"Todo o meu percurso foi feito sem qualquer tipo de discriminação" – Diário de Notícias

Hoje diretora jurídica da Sonae MC, Marta Azevedo partilha como a paridade de género ainda é um tema por desenvolver em muitas sociedades de advogados e acredita que a realidade está a mudar com as novas gerações.
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Embora a maior fatia da população seja constituída por mulheres, a verdade é que elas continuam a estar sub-representadas em muitos setores e profissões tradicionalmente vistas como masculinas. Não faltam exemplos e a área do direito é uma delas, conforme reconhece Marta Azevedo, atualmente diretora jurídica da Sonae MC. “Continua a ser um mundo muito dominado por homens e, se formos ver os partners das grandes sociedades de advogados, há claramente um grande desfasamento entre homens e mulheres”, observa. Ainda assim, a profissional admite que este era um cenário ainda mais presente quando iniciou a carreira e que é “uma tendência que se tem esbatido” com o tempo.
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“Nem se percebe esta pirâmide invertida quando, desde já há alguns anos, há muito mais mulheres licenciadas em Direito a sair das universidades e com médias mais altas”, aponta. De facto, os números vertidos na base de dados da Pordata confirmam que existiam, em 2021, mais alunas inscritas (59,8%) em cursos de ensino superior nas áreas de Ciências Sociais, Comércio e Direito do que alunos. Contudo, e apesar de dizer existir ainda trabalho a fazer nesta matéria, Marta Azevedo considera ter estado sempre, a nível profissional, à margem da discriminação por género. “Nunca senti nenhum tipo de barreira por ser mulher. Todo o meu percurso foi feito sem qualquer tipo de discriminação”, afirma.
Porém, a advogada admite que esta não seja uma realidade comum a todas as mulheres.
“Ainda há estudos que revelam que precisaríamos de mais de 100 anos para atingir a igualdade de género”, refere, reforçando a importância de “capacitar as mulheres a atingirem lugares de topo”. Foi, aliás, essa uma das razões que a levou a participar na primeira edição do projeto Promova, criado pela CIP com a Nova SBE, para a formação de líderes no feminino. “Este projeto está alicerçado em três grandes eixos: a capacitação e reforço de competências; o networking que nos permite conhecer grandes mulheres; e a consciencialização das organizações e da sociedade em geral para este tema”, descreve. A nível individual, Marta Azevedo diz ter sido uma experiência “muito importante” que a deixou mais bem preparada para assumir o desafio lançado pela Sonae MC, em março, para assumir o cargo de diretora jurídica. O programa de desenvolvimento pessoal e profissional tem atualmente as inscrições abertas para a sua terceira edição.
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Em casa, a especialista em Direito Laboral procura incutir valores de igualdade e respeito pelo outro aos seus três filhos, duas raparigas e um rapaz. “Falava muito com elas sobre o curso e elas não conseguiam perceber como é que dizia haver mais homens em lugares de topo quando na escola as meninas são as melhores alunas”, recorda. Inverter a pirâmide no mercado de trabalho é, por isso, essencial e para isso será fundamental “mudar consciências e comportamentos” culturais. “Acredito bastante nesta juventude porque cresceu com outros ideais, com acesso a informação imediata, questionam-se sobre o porquê de as mulheres não terem o mesmo acesso”, afirma.
A transformação cultural é, acredita, lenta, mas acabará por acontecer se todos contribuírem. Do ponto de vista das vantagens, além da garantia de igualdade de oportunidades, Marta Azevedo diz que ter “cada vez mais mulheres como juiz vai, claramente, influenciar a forma como determinadas temáticas são analisadas e abordadas” e que esta “riqueza” trazida pela diversidade é essencial para as empresas e para a sociedade.

O compromisso é assumido pela Sonae MC e trabalhado ano após ano, com os resultados e novas metas a serem publicamente anunciados pela empresa. No relatório sobre os números de 2020, verifica-se que as colaboradoras estavam em clara maioria (66%) nos cargos operacionais – facto explicado também por haver maior número de mulheres nas lojas de retalho que gere – e ainda em minoria nas posições de gestão (36%), apesar da evolução positiva face ao ano anterior. Ainda assim, atesta Marta Azevedo, que acumula as funções de diretora jurídica com as responsabilidades do departamento de relações laborais, “é uma empresa que tem uma estratégia clara para a diversidade e inclusão” nas suas várias vertentes – desde o género à deficiência, passando pela nacionalidade ou questões geracionais. “Não foi por acaso que a Sonae assumiu o compromisso de ter 40% de mulheres em cargos de liderança até 2023”, sublinha.
Para garantir esse equilíbrio, a organização aposta em medidas de conciliação entre vida pessoal e profissional, no tempo concedido a pais e mães para cuidarem dos seus recém-nascidos, mas também na política de contratação. Neste campo, os números mostram que em 2020 houve uma distribuição de 44% de mulheres em cargos de gestão (em 2019, tinham sido apenas 26%) e 61% em posições operacionais. “O papel da mulher aqui é muito importante”, conclui.

