Jovem venezuelano é morto em São Paulo após briga por dívida de R$ 100; movimentos sociais repudiam xenofobia – GZH

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Rogério Alves vai aconselhar vitimas de assédio e discriminação da Faculdade de Direito da UL – TSF Online

Antigo bastonário foi indicado pela Ordem dos Advogados. Direção da faculdade nega atuação de professores para dissuadir denúncias.
Rogério Alves
© Sara Matos/Global Imagens
Rogério Alves é o profissional indicado pela Ordem dos Advogados para fazer aconselhamento a quem procurar o gabinete de apoio e aconselhamento jurídico para vítimas de abuso e descriminação.
Em comunicado, a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, anuncia que já iniciou o processo de contratação do psicólogo que vai apoiar os alunos que fizeram denúncias.
Como tinha sido recomendado pela ordem, vai ser usada a bolsa de profissionais da ordem.
O gabinete começa a funcionar na primeira quinzena de maio.
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Ainda no mesmo comunicado, a diretora da Faculdade afirma que “desconhece quaisquer desincentivos a denúncias feitos em aulas”, e garante que “todos sabem que os órgãos próprios da faculdade estão mobilizados e a organizar-se para apoiar as vítimas de assédio”.
Paula Vaz Freire insiste que a Faculdade “está empenhada no apuramento rigoroso dos factos”, investigando de modo exaustivo “denúncias de más práticas”, de modo “a contribuir para um bom ambiente de trabalho na Faculdade, a proteger os seus alunos e a reputação científica e pedagógica dos seus professores e assistentes”.
Desde o dia 18 de março, quando foi disponibilizado um endereço eletrónico para facilitar as denúncias, a Direção da Faculdade “recebeu várias mensagens que estão a ser analisadas”, e que dizem respeito ao “funcionamento de serviços FDUL”, e “a outras a questões pedagógicas”.
A diretora garante que todas as participações terão uma resposta por parte da Direção da faculdade, que “procederá em conformidade com a natureza de cada uma das denúncias”.

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BBB 2022: Larissa desaba após ser vítima de xenofobia e ver sua família ameaçada – RD1 – Terra

Larissa Tomásia foi eliminada do BBB 2022 há poucas semanas e está tendo que lidar com uma realidade nada agradável nas redes sociais. Num desabafo feito no Instagram, a ex-participante se disse vítima de xenofobia e afirmou que sua família tem sido ameaçada.
Saiba tudo o que rola na casa do BBB 2022 na cobertura do RD1
A pernambucana até entendeu que está suscetível às críticas, por passar por um reality show, só que pontuou que elas tem ultrapassado a linha do respeito:
Eu não me importo de vocês virem aqui dizerem que eu sou feia, sou chata, que eu falo lento, enfim. Agora quando vocês começam a deixar de entender que o BBB pra mim acabou e aqui fora é outra coisa, que aqui é minha realidade, começa a ficar muito chato. […] Eu recebo muitas mensagens falando do meu sotaque, do meu jeito de falar e pra mim não tem outro tipo de explicação a não ser xenofobia, então vocês tem que aprender a respeitar”.

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Larissa ainda concluiu que os telespectadores do Big Brother Brasil têm levado tudo para o pessoal e pediu empatia, além de respeito por suas origens:
Hoje em dia na internet as pessoas pregam muito sobre empatia, mas é quando a pessoa passou por uma situação parecida, ou quando se mobilizam e tomam partido de alguma coisa. É ridículo, isso pra mim já é falta de empatia, é atingir as raízes das pessoas. Eu amo meu Pernambuco, sou louca pelo meu nordeste”.
Ao expor que até sua família tem sido ameaçada, Larissa Tomásia prometeu uma resposta mais enérgica:
Aprendam a respeitar as pessoas, aprendam o verdadeiro significado da palavra empatia. Quando é comigo, tudo bem, mas quando vocês se passam pra irem no Instagram da minha família ameaçar minha mãe, minha irmã, xingar, aí o buraco é mais embaixo. Não façam isso porque eu acredito que por trás dessa telinha, vocês tem família também”.
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“Racismo do bem”, um livro sobre Marcelino da Mata sem “caixotes ideológicos” – Renascença

04 abr, 2022 – 17:25 • Tomás Anjinho Chagas
Descolonização, movimentos independentistas, racismo, 25 de abril, processo revolucionário. “O Fenómeno Marcelino da Mata” fala de todos estes temas que são indissociáveis da história de Marcelino da Mata.

