Xenofobia: o que é, causas e consequências – eCycle

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Imagem de StockSnap em Pixabay
Xenofobia, ou medo de estranhos, é um termo amplo que pode ser aplicado ao medo e/ou à aversão por pessoas ou hábitos estranhos ao país de origem do xenófobo. A palavra tem origem na junção de dois vocábulos gregos: xénos (que significa “estranho”, “desconhecido”, “estrangeiro”) e phóbos  (“medo”). A xenofobia é um tipo de preconceito, que se refere, em termos gerais, à discriminação contra estrangeiros.
A hostilidade e o repúdio contra indivíduos de outros países costuma ser uma reação ao medo, provocada por ignorância sociocultural. Ela costuma envolver a crença de que existe um conflito entre o grupo interno de um indivíduo e um grupo externo específico. No sentido original, o termo xenofobia era utilizado na psicologia para descrever o medo patológico do desconhecido (pessoas, situações, objetos etc.).
Com a intensificação dos fluxos migratórios e a interferência de grupos ao redor do mundo que lutam pelos direitos humanos, o conceito evoluiu para descrever o preconceito contra imigrantes, refugiados, estrangeiros e pessoas de outras culturas. Normalmente, a xenofobia se associa a preconceitos de classe, raciais, étnicos e culturais, entre outros.
Existem dois tipos principais de xenofobia:
Este tipo envolve a rejeição a objetos, tradições ou símbolos que estão associados a outro grupo ou nacionalidade. Isso pode incluir idioma, roupas, música e outras tradições associadas à cultura.
Xenofobia do imigrante
Este tipo envolve a rejeição de pessoas que o indivíduo xenófobo acredita não pertencer à sociedade. Pode envolver a rejeição de pessoas de diferentes religiões ou nacionalidades e pode levar à perseguição, hostilidade, violência e até ao genocídio.
A xenofobia tem desempenhado um papel significativo na formação da história humana por milhares de anos. Os antigos gregos e romanos usavam suas crenças de que suas culturas eram superiores para justificar a escravidão de outros. Diversos países em todo o mundo têm uma história de atitudes xenófobas em relação a estrangeiros e imigrantes, por motivações diversas.
Na contemporaneidade, são emblemáticos os casos de xenofobia na Europa, com o crescimento do deslocamento de imigrantes, geralmente provocado por crises humanitárias, guerras e falta de recursos naturais em seus países de origem.
Exemplos recentes nos Estados Unidos incluem discriminação contra pessoas de ascendência do Oriente Médio (muitas vezes referida como “islamofobia”) e atitudes xenófobas em relação a imigrantes mexicanos e latinos. Ao longo da história, muitos eventos ficaram marcados como consequências nocivas da xenofobia para a humanidade, como:
A xenofobia frequentemente se sobrepõe a formas de preconceito, incluindo racismo e homofobia, mas há distinções importantes. Enquanto racismo, homofobia e outras formas de discriminação são baseadas em características específicas, a xenofobia geralmente está enraizada na percepção de que os membros do grupo externo são estranhos à comunidade interna.
O racismo tem uma gama um pouco mais ampla de significados do que a xenofobia, incluindo “uma crença de que a raça é o principal fator determinante das características e capacidades humanas e que as diferenças raciais produzem uma superioridade inerente a uma raça específica” e “um sistema político ou social baseado no racismo”.
Se você luta contra os sentimentos de xenofobia, há coisas que você pode fazer para superar essas atitudes.
Muitas pessoas que exibem xenofobia experimentam pouca exposição àqueles que são diferentes delas. Viajar para diferentes partes do mundo, ou até mesmo passar um tempo em uma cidade próxima, pode ajudar muito a enfrentar o problema.
O medo do desconhecido é um dos medos mais poderosos de todos. Se você não foi exposto a outras etnias, culturas e religiões, ganhar mais experiência pode ser útil para vencer sua xenofobia. Se você notar alguma ação discriminatória por parte de outra pessoa, manifeste-se. Diga o que pensa. A xenofobia pode ser combatida com o esforço conjunto de toda a sociedade.
Se a sua xenofobia ou a de um ente querido é mais difundida, recorrente apesar da exposição a uma ampla variedade de culturas, então um tratamento profissional pode ser adequado. Escolha um terapeuta que tenha a mente aberta e esteja interessado em trabalhar com você por um longo período de tempo.
No debate sobre questões ambientais, os imigrantes são frequentemente responsabilizados por agravar o problema, por exemplo, aumentando o congestionamento. De acordo com uma pesquisa conduzida por estudiosos australianos, é importante quebrar esse circuito e reconhecer a contribuição positiva dos migrantes para a proteção ambiental.
O estudo piloto qualitativo procurou fornecer uma imagem detalhada dos jovens imigrantes australianos de primeira e segunda geração que se preocupam com o meio ambiente. A pesquisa mostrou  que as minorias étnicas estão frequentemente sub-representadas no movimento ambientalista urbano.
Isso pode levar a sugestões de que os migrantes não cuidam ativamente do meio ambiente, mas os resultados revelaram que imigrantes de primeira e segunda geração na Austrália cuidam do meio ambiente de maneiras específicas, em grande parte com foco na frente doméstica.
Os pesquisadores constataram que os imigrantes realizam de forma ativa e consciente práticas de cuidado ambiental, principalmente no âmbito doméstico. Desde tenra idade, os participantes da primeira e segunda geração continuaram a austeridade e a consciência do desperdício herdadas de seus pais, com ações que incluem reciclagem e reaproveitamento de itens de consumo, economia de água e energia, uso de hortas caseiras e compostagem para compra e consumo ético.
Alguns migrantes de segunda geração disseram que seus pais eram “acidentalmente” amigos do meio ambiente. Por exemplo, alguns pais que passaram por dificuldades financeiras eram frugais com dinheiro e bens. Outros, com formação agrícola, permaneceram ligados à terra por meio da jardinagem.
Alguns migrantes de segunda geração disseram que seus pais eram “acidentalmente” amigos do ambiente. Por exemplo, alguns pais que passaram por dificuldades financeiras eram frugais com dinheiro e bens. Outros, com formação agrícola, permaneceram ligados à terra por meio da jardinagem.
Segundo os pesquisadores, os migrantes já estão altamente engajados em um comportamento ambientalmente correto em casa. A próxima etapa é ajudá-los a se envolver com as questões ambientais de forma mais ampla.
As descobertas sugerem que os migrantes estão interessados ​​em encontrar novas maneiras de proteger o meio ambiente. Para isso, o movimento verde deve ajudar os migrantes a conseguir isso, tornando as iniciativas ambientais seguras, acolhedoras e acessíveis para eles.
Phys.org, Merriam-Webster, The UN Refugee Agency, Good Therapy e Very Well Mind
Redatora e revisora de textos, formada em Letras pela Universidade de São Paulo. Vegetariana, ecochata na medida, pisciana e louca dos signos. Apaixonada por literatura russa, filmes de terror dos anos 80, política & sociedade. Psicanalista em formação. Meu melhor amigo é um cachorro chamado Tico.
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