-se mais fortemente contra o racismo?
R: “Como atletas somos treinados para não sairmos do campo (…) Há muitas formas diferentes de se manifestar. A questão é que a maioria de nós, lamentavelmente, tem um nível de escolaridade mais baixo porque o país não privilegiou a nossa educação plena. Isso também impacta na nossa consciência (…) na nossa construção ideológica para debater esses assuntos”.
P: É possível eliminar o racismo do futebol?
R: “Imediatamente, não. Mas é possível se começarmos a discutir o assunto abertamente, sendo conscientes de que haverá maiores atos de discriminação devido a um movimento de resistência. Haverá um grupo que não vai mudar porque acredita ser de uma raça superior (…) Mas isso já foi discutido para outros assuntos, como quando a mulher decidiu ocupar novos espaços na sociedade. O preconceito foi muito forte. No entanto, houve coragem para debater o tema. O que não podemos é ficar escondidos atrás do mito da ‘democracia racial’ no Brasil”.
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Guerra na Ucrânia expõe racismo, intolerância e xenofobia aos refugiados – Agência Cenarium

MANAUS – A invasão russa à Ucrânia chegou ao seu oitavo dia nesta quinta-feira, 3, com o número assustador de um milhão de refugiados, segundo informações da Agência da ONU para Refugiados (Acnur). O desespero expôs o racismo e a xenofobia na Europa, onde pessoas negras têm enfrentado barreiras impostas tanto pelas instituições governamentais de assistência quanto pela mídia.
Com a urgência e rapidez das notícias veiculadas nas redes sociais, principalmente no Twitter, residentes do país europeu e até mesmo autoridades usam o microblog para se manifestar sobre o conflito. É por lá que muitos refugiados relatam episódios de segregação racial ou xenofobia no momento de tentar deixar o país.
Um homem identificado como Alexander Somto publicou um vídeo, segundo seu próprio relato, gravado na fronteira da Ucrânia com a Polônia. Nas imagens, viaturas bloqueiam uma estrada com policiais armados e jovens aparecem nos vídeos gritando e avisando que são apenas estudantes.
“Veja como eles estão ameaçando atirar em nós! Estamos atualmente na fronteira Ucrânia-Polônia. Sua polícia e Exército se recusaram a deixar os africanos atravessarem, eles só permitem ucranianos. Alguns dormiram aqui por 2 dias sob este frio escaldante”, diz Alexander Somto na publicação.
Watch how they are threatening to shoot us!

We are currently at the Ukraine -Poland border.
Their Police and Army refused to let Africans cross they only allow Ukrainian.
Some have slept here for 2 days under this scorching cold weather, while many have gone back to Lviv. pic.twitter.com/47YG4gxFC4
Outro relato foi feito em entrevista à CNN nessa quarta-feira, 2, também repercutiu nas redes sociais. Nele, uma aluna africana de Medicina afirmou que ela e outros estrangeiros receberam ordens para sair de um carro público, em um posto de controle entre a Ucrânia e a fronteira da Polônia, permanecendo no transporte apenas cidadãos ucranianos a bordo. “Eles disseram que se você é negro, você deve andar”, afirmou.
'They said if you're black, you should walk'