O militar que nasceu na Guiné-Bissau foi sempre português e toda a vida reafirmou isso. Durante o Estado Novo, destacou-se pelas capacidades militares. Quando começou a Guerra Colonial, combateu pelo lado português contra as forças independentistas. Foi condecorado pelas mãos de Salazar e estabeleceu-se em Portugal depois da independência da Guiné.
Envolto em polémica, assumiu ter morto centenas de guineenses e ter cometido atrocidades durante a guerra. Depois do 25 de abril, foi torturado por forças ligadas ao MRPP.
No ano passado, morreu de Covid-19 e a sociedade portuguesa dividiu-se num debate aceso sobre a forma de olhar para Marcelino da Mata.
Nuno Gonçalo Poças é advogado, colunista e escritor. Enquanto autor, tem-se dedicado a temas quentes da História de Portugal. Publicou um livro sobre as FP-25, e este ano acaba de publicar “O Fenómeno Marcelino da Mata”. Em entrevista à Renascença, o autor revela que quer ler a história de forma “desapaixonada” e sem “caixotes ideológicos”.
A intenção deste livro é tentar romper com esta discussão que se tem feito em torno de Marcelino da Matta, sobre se ele era um herói ou um vilão e procurar ir mais a fundo?
Eu acho que a intenção do livro, mais do que tentar furar a discussão, é tentar que ela seja feita mas noutros moldes.
Isto é, que passe um bocadinho para lá da barreira da discussão um pouco infantilizada que ocorreu no ano passado [depois de o militar ter morrido em 2021, vítima de Covid-19] relativamente ao Marcelino da Mata ser considerado um herói ou um vilão.
Em causa está uma publicação no Facebook, de fever(…)
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Quer colocar-nos a discutir algumas questões que estão relacionadas com ele e com o seu percurso de vida, mas que acabaram por ficar um bocadinho fora da antena, como a descolonização, o processo revolucionário, a guerra, a forma como nós tratámos os soldados africanos que tinham combatido por Portugal.
Eu tenho dito isto várias vezes: eu não escrevi uma biografia sobre Marcelino da Mata. Este livro é, no fundo, um ensaio que pretende lançar as bases para uma discussão sobre os nossos últimos 50 anos de história.
Eu acho que, a dois anos do cinquentenário do 25 de abril, parece-me importante que isso pudesse ser feito.
Acredita que a discussão deste, e de outros temas na sociedade portuguesa são pautados por uma espécie de tabu? E que quem os discute assume posições radicais?
Sim, parte deles são tabu, parte deles são um enigma completo. São normalmente viciados por posições pré-concebidas relativamente áquilo que aconteceu.
A nossa história de consolidação democrática, apesar de tudo, é uma história de sucesso, mas foi feita de muitos silêncios e de muitas dores de alguns setores da sociedade.
Forças Armadas
Proposta de PSD e CDS mereceu os votos contra do B(…)
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É normal que isso aconteça, mas eu gostava que, nesta fase do campeonato, nós conseguíssemos fazer aqui uma espécie de balanço daquilo que foram os últimos 50 anos.
Gostava que fosse feita uma redenção à direita e à esquerda relativamente alguns factos políticos, posições políticas e atos praticados. Conseguirmos ganhar algum balanço para a frente.
Escreve, a dada altura, que este tipo de debates e algumas causas, esta é uma delas, a questão racial, está paulatinamente dominada por uma retórica marxista, revolucionária, anticapitalista e antiburguesa…
Sim, porque eu acho que há uma série de causas justas nas sociedades modernas, como o combate ao racismo, o feminismo, os direitos das minorias, a igualdade de género, os direitos das mulheres, os direitos dos homossexuais.
São um bocado usadas como arma de arremesso, e eu acho que nós temos caído nesse erro. A esquerda porque o tem feito, e a direita porque tem respondido com sete pedras na mão, como se aquelas causas não fossem justas.
No meio disto, há pessoas reais que precisavam de ver as suas vidas resolvidas, ver os seus direitos reconhecidos, etc.
A questão do racismo é também isto, nós hoje em dia enquadramos as coisas todas em caixotes. A história do Marcelino da Mata contraria tudo isso.