Com o apoio CIP/CGD/Fidelidade/Luz Saúde/Randstad

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11 expressões racistas contra pessoas asiáticas para você riscar do seu vocabulário – Hypeness

Desde o início de 2020, a pandemia de covid-19 escancarou a necessidade de debatermos sobre o racismo e a xenofobia contra pessoas amarelas — nativos ou descendentes de povos do leste da Ásia, como japoneses, chineses, coreanos e taiwaneses. Inúmeros casos de asiáticos sendo agredidos, maltratados e chamados de “corona vírus” nas ruas de todo o mundo vieram à tona, inclusive no Brasil, denunciando o preconceito ainda enraizado em nossa sociedade.
Por esse motivo, listamos onze termos de cunho discriminatório usados para se referir a pessoas amarelas que não devem ser ditos em hipótese alguma.
Como coronavírus expõe racismo e xenofobia contra orientais no Brasil
Mulheres asiáticas protestam no movimento #StopAsianHate.
Por mais óbvio que seja, ainda é preciso deixar claro que não, asiáticos não são todos iguais. Afirmar isso é a mesma coisa que apagar a identidade, a individualidade e os traços de personalidade de uma pessoa amarela. Além de ignorar a existência de mais de uma etnia e do fato de a Ásia ser um continente, e não um país único e homogêneo.
Utilizar termos como “xing ling” e “japa” para se referir a amarelos é o mesmo que dizer que todos eles são da mesma etnia asiática e que essa mesma etnia é a japonesa, respectivamente. Ainda que uma pessoa realmente seja descendente de japoneses, chamá-la dessa forma é ignorar seu nome e individualidade.
Ele desenhou os motivos pelos quais não devemos chamar asiáticos de ‘japa’ e dizer que são todos iguais
Essa expressão, geralmente dita em forma de piada, é na verdade preconceituosa, podendo se encaixar dentro do conceito de “racismo recreativo”. De acordo com o professor Adilson Moreira, esse tipo de racismo utiliza um suposto bom humor como desculpa para ofender aqueles que não fazem parte do padrão estético e intelectual pertencente à branquitude.
As três expressões são usadas em situações escolares e acadêmicas, principalmente na época de vestibular em que estudantes competem por vagas na universidade. Elas transmitem a ideia de que asiáticos são excelentes alunos apenas por serem asiáticos e que esse é o motivo pelo qual ingressam facilmente na faculdade.
A crença nessa super inteligência é um dos principais estereótipos que compõem a minoria modelo, que descreve pessoas amarelas como estudiosas, gentis, dedicadas e passivas. O conceito foi criado e disseminado a partir da década de 1920 pelos Estados Unidos, interessado em despertar o sentimento coletivo de que a imigração japonesa aderiu com sucesso ao sonho americano. Esse discurso foi importado para o Brasil na intenção de fortalecer o preconceito contra as demais minorias, como os negros e os indígenas.
A ideia de minoria modelo reforça ainda mais os estereótipos em torno de pessoas amarelas.
A ideia da minoria modelo é problemática porque, ao mesmo tempo em que desconsidera a individualidade das pessoas amarelas e as pressiona a ter um comportamento específico, se baseia na meritocracia e no pensamento de que tudo é possível se você se esforçar. Ela ignora a herança cultural de países como China e Japão, lugares em que o acesso à educação de qualidade é incentivado pelos próprios governos. Quando esses povos migraram para o Brasil, levaram junto a valorização do estudo e a passaram de geração em geração.
O que parece ser um estereótipo positivo para os amarelos é mais uma forma de limitá-los sem que tenham qualquer controle sobre isso, além de reforçar estereótipos negativos sobre outros grupos étnicos. Para uma minoria ser modelo, ela precisa ser comparada a outras, principalmente a negra e a indígena. É como se a branquitude dissesse que os asiáticos são a minoria que ela gosta, a minoria “que deu certo”.
Twitter: thread reúne falas racistas contra amarelos para você nunca mais usar
É importante lembrar que amarelos só servem de minoria modelo para brancos quando correspondem aos estereótipos esperados deles. Um exemplo são as falas do presidente Jair Bolsonaro. Depois de inferiorizar o povo negro ao compará-lo ao asiático em 2017 (“Alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Porque é uma raça que tem vergonha na cara”), atacou a jornalista Thaís Oyama por ter escrito um livro que criticava seu governo três anos depois (“Esse é o livro daquela japonesa, que não sei o que faz no Brasil”).
Assim como a declaração de Bolsonaro sobre Oyama, essa expressão também é xenofóbica. Ela sugere que pessoas de origem asiática, incluindo as que nasceram e foram criadas no Brasil, sempre serão vistas como estrangeiras e como algum tipo de ameaça ao país. Assim, por não pertencerem à cultura daqui, deveriam ir embora. Esse pensamento explica principalmente a falta de representatividade amarela na mídia brasileira. 
Apenas 1% dos personagens de livros infantis são negros ou asiáticos
“Asiáticos não são vírus. Racismo é.”
Essa é uma expressão xenofóbica muito comum utilizada para debochar do sotaque e da forma que imigrantes asiáticos falam. Dita em tom de piada, ela diminui um grupo de indivíduos que historicamente luta para se encaixar em uma cultura e se adaptar a uma língua que não são as dele. 
Pessoas não amarelas costumam usar essa expressão para dizer que a fala de alguém é incompreensível. Mas, pensando bem, o chinês (no caso, o mandarim) realmente é mais difícil do que russo ou alemão para o brasileiro? Com certeza não. Todas essas línguas são igualmente distantes do português falado aqui, portanto, por que só o mandarim é tido como ininteligível?
Sunisa Lee: norte-americana de ascendência asiática leva ouro e responde xenofobia com união
Essa fala parece inofensiva, mas está diretamente ligada a “Yellow Fever”, termo que descreve a fetichização dos corpos de mulheres e homens amarelos. Ambos são percebidos como femininos e exóticos demais em comparação ao padrão do homem branco.
As mulheres asiáticas são vistas como gueixas, submissas, tímidas e delicadas graças ao histórico de servidão sexual pelo qual foram obrigadas a passar por parte do exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Enquanto isso, os homens sofrem com o apagamento de sua masculinidade, sendo ridicularizados por supostamente terem o órgão sexual pequeno.
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Foto 1: Dia Dipasupil/Getty Images

