Direito de resposta de Francisco Aguilar – Jornal i

por Francisco Aguilar

Direito de resposta de Francisco Aguilar à entrevista a Paula Vaz Freire intitulada: «Há docentes da faculdade que são casados com pessoas que foram suas alunas»
1.º Na sequência de um texto de Maria Moreira Rato intitulado «Após casos de violência na UMinho, 31 professores da FDUL são denunciados por assédio e discriminação» e subintitulado «Foram rececionadas 29 queixas de assédio moral e 22 de assédio sexual, entre outras. A última polémica semelhante aconteceu em Dezembro de 2021, quando os casos de violência na Universidade do Minho vieram a público e foi criado um Grupo de Missão para a Elaboração de Orientações de Prevenção e Combate ao Assédio» (https://sol.sapo.pt/artigo/766797/apos-casos-de-viol-ncia-na-uminho-31-professores-da-fdul-sao-denunciados-por-assedio-e-discriminacao), que foi publicado on-line no jornal «Nascer do Sol» em 4 de Abril de 2022 – e relativamente ao qual, por força da associação aí efectuada entre a matéria de assédio e o meu pensamento e a minha pessoa, em 13 de Abril do mesmo ano, eu exerci o meu direito de resposta (https://sol.sapo.pt/artigo/768627/direito-de-resposta-de-francisco-aguilar?msclkid=6b88e041c01f11ec854ca51fbf97461b) –, na manhã do passado dia 8 de Abril de 2022 foi publicada na edição física do jornal “Inevitável” uma entrevista realizada pela mesma jornalista à Directora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (doravante F.D.U.L.) a qual viria por sua vez a ser intitulada «Há docentes da faculdade que são casados com pessoas que foram suas alunas» e subintitulada «A FDUL recebeu 70 denúncias de assédio e discriminação. 50 foram consideradas casos de assédio em contexto pedagógico», encontrando-se esta última, desde a mesma data, reproduzida na edição digital do “Nascer do Sol” (https://sol.sapo.pt/artigo/768222/ha-docentes-da-faculdade-que-sao-casados-com-pessoas-que-foram-suas-alunas).
2.º Da referida entrevista, e no meio da formulação de perguntas sobre os casos de assédio reportados, consta o seguinte trecho:
“Em setembro de 2020, o Público adiantava que o professor Francisco Aguilar havia feito observações polémicas, em programas curriculares das cadeiras de Direito Penal IV e Direito Processual III e num artigo numa revista jurídica, entre as quais uma comparação entre o feminismo e o nazismo.
Esse caso tem outro tipo de contornos e aquilo que aconteceu foi um processo disciplinar e a suspensão imediata do docente. A partir desse momento, deixou de dar aulas e o processo tem muita complexidade, sendo que ainda não está concluído. Aquilo que posso assegurar é que o professor Francisco Aguilar deixou de estar ao serviço da faculdade e em contacto com alunos.
Até porque terá tido um relacionamento amoroso com uma aluna.
Sim. E não sei até se não terá chegado a casar com a pessoa em questão. Seja como for, tiveram uma relação.
É comum os professores e professoras da FDUL envolverem-se com estudantes?
O que acontece, sobretudo, e nisso tem prevalecido o bom sendo, é o relacionamento com ex-alunos. Há docentes da faculdade que são casados com pessoas que foram suas alunas e, no geral, só me recordo de docentes do género masculino. E isto não é de estranhar porque as pessoas vão, muitas das vezes, trabalhar para escritórios de advogados onde estão os professores e conhecem-nos melhor. Todavia, não tenho conhecimento que tal aconteça entre professores e alunos, existindo essa relação de poder. Isto é diferente porque estamos a falar de adultos e noutro contexto, fora da faculdade e o docente não está a relacionar-se com o aluno e a avaliá-lo simultaneamente”.
3.º Ora, cumpre exercer o meu direito de resposta, por um lado, quanto às perguntas neste segmento formuladas e, por outro lado, quanto às respostas que nele são dadas:
3.1. Assim e no que respeita à formulação de perguntas – tanto sobre o meu pensamento como sobre uma situação pretérita, sobre a qual reitero a minha inocência, da minha vida – por definição estranhas à matéria desta entrevista de 8 de Abril de 2022, do que se trata é da continuação da perseguição à não-conformidade de pensamento e do assassinato profissional, social e económico que o maçonismo e o feminismo me dirigiram e aos quais Maria Moreira Rato se havia juntado no seu texto de 4 de Abril de 2022 (v., supra, 1.º).
Nestes termos, quanto ao aproveitamento do assunto do assédio na F.D.U.L. como pretexto para perseguição do meu pensamento e de difamação da minha pessoa, remeto, sem mais e explicitamente nos mesmos rigorosos termos, para o meu direito de resposta de 13 de Abril de 2022 (https://sol.sapo.pt/artigo/768627/direito-de-resposta-de-francisco-aguilar?msclkid=6b88e041c01f11ec854ca51fbf97461b).
3.2. Por sua vez, quanto às respostas de Paula Vaz Freire, Directora da F.D.U.L. importa esclarecer dois pontos muito importantes:
3.2.1. Afirma Paula Vaz Freire que “esse caso [o meu pensamento é um “caso”, segundo esta senhora] tem outro tipo de contornos e aquilo que aconteceu foi um processo disciplinar e a suspensão imediata do docente. A partir desse momento, deixou de dar aulas e o processo tem muita complexidade, sendo que ainda não está concluído. Aquilo que posso assegurar é que o professor Francisco Aguilar deixou de estar ao serviço da faculdade e em contacto com alunos”.