Se nós analisarmos tudo isto: a narrativa, a política, a ideologia do PAIGC, a forma como alguma historiografia portuguesa olha para os negros que combateram por Portugal como traidores à sua causa. É no fundo uma visão racial, é quase um racismo ao contrário, um “racismo do bem”
Considera-se que os negros, só porque eram negros, deveriam ter combatido pela independência [das ex colónias], sem equacionar que eles podiam sentir-se portugueses, como os brancos de cá.
Natural da Guiné-Bissau, Marcelino da Mata foi um (…)
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Isto não nos permite encaixar em caixotes simplistas. Isto não entra nas narrativas.
Diz que a história do Marcelino da Mata não cabe em “caixotes ideológicos”. Considera que há uma esquerda que vê nele um traidor e uma direita que vê nele um herói de guerra…
Ele pode ser tudo e mais alguma coisa, depende sempre da forma como queremos olhar para aquilo.
Eu acho que há coisas que são incontestáveis: que Marcelino da Mata era um grande combatente; que cometeu aterocidades em guerra, isso também é inegável; que era legitimamente português e que se sentiu assim até ao fim; que foi usado pela ditadura como símbolo e, ao mesmo tempo, foi desprezado em democracia por contrariar a ideia simplista que as coisas deviam estar arrumadas de uma determinada maneira.
Ele, de facto, contrariava tudo isso.
Em termos de notoriedade e prestígo, o Marcelino da Mata ficou numa espécie de hiato, esquecido entre o Portugal antigo e a Guiné independente. Considera que, se Marcelino da Mata fosse branco, a forma como a sociedade portuguesa tinha olhado para ele tinha sido diferente?
Era diferente em função das posições que Marcelino da Mata tivesse tomado. Houve soldados brancos que também cometeram aterocidades na Guiné, mas como se enquadraram rapidamente na narrativa do espírito revolucionário, isso acabou por não ser um tema.
O facto de ele ser negro não o ajudou.
Houve muitos combatentes [nas ex-colónias] que acabaram por assumir posições oficiais depois do 25 de abril, algo que não aconteceu com Marcelino da Mata…
Quase todos! O 25 de abril foi feito por ex-combatentes, aquela gente tinha estado na guerra.
O Marcelino da Mata acabou por ser utilizado como o facínora de serviço. As pessoas sabem o que é uma guerra. Isso até está na ordem do dia.
É um bocadinho absurdo querermos usar uma pessoa para carregar o peso das dores da guerra às costas, não foi isso que aconteceu.
Óbito
Tenente-coronel morreu esta quinta-feira, aos 80 a(…)
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Digo isto sem preconceito nenhum. As pessoas que lá estiveram cumpriram o seu papel, fizeram o que lhes mandaram fazer. E ao mesmo tempo acabaram com a guerra e depuseram a ditadura.
Mas mais uma vez, isto não cabe numa apreciação simplista da história.
Isso foi mais ou menos compreendido em função da cor da pele de quem combateu?
Eu acho que sim, acho que sim.
Considera que este é um livro que abre feridas sobre o passado colonial em Portugal ou pretende fechá-las?
Não acredito que abra feridas, porque elas existem. Também não tenho a presunção de achar que as pode fechar.
Marcelino da Mata, natural da Guiné-Bissau, tinha (…)
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Acho que pode contribuir para olharmos para isto com outros olhos. Para a minha geração sobretudo, porque apesar de tudo, a história da guerra colonial foi escrita por quem lá esteve.
Acho que agora podemos dar um passo em frente e olharmos para isto com a perspetiva de quem não esteve.
Uma leitura desapaixonada?
Sim, exatamente.
É um livro que surge praticamente ano depois do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa no 25 de abril do ano passado, em que pediu precaução ao tirar lições sobre o nosso passado colonial. Este livro quer também contribuir para essa desconstrução?
Não pensei no discurso do Presidente enquanto estava a escrever e até hoje não me tinha lembrado dessa associação.
Eu ouvi o discurso na altura, achei importante. Mas sim, acho que corresponde ao que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa disse há um ano no 25 de abril.