Foto 2: Ketut Subiyanto/Pexels

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ONU alerta para cruzamento entre racismo e desigualdade de género – Público

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, diz que xenofobia, misoginia, conspirações odiosas, supremacia branca e ideologias neonazis estão em crescimento.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, destacaram esta quarta-feira que o racismo e a desigualdade de género têm sobreposições e cruzamentos que denigrem a luta pela igualdade.
“São inconfundíveis as ligações entre racismo e desigualdade de género”, disse António Guterres, na reunião de alto nível para comemoração do 20.º aniversário da Declaração de Durban e Programa de Acção Contra o Racismo, na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.
O secretário-geral acrescentou que “alguns dos piores impactos” notam-se especialmente “nas sobreposições e cruzamentos da discriminação sofrida por mulheres de comunidades racializadas e grupos minoritários”.
“Quem usa este processo”, o das discriminações, preconceitos, racismo e discurso de ódio, salientou Guterres, “só denigre a nossa luta essencial” contra o racismo e pelos direitos humanos.
No contexto da actual pandemia de covid-19, o secretário-geral da ONU destacou ainda que a taxa de mortalidade pode ser três vezes maior para os grupos marginalizados e que “mulheres de grupos minoritários costumam ser as que estão em pior situação”.
As mulheres de grupos marginalizados “enfrentam uma escalada da violência baseada em género, perdem empregos e oportunidades educacionais em maior número do que qualquer outra pessoa e são as que menos beneficiam de estímulos fiscais”, frisou.
“De violações flagrantes a transgressões crescentes, os direitos humanos estão sob ataque”, declarou ainda Guterres, após indicar que a xenofobia, misoginia, conspirações odiosas, supremacia branca e ideologias neonazis estão em crescimento.
Na visão do líder da ONU, organização com 193 Estados-membros, “o racismo e a discriminação racial ainda permeiam instituições, estruturas sociais e a vida quotidiana em cada sociedade”.
Segundo António Guterres, “nenhum país pode reivindicar estar livre disso”, porque ainda existem “desequilíbrios de poder enraizados em domínio colonial, escravidão e exploração” e é imprescindível que todos reconheçam “a ressonância contemporânea de crimes passados que continuam a assombrar” o presente, “os traumas persistentes e o sofrimento transgeracional”.
A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet destacou, por vídeo, as manifestações “múltiplas e interseccionais” da discriminação racial.
“A mulher que é migrante, que é uma pessoa de ascendência africana e que é pobre enfrenta formas múltiplas e interseccionais de discriminação”, declarou a antiga Presidente do Chile. Para a responsável, trata-se de uma “negação histórica da humanidade” de milhões de pessoas que continuam a sofrer com o racismo.
Os esforços para terminar com o racismo, salientou Bachelet, têm de ir para lá do simbolismo e têm de oferecer medidas, mecanismos e instrumentos precisos.
As “reparações” pela escravatura e exploração de seres humanos de todas as origens e religiões, como afro-descendentes, indígenas ou de religião muçulmana, têm de incluir medidas de restituição ou “pagamentos de dívidas”, reabilitação, pedidos de perdão claros e garantias de que não vai haver repetição de actos desumanos.
A Declaração de Durban e Programa de Acção Contra o Racismo, adoptados há 20 anos em Durban, cidade da África do Sul, são considerados planos da ONU para “combater eficazmente o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e a intolerância”.
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Mais de 4 mil trabalhadores processam Tesla por discriminação racial – Economia