Nigerian student Jessica has kept in touch with us about her journey out of Ukraine. She is among the hundreds of thousands of people fleeing the country, and one of many #AfricansinUkraine who have described facing racism at borders. pic.twitter.com/OTTx6wxVDY
Os comentários de alguns jornalistas, ao relatarem o conflito, exibiu uma “guerra de narrativas” que se criou sobre pessoas brancas e não-brancas. Um dos exemplos que mais circularam nas redes sociais foi a fala de Charlie D’Agata, do canal norte-americano CBS News. Na última sexta-feira, 25, o jornalista disse que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia não era esperada por se tratarem de países europeus.
“Esse não é um lugar, com todo respeito, como Iraque, ou Afeganistão, que tem visto conflitos por décadas. Essa é uma cidade relativamente civilizada, relativamente europeia. Preciso escolher essas palavras com cuidado, também. É uma cidade que você não espera que isso aconteça”, comenta o jornalista ao vivo. Horas após a transmissão, D’Agata pediu desculpas em suas redes sociais.
"This isn't a place, with all due respect, like Iraq or Afghanistan that has seen conflict raging for decades. This is a relatively civilized, relatively European […] city where you wouldn't expect that, or hope that it's going to happen."#Ukraine #UkraineUnderAttack #Russia pic.twitter.com/roidFWc8XD
Também no dia 26, o jornal The Telegraph publicou um artigo do jornalista Daniel Hannan, no qual ele escreveu, em um trecho, que “eles se parecem tanto com a gente”. “Isso é o que faz ser tão chocante. A Ucrânia é um país europeu. Sua população assiste Netflix e tem contas no Instagram, votam em eleições livres e leem jornais não censurados. A guerra não é mais uma coisa que atinge populações empobrecidas e remotas. Pode acontecer com qualquer um”, afirmou.
🗣️ "They seem so like us. That is what makes it so shocking. War is no longer something visited upon impoverished and remote populations. It can happen to anyone" | Writes Daniel Hannan https://t.co/FwHREn1xzR
O mestre em História e estudioso de relações étnico-raciais Juarez Silva Jr. indica haver vários pontos a serem observados quando se fala de racismo. O primeiro é o de “marca”, quando o preconceito e discriminação acontece a partir da aparência física, o fenótipo, que identifica facilmente o discriminado como “diferente” e com associação negativa histórica e cultural, como é o caso do racismo clássico nas Américas.
O segundo é a origem, quando não há muita “marca” fenotípica, mas há outros elementos especialmente culturais, como língua, religião, tradições culturais, que fazem a identificação do “diferente”. Em ambos os casos, segundo Juarez Silva Jr., há uma associação do diferente como “estrangeiro, intruso ou invasor”. Nesse caso, a discriminação é mais nítida e chamada de xenofobia.
“Os brasileiros, por exemplo, estão mais acostumados com o racismo de marca, por isso muitos brancos ficam surpresos ao serem às vezes discriminados em países estrangeiros, porque não é comum por aqui, mas muito comum na Europa e América do Norte, por exemplo”, exemplifica ele.
“A questão étnica também é fator preponderante nos conflitos mundo afora. Grupos étnicos são grupos de cultura mais do que de fenótipo. No caso da região do conflito, o grupo preponderante é das línguas eslavas, ou seja, tem grande parte da história e cultura compartilhada. Daí termos tantas guerras na Europa e Eurásia. O interessante é que normalmente o público externo enxerga essas diferenças nesses contextos, mas quando se trata de outros continentes com África, por exemplo, enxergam todos como uma ‘coisa só’ e até falam em ‘irmãos matando irmãos’, como se não fosse o mesmo que sempre aconteceu nas ‘guerras brancas’, guerras étnicas”, questiona ele.
A União Africana, organização que reúne os 55 países do continente, condenou publicamente o tratamento que vem sendo dispensado aos cidadãos de países africanos que estão na Ucrânia. “Relatos de que africanos são selecionados para tratamento dissimilar inaceitável são chocantemente racistas e uma violação da lei internacional”, diz o comunicado assinado por Macky Sall, presidente da entidade, também presidente do Senegal, e por Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana e ex-primeiro-ministro do Chade.
Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium MANAUS – A Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ (APOLGBT) vai promover um esquenta neste domingo, 1º de maio. O evento antecede a 22ª parada of

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Branquear pele dá elogios e críticas. Indústria de milhões segue as ondas – Notícias ao Minuto

CLASSIFICADOS AUTO
Marcelo deu posse à nova secretária de Estado da Igualdade e Migrações
PS Setúbal diz que autarca "conhecia ligações de Igor Khashin ao Kremlin"
Costa reúne-se por videoconferência com homólogo ucraniano
Quem é Isabel Rodrigues, a nova secretária de Estado das Migrações
PCP propõe aumento de 5,3% de todas as pensões nunca inferior a 20 euros
Moreira da Silva responsabiliza Governo no caso de ucranianos em Setúbal
SATA pede prorrogação de empréstimos à espera de decisão de Bruxelas
Portugal insiste em Bruxelas na diversificação de fontes e rotas de gás
João Leão é candidato à liderança do Mecanismo Europeu de Estabilidade
[3-0] Man. United-Brentford: Varane amplia a vantagem
Fulham (com sotaque português) goleia e sagra-se campeão do Championship
Diretor desportivo do Mainz admite saída de Jeremiah St. Juste no verão
O amor está no ar. Bernardo aterra na casa do 'BB' para beijar Bruna
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Marco Paulo condecorado pelo Presidente da República
Investimentos em Defesa e cooperação "mais importantes do que nunca"
Costa "envergonhado" com especulação sobre saúde de secretária de Estado
Dois homens resgatados pela Força Aérea de navio perto da Ilha Terceira
Ucrânia identifica o primeiro suspeito do massacre em Bucha
Hungria. Viktor Orbán aceita formar quarto Governo consecutivo
Indonésia. Morreram 3 crianças por hepatite aguda de origem desconhecida
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Revelada capacidade da bateria do relógio da Google
Açores. Astronauta lembra que "ainda há muito para aprender" no Espaço
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Orquestra de Sintra dá concerto gratuito como homenagem a Paul Harris
'Alabardas' pode interpelar sobre a Ucrânia, diz biógrafo de Saramago
A divinal receita de bacalhau que faltava na sua vida
'Bye bye' olheiras. Este truque é tão simples que parece mentira
Super fáceis e deliciosas! Experimente estas panquecas de iogurte
Parte do imóvel destinado a este hospital no Porto pode ser "convertido"
Crédito à habitação: Prestação da casa pode subir entre 1% e 7%
Escritórios: Savills e JLL comercializam edifício da Incus Capital
O que traz de diferente uma suspensão de fibra de vidro ?
Ineos Grenadier, o 4×4 moderno, já tem preços para Portugal
Combustível no limite? Não faça isso muitas vezes
6º Ano
consecutivo