Primeiro escreveu sobre as FP 25 e agora sobre o Marcelino da Mata. O que se segue? Há mais algum tema quente da história portuguesa sobre o qual tenha intenções de escrever?
(Ri-se) Temas quentes há muitos! Eu tenho um projeto que vou iniciar em breve. Julgo que não será um tema tão quente quanto estes, mas é um tema que interessa ao país.
E que não quer revelar?
(Ri-se) Não, não, não. Ainda não, ainda não.
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Obra Católica de Migrações alerta para discriminação no acolhimento de refugiados – Renascença

15 abr, 2022 – 13:22 • Henrique Cunha
O alerta é feito na Renascença pela Obra Católica Portuguesa de Migrações. A presidente fala em discriminação no acolhimento de refugiados e diz que estes casos devem ser analisados pela União Europeia.
“Essa situação é verificada nas fronteiras, onde pessoas de tez mais escura foram ficando para trás, estando na mesma situação de emergência e com a mesma necessidade de serem evacuadas”, descreveu Eugénia Quaresma.
O tema esteve em discussão na reunião que a Obra Católica das Migrações manteve com o Alto Comissariado para as Migrações.
Eugénia Quaresma afirma que o assunto tem de ser analisado na União Europeia, porque em seu entender “não se pode admitir que com os valores que a Europa defende haja esse tipo de discriminação”.
Esta responsável lembra que para além da guerra na Ucrânia, “infelizmente, existem outras situações de guerra”. Eugénia Quaresma quer “respostas que não excluam ninguém” e pergunta “ao cidadão comum porque é que é tão fácil acolher uma determinada nacionalidade e não acolher outra”.
“É importante lembrar que existem outras situações de guerra no mundo, e que há outras pessoas que procuram também chegar ao nosso país e é preciso que haja respostas céleres”, defende.
Mas porque existem às vezes tantas resistências e tão fácil acolher uma determinada nacionalidade e não acolher outra? “O que faz aqui a diferença… se vêm também de contextos de guerra, também testemunhados pela comunicação social?” questiona.
“Isto inquieta-nos e é importante criar respostas que não excluam ninguém e que não discriminem ninguém”, sublinha.
No geral, a Obra Católica das Migrações considera muito positiva a forma como Portugal tem acolhido os refugiados. No entanto, Eugénia Quaresma não deixa de alertar para a ação por impulso que “às vezes provoca algumas imprudências”: “Assistimos a boas vontades espontâneas e não coordenadas que, para melhor proteger precisam de estar articuladas com as entidades oficias, até para proteger das questões do tráfico e das questões da exploração que podem ocorrer e que infelizmente ocorrem nestas situações”.
São alguns dos alertas da Obra Católica Portuguesa das Migrações após um encontro na última quarta-feira com o Alto Comissariado para as Migrações.
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"Todo o meu percurso foi feito sem qualquer tipo de discriminação" – Diário de Notícias