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Mais de 4 mil funcionários e ex-funcionários negros da Tesla, empresa automobilística da qual o bilionário Elon Musk, atual dono do Twitter, é CEO, processam a companhia por discriminação racial. É o maior caso deste tipo já registrado no Departamento de Emprego e Habitação da Califórnia, nos Estados Unidos. As informações são do  Los Angeles Times.

Segundo a reportagem, os trabalhadores da fábrica da Tesla em Fremont, Califórnia, ouviam frequentemente insultos racistas, eram segregados, recebiam tarefas mais difíceis e tinham mais dificuldade em serem promovidos.

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Uma ex-funcionária da empresa se queixou do trabalho exaustivo e contou ao jornal que recebeu uma função que antes era exercida por quatro homens para fazer sozinha e que, quando reclamou, ouviu de sua chefe: “Faça o trabalho ou perca seu emprego”.
A mulher também disse que colegas brancos e latinos se digiriam a ela utilizando termos ofensivos, enquanto os asiáticos faziam “piadas de frango”, um esteriótipo sobre negros americanos. Segundo ela, as ofensas raciais “eram a norma, a tradição de Tesla”.

Ainda de acordo com o relato da ex-funcionária, os empregados negros ocupavam a “área mais desagradável e desconfortável” da fábrica. A mulher acredita que a companhia de Elon Musk promove uma “escravidão moderna”.
A trabalhadora relatou ainda que Musk costumava passar em frente à fábrica “com sua comitiva” e que, nesses momentos, os colegas latinos eram deixados na frente enquanto os trabalhadores negros eram transferidos para os fundos. “Eles não queriam um rosto negro lá em cima”, afirmou.
Ela apresentou uma queixa de assédio racial e discriminação ao RH da companhia. Após a reclamação, disse que não foi mais assediada, e que sua chefe foi demitida. Mais tarde, porém, encontrou a antiga superior trabalhando em outra função na fábrica.
Um ano depois, após um erro que desligou uma linha de montagem por 15 minutos, a ex-funcionária foi demitida da Tesla. Enquanto isso, outro funcionário que havia cometido um erro parecido foi mantido na empresa, apesar de ter causado uma inundação que desligou uma linha por horas, segundo ela.
Outra mulher que trabalhava na Tesla ecoou críticas parecidas ao Los Angeles Times.  Disse que frequentemente ouvia xingamentos racistas e homofóbicos de seus colegas.

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Após queixas ao RH, a ex-funcionária teria sido transferida para outras funções várias vezes. Em uma delas, afirmou que tinha que levantar 100 pacotes pesados por dia sozinha.
Durante o tempo de inatividade na fábrica, quando peças ou caminhões estavam atrasados ​​e o trabalho na linha diminuía, apenas os trabalhadores negros eram obrigados a fazer “limpeza geral”, disse ela, ficando de joelhos para esfregar o chão e limpar as prateleiras, enquanto brancos e latinos eram autorizados a fazer pausas para descanso.
Ela saiu da Tesla em 2019. “Senti que fui forçada a sair”, afirmou.

Outro trabalhador negro também se queixou de discriminação racial dentro da Tesla. Contou que, no início, gostou de trabalhar lá e que, inclusive, acabou sendo promovido.
O homem contou que ouvia ofensas racistas sendo direcionadas aos funcionários negros. Em uma das vezes, ele e outros colegas foram chamados de “macacos” por um superior.