Obrigado pela
sua confiança
© Reprodução Instagram/ Beyoncé
11:17 – 01/05/22 por Lusa
Mundo Dermatologia
Em todo o mundo, mas sobretudo nos continentes asiático e africano, o uso de cremes branqueadores é uma prática relativamente comum e que gera volumes de vendas de milhões de dólares para a indústria que os produz.
Segundo a empresa norte-americana de estudos de mercado mundial StategyR, o mercado dos branqueadores de pele — que inclui sabonetes, loções, cremes e comprimidos — deverá atingir este ano os 8,8 mil milhões de dólares (8,3 mil milhões de euros). Em 2026, este valor ascenderá a 11,8 mil milhões de dólares (11,2 mil milhões de euros).
A maioria dos produtos (54,3%) é consumida na Ásia/Pacífico. Só na Índia, 54% das mulheres assumem que já recorreram a estes cremes e 38% ainda o faz, indica o mesmo estudo de mercado.
A obsessão por uma pele mais clara neste país, em que as estrelas cinematográficas de Bollywood apresentam uma pela clara e brilhante, leva a que algumas recorram a produtos mais baratos, como sabonetes com mercúrio, que é uma substância proibida e que causa graves riscos para a saúde física e mental.
Em 2020, a autoridade que regula o setor do medicamento em Portugal (Infarmed) retirou três produtos — sabonete, loção e creme corporal – do mercado por conterem na sua composição mercúrio, com o sugestivo nome de ‘Fair & White’ (“Claro e Branco”)
Outro ingrediente proibido nos cosméticos, mas usado como branqueador, inclusive em lojas de produtos variados, em Lisboa, é a hidroquinona, com risco cancerígeno.
O uso destes produtos em Portugal não se compara com o que se regista na Índia. Consciente da dimensão deste problema, a organização de mulheres indianas que combatem as práticas discriminatórias Women Of Worth (Mulheres de Valor) lançou, em 2009, a campanha ‘Dark is Beautiful’ (“Escuro é bonito”) que visa combater o colorismo, uma discriminação em que as pessoas são tratadas de forma diferente com base nos significados sociais ligados à cor da pele.
Estas pessoas sofrem, segundo a Women Of Worth, discriminação baseada na cor da pele na justiça criminal, nos negócios, na economia, na habitação, nos cuidados de saúde, nos meios de comunicação e na política nos Estados Unidos da América (EUA) e na Europa.
Os tons de pele mais claros são vistos como preferíveis em muitos países de África, Ásia e América do Sul, ainda segundo a organização.
Ao mesmo tempo que são seguidas e o seu branqueamento seguido pelas fãs, muitas figuras públicas são criticadas por recorrerem a esta prática.
O caso mais famoso é, sem dúvida, o de Michael Jackson, mas também outras estrelas têm sido o rosto do aclaramento, como Beyonce, Rihanna e Nicki Minaj, ou a cantora nigeriana Dencia que usou em todo o corpo um creme aclarador que ela própria criou, e vende, tendo sido criticada por isso nas redes sociais.
A indústria não fica indiferente aos movimentos pró e contra o uso de branqueadores. Em 2020, quando o mundo assistia a manifestações antirracismo nos EUA, na sequência da morte de George Floyd por um agente da polícia local, a empresa L’Oréal anunciou que iria deixar de usar a palavra “branqueamento” em todos os produtos de pele.
Na mesma altura, a filial indiana da Unilever também decidiu mudar o nome de um dos seus cremes branqueadores mais famosos ‘Fair & Lovely’ (“Clara & Adorável”) para ‘Glow & Lovely’ (“Brilhante e Adorável”).
A fotografia que ilustra a embalagem deste creme, que se encontra à venda em várias lojas no centro de Lisboa, ainda que sem o obrigatório rótulo em português, conforme as regras que a legislação impõe para estes produtos (Decreto-Lei n.º 296/98), é a de uma mulher com a pele clara.
Leia Também: Mulheres que branqueiam a pele arriscam por “modelo ocidental ilusório”
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Lincoln queixa-se de racismo em Braga: «Nada mais me surpreende» – Maisfutebol