Hoje diretora jurídica da Sonae MC, Marta Azevedo partilha como a paridade de género ainda é um tema por desenvolver em muitas sociedades de advogados e acredita que a realidade está a mudar com as novas gerações.
© Direitos reservados
Embora a maior fatia da população seja constituída por mulheres, a verdade é que elas continuam a estar sub-representadas em muitos setores e profissões tradicionalmente vistas como masculinas. Não faltam exemplos e a área do direito é uma delas, conforme reconhece Marta Azevedo, atualmente diretora jurídica da Sonae MC. “Continua a ser um mundo muito dominado por homens e, se formos ver os partners das grandes sociedades de advogados, há claramente um grande desfasamento entre homens e mulheres”, observa. Ainda assim, a profissional admite que este era um cenário ainda mais presente quando iniciou a carreira e que é “uma tendência que se tem esbatido” com o tempo.
projeto mulher promova. “As mulheres têm claramente desvantagens sérias”
iniciativa dn. Mulheres na área da tecnologia precisam-se. E a Huawei dá bolsas
projeto mulher promova. Sara Quaresma: “Senti sempre um apoio muito grande na minha progressão de carreira”
“Nem se percebe esta pirâmide invertida quando, desde já há alguns anos, há muito mais mulheres licenciadas em Direito a sair das universidades e com médias mais altas”, aponta. De facto, os números vertidos na base de dados da Pordata confirmam que existiam, em 2021, mais alunas inscritas (59,8%) em cursos de ensino superior nas áreas de Ciências Sociais, Comércio e Direito do que alunos. Contudo, e apesar de dizer existir ainda trabalho a fazer nesta matéria, Marta Azevedo considera ter estado sempre, a nível profissional, à margem da discriminação por género. “Nunca senti nenhum tipo de barreira por ser mulher. Todo o meu percurso foi feito sem qualquer tipo de discriminação”, afirma.
Porém, a advogada admite que esta não seja uma realidade comum a todas as mulheres.
“Ainda há estudos que revelam que precisaríamos de mais de 100 anos para atingir a igualdade de género”, refere, reforçando a importância de “capacitar as mulheres a atingirem lugares de topo”. Foi, aliás, essa uma das razões que a levou a participar na primeira edição do projeto Promova, criado pela CIP com a Nova SBE, para a formação de líderes no feminino. “Este projeto está alicerçado em três grandes eixos: a capacitação e reforço de competências; o networking que nos permite conhecer grandes mulheres; e a consciencialização das organizações e da sociedade em geral para este tema”, descreve. A nível individual, Marta Azevedo diz ter sido uma experiência “muito importante” que a deixou mais bem preparada para assumir o desafio lançado pela Sonae MC, em março, para assumir o cargo de diretora jurídica. O programa de desenvolvimento pessoal e profissional tem atualmente as inscrições abertas para a sua terceira edição.
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Em casa, a especialista em Direito Laboral procura incutir valores de igualdade e respeito pelo outro aos seus três filhos, duas raparigas e um rapaz. “Falava muito com elas sobre o curso e elas não conseguiam perceber como é que dizia haver mais homens em lugares de topo quando na escola as meninas são as melhores alunas”, recorda. Inverter a pirâmide no mercado de trabalho é, por isso, essencial e para isso será fundamental “mudar consciências e comportamentos” culturais. “Acredito bastante nesta juventude porque cresceu com outros ideais, com acesso a informação imediata, questionam-se sobre o porquê de as mulheres não terem o mesmo acesso”, afirma.
A transformação cultural é, acredita, lenta, mas acabará por acontecer se todos contribuírem. Do ponto de vista das vantagens, além da garantia de igualdade de oportunidades, Marta Azevedo diz que ter “cada vez mais mulheres como juiz vai, claramente, influenciar a forma como determinadas temáticas são analisadas e abordadas” e que esta “riqueza” trazida pela diversidade é essencial para as empresas e para a sociedade.

