Obra Católica preocupada com aumento da narrativa da xenofobia nas redes sociais – Observador

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Quanto à questão da xenofobia em Portugal, a responsável da OCPM frisou que "não chega só ter leis boas e favoráveis", mas "é preciso, realmente, que depois no terreno elas sejam implementadas".
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"É aí [nas redes sociais] que nós sentimos mais a agressividade, a xenofobia", disse a responsável da OCPM
SASCHA STEINBACH/EPA
"É aí [nas redes sociais] que nós sentimos mais a agressividade, a xenofobia", disse a responsável da OCPM
SASCHA STEINBACH/EPA
A diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), Eugénia Quaresma, afirmou-se preocupada com o aumento da narrativa da xenofobia nas redes sociais.
“É aí [nas redes sociais] que nós sentimos mais a agressividade, a xenofobia”, disse Eugénia Quaresma.
A responsável da OCPM, organismo da Conferência Episcopal Portuguesa criado em 1962, prestava declarações à Lusa no âmbito da peregrinação do migrante e do refugiado ao Santuário de Fátima, integrada na peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de agosto, que esta quinta-feira tem início.
“No dia a dia, não é isso que sinto vulgarmente, mas nas redes sociais, sim, oiço, sim, vejo”, destacou Eugénia Quaresma, adiantando: “Cada vez que nós vemos aquelas notícias dos barcos dos migrantes no Mediterrâneo, cada vez que se fala na questão de acolher estas pessoas que vêm de forma desesperada, há uma série de comentários que ainda nos incomoda”.
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Para a diretora da OCPM desde 2014, é preciso “descobrir uma forma de desconstruir esta visão mais agressiva, mais negativa, mais xenófoba que discorre nas redes sociais”.
“Como é que nós podemos ir combatendo isto de uma forma positiva e como é que podemos ter a certeza de que a nível educativo também estamos a fazer alguma coisa?”, questionou.
Eugénia Quaresma defendeu a necessidade de introduzir esta questão nos sistemas educativos: “Esta consciência de que precisamos todos uns dos outros, que estamos interligados, deste direito à mobilidade, deste acolhimento que passa também de colega a colega”.
A diretor da OCPM manifestou ainda preocupação com “a xenofobia e discriminação que em Portugal atingem os portugueses ciganos” e “a violência em bairros periféricos na zona de Lisboa, onde vivem maioritariamente cidadãos migrantes”.
Por outro lado, referiu a dificuldade de alguns serviços do Estado cumprirem com determinações legais.
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“Só para dar um exemplo: saiu a diretiva durante o confinamento de que todos os migrantes tinham acesso aos serviços de saúde. Nós encontramos em alguns locais alguns centros de saúde que não atribuem o número aos cidadãos migrantes para que eles possam aceder cuidados de saúde”, alertou.
Considerando esta “uma medida importante”, a responsável da OCPM frisou que “não chega só ter leis boas e favoráveis”, mas “é preciso, realmente, que depois no terreno elas sejam implementadas”.
Eugénia Quaresma adiantou que a OCPM quer criar uma base de dados para conhecer quais são as instituições, católicas e não católicas, que apoiam migrantes e refugiados, para articular o trabalho em rede e dar uma melhor resposta a estes cidadãos.
A peregrinação do migrante e do refugiado é o momento mais aguardado da Semana Nacional de Migrações, que começou dia 8 e termina no domingo.
Esta semana, além da peregrinação, inclui apenas, devido à pandemia, o pedido para lembrar os migrantes e refugiados nas missas, e no dia 15, numa jornada de solidariedade, os ofertórios das missas revertem para o Secretariado Nacional da Mobilidade Humana.
O arcebispo do Luxemburgo, o cardeal Jean-Claude Hollerich, preside à peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de agosto.
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