Mesmo promovido, suas ideias nunca eram levadas a sério, segundo ele.
Embora temesse ser demitido, o ex-funcionário denunciou os casos de racismo ao RH da empresa. 
Seu primeiro encontro correu bem, disse ele. Designaram para o seu departamento uma mulher que “parecia querer ajudar”. Mas na reunião seguinte, havia uma diferente que parecia menos preocupada. Chamado para conversar pela terceira vez, ele foi demitido.
Ao Los Angeles Times,  a Tesla contestou os relatos dos três ex-funcionários e alegou que eles não teriam feito reclamações à empresa sobre os episódios de racismo.
“A raça não tem nenhum papel em nenhuma das divisões de trabalho, promoções, remuneração ou disciplina da Tesla”, disseram os advogados da empresa em comunicado. “A Tesla proíbe a discriminação, de qualquer forma”.
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Questionário para heterossexuais. Como a promoção de uma atitude crítica em relação à discriminação homosse… – Polígrafo

Se nos últimos dias fez scroll no Facebook ou no Twitter, é provável que tenha sido confrontado com um “Questionário para Heterossexuais“, destinado a alunos do 3º ciclo, que contém questões como: “O que é que achas que causou a tua heterossexualidade?”; “Quando é que decidiste que eras heterossexual?”; “É possível que a heterossexualidade seja apenas uma fase que passe quando cresceres mais um pouco?”; “É possível que sejas heterossexual por sentires medo de pessoas do mesmo sexo que o teu?”
Se esteve ainda mais atento, terá percebido que as perguntas se assemelham às que são muitas vezes dirigidas a pessoas homossexuais. Basta substituir a palavra “heterossexualidade” e a questão tornar-se-á bastante familiar: “Se a heterossexualidade é normal porque é que existem tantos doentes mentais heterossexuais?”; “Porque é que tens de ‘anunciar a todos’ a tua heterossexualidade?”; “Não podes apenas ser quem és sem falares muito sobre isso?”; “A maioria dos abusadores de menores é heterossexual. Achas que é seguro expor as crianças a educadores heterossexuais?”; “O número de divórcios entre pessoas heterossexuais é muito elevado. Porque é que as relações amorosas entre pessoas heterossexuais são tão instáveis?”
Por outro lado, se o que viu foi uma imagem do questionário, um recorte com o nome das autoras e o logótipo do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, descritos como um “ato criminoso de doutrinação que viola a nossa Constituição” ou até como uma “guerra” ou um “ataque”, então pode mesmo ter uma visão deturpada dos factos e daquele que era realmente o objetivo das oito perguntas em causa.
Mas não se preocupe, não é o único: “Inadmissível. Nas escolas para crianças. Querem confundi-las. Tenham cuidado pais, supervisionem o mais possível”; “Este caderno distribuído pelo Ministério da Educação a crianças de 12 a 14 anos tem, na sua página 97, este lindo questionário que todos os pais têm de ler. Isto é hoje o ‘ensino’ nas escolas. Um autêntico ato criminoso de doutrinação que viola a nossa Constituição (mais um) e que tenta passar pelos pingos da chuva com o todo o apoio do Estado. Isto é um ataque às nossas crianças. Isto sim é o tipo de guerra que te devia preocupar.”
Estas publicações, divulgadas nas redes sociais na última semana, levaram a que fossem colocadas várias questões sobre o conteúdo e respetivo contexto daquele exercício, promovido por entidades estatais e cujo objetivo seria promover a inclusão da educação social nos projetos educativos. O Polígrafo contactou o Programa Regional de Educação Sexual em Saúde Escolar (PRESSE) e a entidade por ele responsável, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte), que começa por afirmar que este projeto foi iniciado no ano letivo de 2008 e 2009.
O objetivo? “Promover o trabalho conjunto entre profissionais de saúde escolar e professores/as, desenvolvido de uma forma estruturada e sustentada”, de forma a facilitar a implementação da Lei n.º 60/2009 de 06/08, que estabelece que “a educação sexual é objeto de inclusão obrigatória nos projetos educativos dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, nos moldes definidos pelo respetivo conselho geral, ouvidas as associações de estudantes, as associações de pais e os professores”.
“Tendo sido identificada como uma necessidade”, explica ao Polígrafo a ARS Norte, “têm vindo a ser elaborados materiais pedagógicos, seguindo orientações técnicas, também internacionais, com enfoque na evidência científica, como as mais recentes da UNESCO, para a Educação Integral da Sexualidade”.
Naturalmente, esclarece a mesma fonte, desde o início do PRESSE que os materiais produzidos “vão sendo atualizados/adaptados”, não só ao nível dos conteúdos, “de acordo com a evidência científica”, mas também na sua forma, “tentando acompanhar a inovação tecnológica”.
A entidade responsável pelo programa garante que tem existido uma “total recetividade para aceitar sugestões e críticas dos diversos elementos da comunidade educativa”, já que são também eles parte interessada em promover a saúde sexual dos alunos das escolas da região Norte. “Tem sido muito relevante para o grupo ter esta resposta local, pois os materiais são produzidos e sugeridos a partir de uma perspectiva regional, no entanto, como dinâmicos e flexíveis que são, podem ser ajustados às sugestões apresentadas pelos diversos intervenientes no terreno, fruto da sua análise e aplicação”.
Foi neste sentido que, no ano de 2014, o grupo entendeu por bem alterar a atividade relativa ao “Questionário para Heterossexuais”, uma vez que se verificou que esta foi “percepcionada de uma forma diferente daquela que o grupo de trabalho pretendia”, isto é, ao invés de questionar a orientação sexual, “promover uma atitude crítica em relação às representações sociais discriminatórias referentes à homossexualidade”.
Ora, na página que se segue à do questionário em causa, e que foi omitida das publicações nas redes sociais, surgem quatro questões “para discussão” que desvendam o verdadeiro objetivo da atividade. São elas: “Achaste as questões difíceis de responder? Alguma delas foi mais difícil? Qual e porquê?”; “Como é que estas perguntas te fizeram sentir?”; “O que é que diz da nossa sociedade perguntas como estas serem feitas com frequência a homossexuais e bissexuais?“; “O que é que achas que podes fazer no futuro, se ouvires perguntas destas a serem novamente realizadas a homossexuais e a bissexuais?”
Desta forma, estaria a ser promovido “um debate sobre a percepção de que são apresentadas a homossexuais e bissexuais questões de quase impossível resposta, baseadas em estereótipos”. Exemplos de atividades semelhantes surgem nas páginas seguintes, onde se questiona se “as mulheres percebem de futebol” ou se pretende “reconhecer as diferenças de orientação sexual e a importância da não discriminação“.
Além de ter sido, ao nível do conteúdo, totalmente descontextualizado, há ainda que alertar para o facto de esta atividade não integrar os atuais materiais pedagógicos oficiais do PRESSE, “pelo que não deverá ser utilizada no âmbito da implementação” deste programa, recomenda a ARS Norte, que lembra que o caderno continua a estar disponível apenas porque foi divulgado através da Internet, mesmo que tenha “deixado de fazer parte dos materiais recomendados pelo PRESSE”
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Rússia acusa Ucrânia de "xenofobia e nazismo" por causa de receita de sopa – Jornal de Notícias