O compromisso é assumido pela Sonae MC e trabalhado ano após ano, com os resultados e novas metas a serem publicamente anunciados pela empresa. No relatório sobre os números de 2020, verifica-se que as colaboradoras estavam em clara maioria (66%) nos cargos operacionais – facto explicado também por haver maior número de mulheres nas lojas de retalho que gere – e ainda em minoria nas posições de gestão (36%), apesar da evolução positiva face ao ano anterior. Ainda assim, atesta Marta Azevedo, que acumula as funções de diretora jurídica com as responsabilidades do departamento de relações laborais, “é uma empresa que tem uma estratégia clara para a diversidade e inclusão” nas suas várias vertentes – desde o género à deficiência, passando pela nacionalidade ou questões geracionais. “Não foi por acaso que a Sonae assumiu o compromisso de ter 40% de mulheres em cargos de liderança até 2023”, sublinha.
Para garantir esse equilíbrio, a organização aposta em medidas de conciliação entre vida pessoal e profissional, no tempo concedido a pais e mães para cuidarem dos seus recém-nascidos, mas também na política de contratação. Neste campo, os números mostram que em 2020 houve uma distribuição de 44% de mulheres em cargos de gestão (em 2019, tinham sido apenas 26%) e 61% em posições operacionais. “O papel da mulher aqui é muito importante”, conclui.

Com o apoio CIP/CGD/Fidelidade/Luz Saúde/Randstad

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11 expressões racistas contra pessoas asiáticas para você riscar do seu vocabulário – Hypeness