O futebolista do Santa Clara, Lincoln, queixou-se de alegados atos de racismo no final do encontro contra o Sporting de Braga, na noite de segunda-feira, sublinhando, porém, que já nada o surpreende nos atos do ser humano.
O brasileiro, que não explicou com exatidão o que aconteceu no Estádio Municipal de Braga, partilhou, contudo, algumas mensagens a dar conta de que terá ouvido barulhos vindos das bancadas, de adeptos a imitar sons de um macaco.
«Estou a receber muitas mensagens de força pelo episódio que ocorreu no jogo contra o Sporting de Braga. Mas a mim, Lincoln, nada mais me surpreende nos atos dos seres humanos. O ser humano está cada vez pior (não todos). Vemos muitas coisas a acontecer, ao invés de nos unirmos e ajudarmo-nos uns aos outros», referiu, através da rede social Instagram, ao final da noite de segunda-feira.
«Como cristão isso não vai e nunca irá abalar-me (…) Não quero saber da justiça da Liga, ou nenhuma outra entidade, até porque são [decisões] tomadas por seres humanos, que fecham os olhos a determinadas decisões. Aos responsáveis pelos atos, apenas uma mensagem do fundo do coração: Deus vos abençoe», escreveu Lincoln.
Já esta manhã, o Santa Clara reagiu e vincou a sua posição junto do atleta, «condenando e repudiando todo e qualquer ato de intolerância e discriminação racial». «O testemunho do nosso jogador nos seus veículos sociais é claro e queremos vincar que se trata de um profissional e ser humano exemplar, algo que tem vindo a demonstrar frequentemente – e por esse motivo pertence ao grupo de capitães do nosso plantel», apontou a SAD dos açorianos.

Em comunicado, o emblema bracarense mostrou-se «surpreendido pelas acusações de racismo» e refutou as mesmas, acrescentando que nenhum elemento dos açorianos referiu «tais acontecimentos, de forma formal ou informal»

Em campo, Sp. Braga e Santa Clara empataram sem golos, no fecho da jornada 24, que teve duas expulsões na equipa de Mário Silva, nos minutos finais.

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Que nos contam as palavras "racismo" e "xenofobia"? – Diário de Notícias – Lisboa

Tanto se fala hoje de racismo e manifestações “contra o antirracismo” (leia-se: a favor do racismo) que dei comigo a refletir sobre esta e a palavra “xenofobia”. Tive dúvidas quanto à pertinência do tema, mas elas dissiparam-se ao consultar o sítio web do dicionário Merriam-Webster, que, a propósito das diferenças entre “racism” and “xenophobia”, nota que nunca é bom sinal verificar um substancial acréscimo das consultas de termos relacionados e indesejáveis como “racismo” e “xenofobia”, como acontece desde o aparecimento da covid-19 e subsequente pandemia global (tradução minha).
A palavra “racismo” terá entrado em português no século XX, proveniente do francês, com atestação de 1902, na sequência da exploração política da noção de “raça”, diz-nos o Dictionnaire Historique de la Langue Française; já o Oxford English Dictionary indica-a como tendo sido cunhada em 1902 pelo general norte-americano Richard Henry Pratt. “Racismo” é um internacionalismo, i.e. tem palavras cognatas (com a mesma origem e estrutura) em diversas línguas. A Infopédia propõe três aceções para “racismo”: “teoria sem quaisquer fundamentos científicos que defende a existência de uma hierarquia entre grupos humanos, definidos segundo carateres físicos e hereditários como a cor da pele, atribuindo aos grupos considerados superiores o direito de dominar ou mesmo suprimir outros considerados inferiores”, “atitude preconceituosa e discriminatória contra indivíduos de determinada(s) etnia(s)” e “sistema político ou social que promove a discriminação de determinada(s) etnia(s) ou grupo(s)”. Sobressai o pedagogismo do lexicógrafo, ao explicitar que o racismo, enquanto teoria, não tem fundamento científico e, enquanto atitude, é preconceituoso. Afinal, os dicionários são também recursos pedagógicos.
O conceito de “raça” foi desacreditado ao longo do século XX, primeiro pela antropologia, depois pela biologia e a genética. Fala-se hoje de “etnias”, categorizadas a partir de aspetos de natureza sociocultural e linguística (que vinculam os seus membros ao grupo e diferenciam este dos demais grupos) e já não em termos de carateres físicos ou hereditários partilhados. De etimologia grega, “etnia” terá entrado no português no século XX, por via do francês, língua em que é tratado como empréstimo culto, de 1896, embora o adjetivo “ethnique” seja usado desde o século XIII. O Merriam-Webster indica 1941 para entrada do nome “ethnic” em inglês.
Para o internacionalismo “xenofobia”, a Infopédia apresenta duas aceções: “antipatia ou aversão pelas pessoas ou coisas estrangeiras” e “preconceito ou atitude hostil contra o que é de outro país ou de outro meio”. A palavra terá entrado em português no século XX pelo francês, onde é atestada no final do século XIX. O Merriam Webster assegura-nos que a primeira atestação em inglês ocorre no Daily News, já em 1880.
Que nos contam as palavras “racismo e “xenofobia”?
Antes de mais, nomeiam conceitos relacionados (e por isso frequentemente confundidos) mas diferentes e são palavras surpreendentemente recentes, ambas cunhadas primeiro em inglês. A xenofobia ganha nome em Inglaterra, associada a termos como “xenomania” ou “jingoism”, todos da mesma época (1870-1880). O conceito de “racismo” ganha nome nos EUA, no início do século XX, embora as crenças sobre a supremacia dos europeus e as práticas racistas remontem ao colonialismo europeu. É provável que as palavras tenham circulado na sociedade antes das primeiras atestações registadas. Em português, ambas chegam com relativo atraso, algures no século XX, e por meio do francês, a grande referência cultural portuguesa até meados desse século. “Racismo” é semanticamente mais abrangente (teoria, atitude, sistema político ou social), implica a crença de que algumas “raças” são superiores e a tentativa de racionalização dessa crença. Por seu turno, a xenofobia é apenas sentimento, preconceito, muito menos orgânica e teorizada do que o racismo (nomeando o medo ou fobia do diferente, do desconhecido, digo eu).
Seguramente os especialistas em história e ciências sociais justificarão estes factos lexicológicos. Eles permitem demonstrar que o léxico acompanha e testemunha os avanços das sociedades e do pensamento e, ainda, que as línguas vivas acolhem naturalmente as palavras de que necessitam em cada momento e se enriquecem também deste modo.