A ucraniana Inna Ilinskaya prepara um borscht num campo de refugiados na República Checa
Foto: Michal Cizek / AFP
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, acusou a Ucrânia de “xenofobia, nazismo e extremismo”. Em causa uma sopa de beterraba, típica no Leste da Europa, e que há dois anos ferve em lume brando nas relações entre os dois países.
A polémica sobre a identidade do borscht, uma sopa à base de beterraba muito apreciada em países do Leste da Europa, não é de agora. Mas o caso sobe de tom quando a Rússia está em guerra com a Ucrânia e a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, acusa Kiev de “xenofobia, nazismo e extremismo”, alegando que os ucranianos não querem partilhar a receita.
Ucrânia. Alerta sobre “batalha final” em Mariupol era falso, diz Autarquia
Reportagem na Ucrânia. Viúva de Serguiy: “Tinha uma rajada de metralhadora nas costas”
A autoria da famosa e típica sopa à base de beterraba foi acrescentada à ementa da tensão entre Rússia e Ucrânia em 2019. “Um clássico intemporal, #Borscht é um dos mais famosos e amados pratos da Rússia e um símbolo da cozinha tradicional”, escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, na conta oficial do Twitter, há três anos, conta a BBC.
Um ano depois, para abreviar tudo o que foi dito e escrito de permeio, um chef ucraniano, Levgen Klopotenko, anunciou que ira propor à UNESCO, com o apoio do Ministério da Cultura e do Parlamento da Ucrânia, a elevação do borscht ucraniano a Património Imaterial da Humanidade, noticiou o “New York Times”. Uma proposta que seria entregue em 2021, sem que haja, que se saiba, qualquer decisão tomada.
A sopa volta a ser notícia, agora, quando os dois países estão em guerra e há milhões de refugiados e milhares de mortos. Além de uma sibilina ameaça nuclear a pairar como a espada de Dâmocles sobre o Mundo. “Os ucranianos não querem partilhar borscht com ninguém”, disse Maria Zakharova, sublinhando que a famosa e disputada sopa “não deve pertencer a uma nação”.
Numa conferência de imprensa em que voltou a acusar os ucranianos de encenar as imagens de civis executados em Bucha ou mortos por mísseis em Kramatorsk, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Rússia deitou mais lenha para a fogueira. “Os ucranianos baniram tudo o que tem ligação com a etnicidade e com a cultura nacional. Até livros de culinária”, acusou.
“E que tal fazer o borscht algo global? Para que todas as cidades, regiões e donas de casa possam fazer à sua maneira?”. Zakharova respondeu à própria pergunta. “Os ucranianos não querem fazer compromissos”, disse a porta-voz do MNE russo, aumentando o lume. “É uma forma de xenofobia, nazismo e extremismo”, acrescentou.
Se o caso não fosse tão sério, se não houvesse milhões de ucranianos com as vidas destruídas, centenas, talvez milhares, de mortos, abusos, crimes de guerra, era capaz de se poder pensar que está encontrada a explicação de Putin para a chamada “operação especial” na Ucrânia: quando falava em “desnazificar”, queria era uma receita de sopa.
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Obra Católica preocupada com aumento da narrativa da xenofobia nas redes sociais – Observador

