Com Musk e acusações racistas à Tesla, Twitter pode virar mais um problema no Brasil; entenda – JC Online

Em fevereiro deste ano, o Departamento de Emprego Justo e Habitação da Califórnia (DFEH) foi instado a abrir uma investigação por discriminação racial sistemática e assédio na fábrica da Tesla
A compra do Twitter por Elon Musk tem deixado o mundo em polvorosa não só pelo o que está por vir numa das maiores redes sociais do mundo, mas também pelo passado que assombra os negócios de Musk e faz com que todos fiquem com um pé atrás em relação ao futuro do microblog. A Tesla, empresa de Musk que é líder do mercado de carros elétricos, fechou 2021 com um lucro líquido de 5,5 bilhões de dólares, mas começou 2022 imersa em denúncias de racismo por parte de funcionários da fábrica de Fremont, sobre casos ocorridos de 2015 a 2019. 

Em fevereiro deste ano, o Departamento de Emprego Justo e Habitação da Califórnia (DFEH) foi instado a abrir uma investigação por discriminação racial sistemática e assédio na fábrica da Tesla, a partir de denúncias de inúmeros funcionários. A Tesla, por sua vez,  diz que “opõe-se fortemente a todas as formas de discriminação e assédio e tem uma equipa dedicada de relações com os colaboradores que responde e investiga todas as reclamações”, mas essa não foi a primeira vez. 
No ano de 2017, a companhia enfrentou uma ação coletiva por racismo generalizado na fábrica. Em 2021 foi a vez de um júri decidir a favor de um ex-funcionário, que recebeu US$ 130 milhões em danos por conta de discriminação.

Já no início de 2022, antes mesmo das novas denúncias virem a público, a Justiça Federal da Califórnia também autorizou o pagamento de US$ 15 milhões a um ex-operador de elevador da Tesla em também um caso de preconceito racial. O valor foi bem menor do que o originalmente pedido na ação (US$ 137 milhões, segundo o jornal britânico The Guardian, mas a Justiça, ainda assim, reconheceu “amplas evidências de abuso racial” e o fracasso da Tesla em lidar com isso.
De acordo com a Tesla, nos últimos cinco anos, o DFEH foi solicitado em quase 50 ocasiões por indivíduos que “acreditaram ter sido discriminados ou assediados” para investigar a Tesla. Em todas, segundo comunicado da própria companhia, quando as investigações foram encerradas não sobraram registros de má conduta. Esqueceu-se dos casos citados acima, em que chegou-se à condenação. 

Mas o passado traz apenas indícios do que o já livre território do Twitter pode se tornar sem regramentos específicos que delimitem o bem-estar da comunidade e o respeito mútuo entre os usuários, dando voz àqueles que corroboram o declínio de democracias e das relações humanas em todo o mundo. 
Musk já se identifica como um “absolutista da livre expressão”, denotando o exagero em torno daquilo que considera livre arbítrio, lidando inclusive com figuras como o ex-presidente dos EUA Donald Trump, que mesmo com a cordialidade de Musk, já mostrou-se desinteressado num retorno à rede social. 
Mais do que Trump, o mundo ainda é um fértil terreno do que críticos apontam como figuras nanicas que usam as redes para projetar suas ideias . O Brasil detém a segunda maior base de usuários conectados do TT, e mudanças na rede afetam diretamente o já delicado potencial das redes por aqui. 
A empresa de Mídias Sociais Semiocast aponta que o Twitter já conta com mais de 500 milhões de usuários. 141 milhões, são dos Estados Unidos; e o Brasil ocupa o segundo lugar, com cerca de 41 milhões.
Musk já deixou claro em suas falas considerar o Twitter “de fato, uma praça pública” e querer brigar com quem seja para manter a rede assim, mas com bem menos escrúpulos. No Brasil, em praça pública, os negros, que foram citados no início deste texto criticando abusos na Tesla, já foram açoitados e havia uma boa parte da população que achava ser o correto ou era induzido a isso. 
Hoje, a informação vital à vida das pessoas está nas redes. Mas lá também estão tantas outras publicações que só destroem e precisam sempre ser passadas a limpo – o que pode vir a não acontecer. 
 
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