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Racismo no País está enraizado na educação escolar – Jornal da USP

De acordo com especialistas, o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas pode criar uma sociedade mais cidadã
O Brasil tem a maior população negra do mundo fora da África. De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em 2019, 46,8% dos brasileiros se declararam pardos e 9,4% se declararam pretos. Para o IBGE, a soma de pardos e pretos constitui a população negra no Brasil, 56,2%.
Apesar de serem a maioria, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – normativa que serve como referência obrigatória para elaboração dos currículos escolares e propostas pedagógicas para a educação infantil, ensino fundamental e ensino médio no Brasil – a matéria de história apresenta apenas um item referente ao ensino da história afro-brasileira, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio. 
No Brasil existiam duas leis que determinavam a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena no ensino fundamental e médio, as leis 10.639/03 e 11.645/08, mas foram “derrubadas” pela reforma do ensino médio, em 2017, que não menciona, em nenhum momento, que esse conteúdo deva ser ensinado, deixando a cargo da BNCC.
O racismo que limita
Segundo o pós-doutorando em Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, Sérgio Souza, essa defasagem acontece por conta de um processo de dominação estruturado no racismo. Esse processo “define a desigualdade de direitos, a desigualdade de acessos a bens sociais e as desigualdades de renda”. 
Ainda de acordo com Souza, a sociedade brasileira, que é autoritária, é estruturada em grande parte pelo racismo. “Não são apenas 358 anos de escravidão, é todo um processo de construção de um imaginário, de todo um universo mental, de toda uma cultura racista.”
O pós-doutorando explica que a cultura racista não acaba com o fim da escravidão em 1888, muito pelo contrário. “Durante a república essa cultura foi reelaborada e reafirmada, utilizando-se de vários dispositivos legais e com a disseminação de valores e representações racistas.”
 
Preconceito no conteúdo
Souza conta sua própria experiência no processo de aprendizado sobre a história afro-brasileira. “Eu estudei em escolas que sempre colocavam as populações negras como sinônimos de escravos, escravizados, criminosos e criminosas, ou sinônimo de pessoas ridículas, como, por exemplo, a Tia Nastácia, a negra beiçuda que só fala bizarrices, segundo o discurso da Emília, ambas personagens do Sítio do Picapau Amarelo”, conta Souza. 
Para exemplificar sua afirmação, Souza fala sobre a escola onde estudou o ensino fundamental, no interior do Estado de São Paulo. “Uma escola de  maioria branca, durante uma aula de português na sétima série, a professora apresentou um texto de dois meninos, um branco, que todos os dias falava do pai, um industrial presente rotineiramente nos jornais e na televisão. Ainda segundo o texto, um menino negro quis mostrar que seu pai também aparecia no jornal. Mas o pai do garoto negro apareceu no jornal porque tinha feito um assalto; nesse momento da leitura do texto eu tive vontade de entrar debaixo da carteira e sumir, era sempre assim.”
A professora Andréa Coelho Lastória, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e orientadora de Souza, explica que essa é uma temática de extrema importância e não deve ser ensinada somente em história, mas em todos os componentes curriculares. “O ensino da cultura e história afro-brasileira na escola ajuda a reduzir o racismo e a criar uma sociedade mais cidadã”, finaliza.
Jornal da USP no Ar 
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Por Marcelo Módolo, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e Henrique Braga, doutor pela FFLCH/USP
Por João Eduardo Hidalgo, doutor em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP
Por Luiz Roberto Serrano, jornalista, coordenador editorial do Jornal da USP da Superintendência de Comunicação Social
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Leonor Beleza: "A discriminação existe nos ensaios clínicos e medicamentos" – Diário de Notícias