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Siga o tópico Xenofobia e receba um alerta assim que um novo artigo é publicado.
Quanto à questão da xenofobia em Portugal, a responsável da OCPM frisou que "não chega só ter leis boas e favoráveis", mas "é preciso, realmente, que depois no terreno elas sejam implementadas".
Exclusivo assinantes: Ofereça artigos aos seus amigos.
"É aí [nas redes sociais] que nós sentimos mais a agressividade, a xenofobia", disse a responsável da OCPM
SASCHA STEINBACH/EPA
"É aí [nas redes sociais] que nós sentimos mais a agressividade, a xenofobia", disse a responsável da OCPM
SASCHA STEINBACH/EPA
A diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), Eugénia Quaresma, afirmou-se preocupada com o aumento da narrativa da xenofobia nas redes sociais.
“É aí [nas redes sociais] que nós sentimos mais a agressividade, a xenofobia”, disse Eugénia Quaresma.
A responsável da OCPM, organismo da Conferência Episcopal Portuguesa criado em 1962, prestava declarações à Lusa no âmbito da peregrinação do migrante e do refugiado ao Santuário de Fátima, integrada na peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de agosto, que esta quinta-feira tem início.
“No dia a dia, não é isso que sinto vulgarmente, mas nas redes sociais, sim, oiço, sim, vejo”, destacou Eugénia Quaresma, adiantando: “Cada vez que nós vemos aquelas notícias dos barcos dos migrantes no Mediterrâneo, cada vez que se fala na questão de acolher estas pessoas que vêm de forma desesperada, há uma série de comentários que ainda nos incomoda”.
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Para a diretora da OCPM desde 2014, é preciso “descobrir uma forma de desconstruir esta visão mais agressiva, mais negativa, mais xenófoba que discorre nas redes sociais”.
“Como é que nós podemos ir combatendo isto de uma forma positiva e como é que podemos ter a certeza de que a nível educativo também estamos a fazer alguma coisa?”, questionou.
Eugénia Quaresma defendeu a necessidade de introduzir esta questão nos sistemas educativos: “Esta consciência de que precisamos todos uns dos outros, que estamos interligados, deste direito à mobilidade, deste acolhimento que passa também de colega a colega”.
A diretor da OCPM manifestou ainda preocupação com “a xenofobia e discriminação que em Portugal atingem os portugueses ciganos” e “a violência em bairros periféricos na zona de Lisboa, onde vivem maioritariamente cidadãos migrantes”.
Por outro lado, referiu a dificuldade de alguns serviços do Estado cumprirem com determinações legais.
Plano de Combate ao Racismo teve apoio de grande maioria na consulta pública