Ora, quais são “os contornos desse caso”?
Eles são nem mais nem menos do que, à uma, a censura que pela própria foi feita à não-conformidade do meu pensamento e, à duas, o meu extermínio académico.
Com o que a frase final dessa sua resposta – “Aquilo que posso assegurar é que o Professor Francisco Aguilar deixou de estar ao serviço da Faculdade e em contacto com alunos” – é particularmente clara e tristemente elucidativa da ausência de liberdade de pensamento.
Ausência de liberdade de pensamento, porque a mesma é perigosa.
Perigosa para o maçonismo e o feminismo do oligarquismo de democracia disfarçado, porquanto os mesmos receiam que, ao dissolver a burla do falso fundamento do Regime Novo e com ele do “conseguimento” pelo iluminismo da ilegítima e insidiosa escravatura da dissimulada obediência ao neo-feudalismo do Novo Regime, a libertação pela verdade “corrompa” a juventude.
Para os prostitutos dessas oligarquias estabelecidos na Academia das obediências maçónicas e da Opus dei da qual a F.D.U.L. constitui paradigma, o pensamento é um crime, porque constitui um perigo para o regime a demonstração das transmutações linguísticas implicadas pela iluminista burla pós-moderna da inversão da bússola epistemológica – et por cause axiológica – sob a mentirosa aparência da manutenção como norte do coevo crivo da verdade.
Daí que Paula Vaz Freire acalme os donos do regime daquilo com que podem continuar a contar: “Aquilo que posso assegurar é que o professor Francisco Aguilar deixou de estar ao serviço da faculdade e em contacto com alunos”. Podem, pois, ficar descansados que, menos do que escravos ou servos, os alunos continuarão a ser ensinados pelos “sérios” e “decentes” dissimulados e sigilosos sacerdotes do regime. Ensinados a ser o dopaminado gado do Build back better do Great reset do Governo de ocupação mundial das oligarquias do fabiano global-socialismo.
3.2.2. À pergunta, “Até porque terá tido um relacionamento amoroso com uma aluna” com o qual Maria Moreira Rato havia procurado manter uma ponte entre o meu pensamento e a factualidade da entrevista, responde a Directora da Faculdade “Sim. E não sei até se não terá chegado a casar com a pessoa em questão. Seja como for, tiveram uma relação”.
Sobre isto importa dizer que se espanta não apenas a resposta como o grau de assertividade de Paula Vaz Freire, uma vez que, aos termos da pergunta “terá tido”, a Directora da F.D.U.L. responde com o olimpicamente referido: “Sim. E não sei até se não terá chegado a casar com a pessoa em questão. Seja como for, tiveram uma relação”.
Ora, é grosseiramente falso que eu tenha tido um relacionamento com uma aluna que estava a avaliar, como tive oportunidade de, novamente e ad nauseam, esclarecer no meu anterior direito de resposta, designadamente quanto ao facto de se ter tratado de uma ex-aluna e da natureza da relação subjacente à burla amorosa que a mesma consubstanciou não poder ser considerada de amorosa (https://sol.sapo.pt/artigo/768627/direito-de-resposta-de-francisco-aguilar?msclkid=6b88e041c01f11ec854ca51fbf97461b).
Aquilo que se impõe agora esclarecer no conhecimento do público é o seguinte:
a) nem a Directora Paula Vaz Freire, com a qual não tenho nem nunca tive nenhuma relação de tipo pessoal, nem a F.D.U.L. tiveram qualquer tipo de conhecimento respectivamente pessoal ou institucional sobre a dita “relação” e respectiva natureza, termos em que Paula Vaz Freire fala sobre aquilo que não sabe;
b) Com essa resposta, a referida Directora não faz mais do que, em simultâneo:
b.1) à uma, desviar a atenção para a sua censura da não-conformidade do meu pensamento e para a sua perseguição e destruição académica e profissional da minha pessoa (sobre estes, v., supra, 3.2.1.);
b.2) e, à duas, branquear a pessoa da ex-aluna em causa na referida relação, o que faz no cumprimento de mais uma obscena encomenda implicada pela desavergonhada prossecução de interesses de Carlos Pinto de Abreu, que é:
b.2.1) um dos financiadores externos da F.D.U.L., com cujo escritório a dita Faculdade, quer pelo Professor Pedro Romano Martinez quer pela Professora Paula Vaz Freire, realizou diversos protocolos todas em momento posterior ao do início do processo em questão;
b.2.2) um dos esbirros das oligarquias do fabiano global-socialismo (ambientalismo, substituição populacional por “invasão legal”, etc.), designadamente do feminismo em cujo contexto já, através da A.P.A.V., o seu fantoche organizativo de intervenção social, publicamente pediu, em perseguição do meu pensamento, a proibição da minha leccionação;
b.2.3) o dito escritório mantém um recurso na Relação no dito processo;
b.2.1., b.2.2 e b.2.3) b.2.1., b.2.2. e b.2.3. que deste modo permitem, a título de muito singelo exemplo e se dúvidas houvessem, verificar o ponto a que chegam os conflitos de interesses na F.D.U.L..
Nestes termos, o signatário pede a V. Exa., nos termos do artigo 24.º, n.ºs 1 e 2, da Lei de Imprensa, que determine a publicação do presente direito de resposta nos mesmos locais (a edição impressa do Inevitável e a edição digital do Nascer do Sol, v., supra, título e ponto 1.º) e com o mesmo destaque nos termos da lei.
 
Lisboa, 21 de Abril de 2022,
Francisco Aguilar
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