As células têm sexo, afirmam os cientistas, logo a ciência, a investigação e a medicação têm de ter em conta o género, alerta a presidente da fundação Champalimaud e ex-ministra da Saúde. Numa entrevista exclusiva ao DN, apela às mulheres para “nunca esquecerem que todas as ambições estão ao seu alcance”.
Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud, toda a sua vida apoiou causas em defesa do papel da mulher.
© Orlando Almeida
Uma conversa informal e um café com vista para o rio Tejo, no seu gabinete de trabalho na Fundação Champalimaud, a que preside, antecederam a entrevista, que decorreu posteriormente, para assinalar o dia 8 de março, abordar o papel da mulher na ciência e deixar escritas palavras de incentivo à igualdade.
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De que forma a mulher se tem afirmado no mundo da ciência?
As mulheres estão a afirmar-se no mundo da ciência, como está a acontecer em muitos outros mundos. Não é muito diferente encontramos uma larga participação feminina, sobretudo na base, muitíssimas mulheres a fazer ciência, mas depois há alguma dificuldade em chegar aos lugares de topo, aos lugares de direção, isso acontece assim em Portugal, na ciência, e outros setores, como acontece em muitos outros países. No entanto, é interessante verificar que, segundo um documento europeu recente, em Portugal as mulheres na ciência podem constituir um exemplo pela larga participação e pelo facto de que, ao contrário do que acontece em outros países, não tenderem, a certa altura e em funções de responsabilidades, a abandonar a sua atividade. Em Portugal há uma maior persistência, uma maior manutenção das mulheres no mundo da ciência. O mais recente levantamento sobre a situação das mulheres, feita pela Comissão pela Cidadania e Igualdade de Género, mostra como em Portugal, em quase todos os domínios de ensino, as mulheres são preponderantes, nomeadamente na educação superior, praticamente em todos os setores, até ao doutoramento. Há sempre mais mulheres a atingir a formação superior incluindo ao nível do doutoramento, mas depois há alguma menor presença em lugares do topo importantes, para efeito da direção das instituições científicas. Essa presença das mulheres em Portugal é dominante em quase todos os domínios, exceto nalguns de tecnologias de informação e engenharia. Nalgumas destas áreas em Portugal, as mulheres ainda são minoritárias, às vezes até largamente minoritárias ao nível da formação. Portanto, ainda há setores onde a presença feminina não é tão relevante e, sobretudo, essa presença é menos visível ao nível dos órgãos de direção, seja das universidades seja dos institutos de investigação. Mas há, de um modo geral, uma comparação favorável entre o que se passa na ciência em Portugal e o que se passa na ciência dos países com que nos comparamos.

As células têm sexo, afirmam os cientistas, logo a ciência, a investigação e a medicação têm de ter em conta o género, alerta a presidente da fundação Champalimaud e ex-ministra da saúde. Numa entrevista exclusiva ao DN, apela às mulheres para “nunca esquecerem que todas as ambições estão ao seu alcance”.
Falta ainda à ciência e à investigação uma visão feminina das doenças?
Normalmente quando se fala de mulheres e ciência tende-se a pensar nesse assunto nos termos que acabo de referir, isto é, a presença das mulheres enquanto cientistas. Mas a questão é bastante mais complexa e até adquire uma nova luz ou um novo interesse quando pensamos nas mulheres e nas eventuais diferenças entre mulheres e homens, agora não como agentes de investigação ou de ciência, mas como objeto da investigação e da ciência. Nas áreas sociais as pessoas há muito que compreendem a influência do género, e isso é bastante estudado e razoavelmente compreendido. Mas há outras áreas onde a presença das diferenças de sexo ou de género têm sido menos compreendidas, como na biologia ou na medicina, em que muitas vezes se estudou e se pretende tratar o ser humano indiferentemente do seu sexo, sem consciência ou sem o conhecimento das diferenças que o sexo justamente pode ocasionar. Na biologia é, na verdade, sobretudo o sexo que realça as diferenças. Algumas são bastante óbvias, são as mulheres que têm útero e quando se estuda o útero estamos a falar de saúde nas mulheres; mas depois há áreas onde as coisas são diferentes, por exemplo, o cancro da mama é normalmente uma doença nas mulheres, mas também é uma doença que existe nos homens e aí, às vezes, é do lado dos homens que as coisas saem prejudicadas, porque normalmente se pensa no cancro da mama como uma doença exclusiva das mulheres. Depois há muitíssimos domínios onde pode haver diferenças que nem sempre foram, ou são, suficientemente consideradas. Ao nível do conhecimento, da investigação, da tentativa de compreender os fenómenos e as coisas, mas depois também ao nível do tratamento e ao nível da medicina. Tem-se vindo recentemente a compreender como a presença de diferenças de sexo, de género, não é suficientemente compreendida e percebida com enormes consequências negativas, a maioria das vezes para as mulheres. Porque tradicionalmente nessas áreas, que são teoricamente comuns, estudou-se ou estuda-se com base no modelo que se considera dominante, isto é o modelo do homem, e depois não se compreende que há diferenças, ou não se percebe que há diferenças que têm de ser consideradas em termos que podem vir a revelar-se trágicos para as mulheres.
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Como por exemplo?
Por exemplo, muitos dos medicamentos retirados do mercado pela FDA, nos Estados Unidos, foi porque se verificou que eram particularmente danosos para as mulheres e que isso não tinha sido suficientemente verificado e estudado quando tinham sido lançados no mercado. Há ainda a convicção errada de que as doenças de coração são mais frequentes nos homens do que nas mulheres, liga-se a ideia das doenças de coração a maior atividade e também se liga erradamente a ideia de maior atividade ao sexo masculino, quando o que acontece na verdade é que as maiores vítimas de doença de coração são as mulheres e não os homens. E até aconteceu, por exemplo, que quando se fizeram cateteres para tratar determinadas doenças cardíacas, foram feitos em termos adequados ao corpo dos homens e tiveram consequências negativas quando experimentados nos corpos de mulheres, porque não havia suficiente precisão de que era preciso estudar cuidadosamente tudo com eventuais diferenças de sexo. Isto não acontece exclusivamente na biologia e na medicina, acontece em muitos domínios. Deixe-me dar um exemplo: os cintos de segurança foram feitos nos carros para modelos masculinos, não foram feitos adequados ao corpo das mulheres. Há uma consciência das questões de sexo e de género, que é insuficiente ao nível do conhecimento, na maneira como foram pensadas e feitas.