“Só para dar um exemplo: saiu a diretiva durante o confinamento de que todos os migrantes tinham acesso aos serviços de saúde. Nós encontramos em alguns locais alguns centros de saúde que não atribuem o número aos cidadãos migrantes para que eles possam aceder cuidados de saúde”, alertou.
Considerando esta “uma medida importante”, a responsável da OCPM frisou que “não chega só ter leis boas e favoráveis”, mas “é preciso, realmente, que depois no terreno elas sejam implementadas”.
Eugénia Quaresma adiantou que a OCPM quer criar uma base de dados para conhecer quais são as instituições, católicas e não católicas, que apoiam migrantes e refugiados, para articular o trabalho em rede e dar uma melhor resposta a estes cidadãos.
A peregrinação do migrante e do refugiado é o momento mais aguardado da Semana Nacional de Migrações, que começou dia 8 e termina no domingo.
Esta semana, além da peregrinação, inclui apenas, devido à pandemia, o pedido para lembrar os migrantes e refugiados nas missas, e no dia 15, numa jornada de solidariedade, os ofertórios das missas revertem para o Secretariado Nacional da Mobilidade Humana.
O arcebispo do Luxemburgo, o cardeal Jean-Claude Hollerich, preside à peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de agosto.
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Empresa angolana acusa Câmara da Póvoa de Varzim de "racismo" – Observador

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Em causa está um pedido indemnização, de 13,2 milhões de euros, reclamado, na Justiça, pela empresa PEC – Projetos, Consultoria e Investimento, com sede em Angola.
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A empresa continua a manifestar "vontade para dialogar com o município" mostrando esperança "numa solução consensual"
ESTELA SILVA/LUSA
A empresa continua a manifestar "vontade para dialogar com o município" mostrando esperança "numa solução consensual"
ESTELA SILVA/LUSA
Uma empresa angolana acusou a Câmara da Póvoa de Varzim, do distrito do Porto, de “racismo e xenofobia institucional” num diferendo sobre a construção de um projeto imobiliário, nos terrenos do Clube Desportivo da Póvoa (CDP).
Em causa está um pedido indemnização, de 13,2 milhões de euros, reclamado, na Justiça, pela empresa PEC – Projetos, Consultoria e Investimento, com sede em Angola, por alegadamente a autarquia poveira não ter possibilitado a construção de um empreendimento residencial nos terrenos do clube, junto à costa, para o qual tinha um contrato-promessa com o CDP.
“A PEC procurou apresentar a sua vontade de investimento na cidade e dialogar diretamente com o presidente da Câmara, desde janeiro de 2018, tendo sido expressamente rejeitado pelo mesmo, de forma insultuosa, colocando nosso ofício de apresentação na comunicação social, de forma jocosa e injustificadamente insultuosa”, pode ler-se num comunicado da empresa.
No documento, assinado por António Castro Vide, da gerência da PEC, o responsável disse que “nunca em 40 anos de atividade académica e empresarial em vários continentes” sentiu “tal confrontação gratuita que revela contornos de racismo e xenofobia institucional”.
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“A PEC viu-se forçada a avançar para tribunal, contra a sua vontade, em julho de 2021, uma vez que os direitos que lhe advinham do contrato promessa assinado com o CDP prescreviam nessa altura. A empresa tudo fez para chegar ao diálogo com o município, sem sucesso, face a uma conduta totalmente avessa ao diálogo, baseada no abuso do autoritarismo do presidente da Câmara”, pode ler-se no mesmo texto.
Ainda assim, a empresa continua a manifestar “vontade para dialogar com o município” mostrando esperança “numa solução consensual”.
Confrontado pela Lusa sobre o teor do comunicado da empresa PEC, o presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, escusou-se a fazer comentários, lembrando apenas que esta quinta-feira o Clube Desportivo da Póvoa vai a votos para eleger novos órgãos sociais.
À conta deste imbróglio, o clube viu a autarquia suspender os habituais apoios anuais no âmbito do desporto de formação.
Recorde-se que os terrenos do CDP, onde a empresa PEC teria acordado a construção do empreendimento, situam-se na Zona E52 do Plano de Pormenor da cidade, que foi suspenso em 2018, impossibilitando a edificação no local.
A área continuará destinada a acolher os equipamentos desportivos do CDP e também do Varzim Sport Clube, contemplando, ainda, a reconversão da praça de touros num pavilhão multiusos e a construção de uma alameda.
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Chega quer lugar na comissão contra a discriminação racial (que propôs extinguir) para “discutir” o racismo – Público

Parlamento vai indicar representantes para diversas entidades. Gabriel Mithá Ribeiro vai integrar comissão que já multou André Ventura por uso de discurso de ódio.
O deputado e vice-presidente do Chega Gabriel Mithá Ribeiro quer integrar a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (que o partido propôs extinguir em 2020) para fomentar um “debate frontal sobre a questão racial” e contrariar a existência de um “pensamento único” sobre o fenómeno.

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