GNR identificou adepto que insultou jovem negro durante jogo de futsal – Jornal de Notícias

GNR identificou adepto que insultou jovem negro durante jogo de futsal
Foto: Pieter Stam de Jonge / ANP / AFP
Insultos racistas levaram a que árbitro terminasse com jogo de juniores, em Arcozelo, Vila Nova de Gaia. Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial não sancionou, em 2021, infrações em recintos desportivos
A GNR já identificou o adepto que, na tarde do último domingo, proferiu insultos racistas contra um guarda-redes, durante um jogo de juniores de futsal. O agressor, com 50 anos, será alvo de um auto de notícia e poderá ser condenado ao pagamento de uma coima no âmbito do regime jurídico da prevenção, proibição e do combate à discriminação em razão da origem racial e étnica, cor, nacionalidade, ascendência e território de origem. No âmbito desta lei, a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR) condenou três pessoas, em 2020, pela prática de atos de racismo nos espetáculos desportivos. No ano passado, não foi emitida qualquer coima ou admoestação.
Desporto. Regresso dos adeptos faz aumentar casos de racismo no futebol
Como o JN avançou na edição em papel desta segunda-feira, insultos racistas a um guarda-redes levaram o árbitro a terminar um jogo de futsal de juniores. O desafio, disputado no Pavilhão Municipal de Arcozelo, em Vila Nova de Gaia, contava para a Divisão de Honra do Campeonato Distrital de Juniores e, aos 11 minutos da segunda parte, o Arcozelo vencia por 1-0 o Miramar Império.
Nessa altura, um adepto da equipa da casa insultou o jovem guarda-redes adversário. “Preto, vai para Angola” e “vai para a tua terra” foram algumas das frases proferidas e ouvidas pelo árbitro que, de imediato, interrompeu o jogo. Também comunicou o sucedido aos militares da GNR que se encontravam no pavilhão e daria o encontro por terminado, depois do Miramar Império, clube do guarda-redes insultado, ter recusado continuar em campo.
Os guardas tentaram, nos instantes seguintes, localizar o agressor. Mas, apesar de este se encontrar no meio de um grupo de adeptos, ninguém soube identificá-lo. Só quando as equipas já abandonavam o pavilhão é que um pai de um atleta do Arcozelo indicou, à GNR, uma identificação.
Na posse dessa informação, a GNR identificou formalmente, já nesta segunda-feira, o agressor e elaborou o respetivo auto de notícia e o relatório que será enviado, como a lei obriga, à CICDR.
Atos de racismo no desporto valeram 28 condenações
Esta entidade sancionou, desde 2017, 28 casos de discriminação em razão da origem racial e étnica, cor, nacionalidade, ascendência e território de origem. Treze deles verificaram-se em recintos desportivos e envolveram “expressões proferidas por um espetador durante um jogo de futebol dirigidas a jogadores da equipa visitante insultuosas e ofensivas em razão da cor da pele” ou a “prática de atos de racismo nos espetáculos desportivos em razão da cor da pele”.
Sem registo de sanções no ano passado, a CICDR condenou, em 2020, duas pessoas pela “prática de atos de racismo nos espetáculos desportivos em razão da cor da pele”. Uma delas teve de pagar uma coima de 500 euros e a outra de 1000 euros. Ambos ficaram, ainda, proibidos de entrar em recintos desportivos.
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