“Só há pouco tempo se começa a exigir que as investigações sejam feitas quer em homens quer em mulheres. Até agora havia danos para a saúde feminina.”
A discriminação pode começar na bancada de um laboratório, escolhendo espécies do género masculino em vez de feminino para os ensaios clínicos?
Sim, a discriminação pode existir na bancada do laboratório ou pode existir em ensaios clínicos. Na verdade acaba por se traduzir em discriminações, mas o que acontece é a falta de atenção às diferenças ou a falta da consideração da importância que as diferenças podem ter. Acontece muitas vezes, justamente em experiências científicas ou acontecia, porque agora as coisas tendem a mudar. Havia a utilização de modelos animais masculinos na convicção de que tanto fazia e considerando que o sexo não seria relevante para aquilo que se estivesse a estudar. Hoje, sabe-se perfeitamente que é errado, os cientistas dizem que as células têm sexo, e portanto têm diferenças, e essas diferenças têm de ser olhadas e consideradas esteja a estudar-se o que se quiser, em toda a biologia isto é extremamente relevante. E, portanto, tende-se hoje a considerar, mesmo na utilização de animais como modelos, que importa considerar as diferenças de sexo ou a distinção por sexos daquilo que é feito, para que a base depois do que vier a ser feito não esteja errada. E atenção, todos os medicamentos que são utilizados para uso humano foram experimentados com animais modelo e, portanto, podem ter erros resultantes dessas verificações menos certas na base, traduzir-se depois em coisas complicadas e perigosas na utilização em humanos. Por outro lado, os ensaios clínicos, já agora ensaios com humanos, nomeadamente para efeitos de medicamentos ou de quaisquer outros meios que sejam utilizados para tratar das pessoas, também nem sempre foram feitos ou pensados utilizando homens e mulheres, e distinguindo entre homens e mulheres quando esses ensaios são realizados. Agora as coisas tendem a ser diferentes, mas isto é muito recente, a consideração de que é preciso sistematicamente considerar o sexo, e às vezes o género, dependendo daquilo que estamos a falar. Essa consideração é bastante recente, só há pouco tempo é que sistematicamente se começa a exigir que as coisas sejam feitas em modelos masculinos e femininos, que os medicamentos sejam sistematicamente experimentados em homens e em mulheres, que se perceba bem quais são as diferenças, e que muitas vezes se retire daí conclusões para não haver prejuízos específicos para um sexo ou para o outro, tradicionalmente sobretudo para as mulheres que eram muito menos utilizadas nestes ensaios clínicos.
O acesso a investimentos para a investigação e a ciência começaram a exigir critérios climáticos. Também já exigem critérios de género?
Sim, é verdade que as agências de financiamento, as entidades que financiam a investigação e ciência começaram a exigir que haja a atenção a eventuais diferenças de género e de sexo, naquilo que é estudado e que é financiado. A ciência é largamente financiada por entidades públicas em grande medida, mas também por entidades privadas, e cada vez mais, por exemplo nos Estados Unidos e ao nível da União Europeia, se exige, quando se submete para efeitos de financiamento uma determinada hipótese de estudo ou de investigação, que seja definido se há ou não há critérios relacionados com o sexo e com o género, que devam ser tidos em conta para encontrar determinados resultados. Ou para assegurar que determinados resultados correspondem à verdade, correspondem àquilo que tem de ser conhecido, e têm suficientemente em atenção as diferenças que podem existir. Agora para os financiamentos novos, por parte da União Europeia – com expressão financeira elevadíssima naquilo que já está em vigor por parte da UE -, há esta exigência sistemática, que se verifique se há ou não há questões relacionadas com o sexo ou com o género, que devam ser tidas em conta na elaboração do estudo de investigação e em que termos, sem isso não haverá acesso ao financiamento. Há aqui uma forma nova, bastante mais exigente do que no passado, de consideração e de tratamento dessas questões, com o objetivo de que o conhecimento, aquilo que se alcança em termos de conhecimento, seja rigoroso, e por outro lado que as respetivas consequências, se as houver, por exemplo ao nível da medicina, também tenham por base conhecimentos que não gerem ou que possam originar efeitos conhecidos e seguros, seja qual for o sexo da pessoa que esteja a ser tratada.
A tendência é encontrar para cada doente um tratamento e um medicamento personalizados. O que já está a ser feito nesse sentido e como é que a Fundação Champalimaud está a fazer esse caminho?
Sim, a tendência, hoje, é para encontrar para cada doente um tratamento e, até se for caso disso, um medicamento mais personalizado. Portanto, não é só o sexo ou o género ou outros fatores a esse nível que têm de ser considerados. Por exemplo, na área que na Fundação Champalimaud é objeto da clínica que fazemos que é o cancro, este caminho personalizado está consagrado em muitíssimas circunstâncias em que é preciso por exemplo estudar o ADN da pessoa em causa, ou até o ADN do tumor da pessoa em causa. Não sou cientista nem médica, só posso falar destas questões com alguma distância e com uma capacidade de compreender relativamente limitada, mas cada vez mais é preciso adequar a cada pessoa o tipo de tratamento que é de facto utilizado, com uma exigência em relação ao cancro muitíssimo elevada. Descobrir exatamente o que é que funciona em cada situação exige um conhecimento muito individualizado.

“Todos os setores podem ser explorados, todas as ambições estão ao nosso alcance e julgo que o nosso país precisa muito da nossa participação.”
Pode dar um exemplo que se aplique na Fundação Champalimaud?
Posso dar um exemplo: um tipo de abordagem que estamos a fazer em relação ao cancro, justamente, tem que ver com a utilização de modelos animais. Neste caso peixes-zebra, que são animais muito pequeninos, e larvas de peixe-zebra, onde injetamos amostras do tumor ou metástases de um determinado paciente. Depois então verifica-se a possibilidade de utilizar diferentes medicamentos que possam ser eficazes naquele tumor ou naquelas metástases. Tem que ver justamente com um tratamento personalizado, com medicamentos adequados àquela pessoa, àquela situação, até àquele tipo de tumor. É um esforço enorme que tem de ser feito e que está a ser feito. Estamos neste momento a investir na criação de um laboratório muitíssimo sofisticado no nosso edifício dedicado ao cancro do pâncreas, onde se poderão fazer estudos e ensaiar hipóteses de tratamento em termos extremamente individualizados e adequados até às células das pessoas que estão doentes ou às células doentes das pessoas. Portanto, estamos a fazer este caminho, como todas as instituições modernas que abordam a investigação e o tratamento de doenças. Por exemplo, no cancro do pâncreas têm resistido, resistido, resistido a conhecer um caminho que dê esperança aos doentes.
Que mensagem final gostaria de deixar a todas as mulheres em Portugal?
Bom, tenho alguma dificuldade em achar que sei enviar mensagens para todas as mulheres, mas aquilo que me apetece talvez dizer-lhes é que, por um lado, pratiquem a consciência de que somos mulheres, eu também, de que somos mulheres em todas as circunstâncias e olhemos para as coisas tentando compreender se tem ou não tem – muitas vezes têm uma má abordagem – sentido pensar em função de sermos ou não mulheres. E portanto tenhamos essa consciência, olhemos para realidade com essa consciência, lendo a realidade tendo em atenção se isso é relevante ou não é. Eu acho que é relevante em muitíssimas situações. Depois ao nível da atuação, ao nível das ambições, ao nível daquilo que fazemos, daquilo que desejamos fazer. Guardando a consciência de que somos mulheres, deitemos fora tudo o que é, ou que tradicionalmente é, a ideia de que se somos mulheres não fazemos ou não querem que façamos ou não é a nossa área. Não. Utilizemos aquilo que sabemos, utilizemos a realidade, os instrumentos que existem independentemente de qualquer espécie de juízo, de que tenhamos limitações, em função do facto de sermos mulheres. Todos os setores estão abertos e podem ser explorados, todas as ambições estão ao nosso alcance e julgo que o nosso país precisa muito da nossa participação. Precisa muito da participação de todos, e precisa muito de uma participação que tenha consciência das diferenças, da diversidade, de tudo aquilo que influencia o nosso comportamento e tudo aquilo que pode influenciar a nossa realização pessoal e a realização coletiva do nosso país, já agora.

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