Desde o início de 2020, a pandemia de covid-19 escancarou a necessidade de debatermos sobre o racismo e a xenofobia contra pessoas amarelas — nativos ou descendentes de povos do leste da Ásia, como japoneses, chineses, coreanos e taiwaneses. Inúmeros casos de asiáticos sendo agredidos, maltratados e chamados de “corona vírus” nas ruas de todo o mundo vieram à tona, inclusive no Brasil, denunciando o preconceito ainda enraizado em nossa sociedade.
Por esse motivo, listamos onze termos de cunho discriminatório usados para se referir a pessoas amarelas que não devem ser ditos em hipótese alguma.
Como coronavírus expõe racismo e xenofobia contra orientais no Brasil
Mulheres asiáticas protestam no movimento #StopAsianHate.
Por mais óbvio que seja, ainda é preciso deixar claro que não, asiáticos não são todos iguais. Afirmar isso é a mesma coisa que apagar a identidade, a individualidade e os traços de personalidade de uma pessoa amarela. Além de ignorar a existência de mais de uma etnia e do fato de a Ásia ser um continente, e não um país único e homogêneo.
Utilizar termos como “xing ling” e “japa” para se referir a amarelos é o mesmo que dizer que todos eles são da mesma etnia asiática e que essa mesma etnia é a japonesa, respectivamente. Ainda que uma pessoa realmente seja descendente de japoneses, chamá-la dessa forma é ignorar seu nome e individualidade.
Ele desenhou os motivos pelos quais não devemos chamar asiáticos de ‘japa’ e dizer que são todos iguais
Essa expressão, geralmente dita em forma de piada, é na verdade preconceituosa, podendo se encaixar dentro do conceito de “racismo recreativo”. De acordo com o professor Adilson Moreira, esse tipo de racismo utiliza um suposto bom humor como desculpa para ofender aqueles que não fazem parte do padrão estético e intelectual pertencente à branquitude.
As três expressões são usadas em situações escolares e acadêmicas, principalmente na época de vestibular em que estudantes competem por vagas na universidade. Elas transmitem a ideia de que asiáticos são excelentes alunos apenas por serem asiáticos e que esse é o motivo pelo qual ingressam facilmente na faculdade.
A crença nessa super inteligência é um dos principais estereótipos que compõem a minoria modelo, que descreve pessoas amarelas como estudiosas, gentis, dedicadas e passivas. O conceito foi criado e disseminado a partir da década de 1920 pelos Estados Unidos, interessado em despertar o sentimento coletivo de que a imigração japonesa aderiu com sucesso ao sonho americano. Esse discurso foi importado para o Brasil na intenção de fortalecer o preconceito contra as demais minorias, como os negros e os indígenas.
A ideia de minoria modelo reforça ainda mais os estereótipos em torno de pessoas amarelas.
A ideia da minoria modelo é problemática porque, ao mesmo tempo em que desconsidera a individualidade das pessoas amarelas e as pressiona a ter um comportamento específico, se baseia na meritocracia e no pensamento de que tudo é possível se você se esforçar. Ela ignora a herança cultural de países como China e Japão, lugares em que o acesso à educação de qualidade é incentivado pelos próprios governos. Quando esses povos migraram para o Brasil, levaram junto a valorização do estudo e a passaram de geração em geração.
O que parece ser um estereótipo positivo para os amarelos é mais uma forma de limitá-los sem que tenham qualquer controle sobre isso, além de reforçar estereótipos negativos sobre outros grupos étnicos. Para uma minoria ser modelo, ela precisa ser comparada a outras, principalmente a negra e a indígena. É como se a branquitude dissesse que os asiáticos são a minoria que ela gosta, a minoria “que deu certo”.
Twitter: thread reúne falas racistas contra amarelos para você nunca mais usar
É importante lembrar que amarelos só servem de minoria modelo para brancos quando correspondem aos estereótipos esperados deles. Um exemplo são as falas do presidente Jair Bolsonaro. Depois de inferiorizar o povo negro ao compará-lo ao asiático em 2017 (“Alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Porque é uma raça que tem vergonha na cara”), atacou a jornalista Thaís Oyama por ter escrito um livro que criticava seu governo três anos depois (“Esse é o livro daquela japonesa, que não sei o que faz no Brasil”).
Assim como a declaração de Bolsonaro sobre Oyama, essa expressão também é xenofóbica. Ela sugere que pessoas de origem asiática, incluindo as que nasceram e foram criadas no Brasil, sempre serão vistas como estrangeiras e como algum tipo de ameaça ao país. Assim, por não pertencerem à cultura daqui, deveriam ir embora. Esse pensamento explica principalmente a falta de representatividade amarela na mídia brasileira. 
Apenas 1% dos personagens de livros infantis são negros ou asiáticos
“Asiáticos não são vírus. Racismo é.”
Essa é uma expressão xenofóbica muito comum utilizada para debochar do sotaque e da forma que imigrantes asiáticos falam. Dita em tom de piada, ela diminui um grupo de indivíduos que historicamente luta para se encaixar em uma cultura e se adaptar a uma língua que não são as dele. 
Pessoas não amarelas costumam usar essa expressão para dizer que a fala de alguém é incompreensível. Mas, pensando bem, o chinês (no caso, o mandarim) realmente é mais difícil do que russo ou alemão para o brasileiro? Com certeza não. Todas essas línguas são igualmente distantes do português falado aqui, portanto, por que só o mandarim é tido como ininteligível?
Sunisa Lee: norte-americana de ascendência asiática leva ouro e responde xenofobia com união
Essa fala parece inofensiva, mas está diretamente ligada a “Yellow Fever”, termo que descreve a fetichização dos corpos de mulheres e homens amarelos. Ambos são percebidos como femininos e exóticos demais em comparação ao padrão do homem branco.
As mulheres asiáticas são vistas como gueixas, submissas, tímidas e delicadas graças ao histórico de servidão sexual pelo qual foram obrigadas a passar por parte do exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Enquanto isso, os homens sofrem com o apagamento de sua masculinidade, sendo ridicularizados por supostamente terem o órgão sexual pequeno.
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Foto 1: Dia Dipasupil/Getty Images

Foto 2: Ketut Subiyanto/Pexels

Foto 3: AP
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ONU alerta para cruzamento entre racismo e desigualdade de género – Público

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, diz que xenofobia, misoginia, conspirações odiosas, supremacia branca e ideologias neonazis estão em crescimento.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, destacaram esta quarta-feira que o racismo e a desigualdade de género têm sobreposições e cruzamentos que denigrem a luta pela igualdade.
“São inconfundíveis as ligações entre racismo e desigualdade de género”, disse António Guterres, na reunião de alto nível para comemoração do 20.º aniversário da Declaração de Durban e Programa de Acção Contra o Racismo, na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.
O secretário-geral acrescentou que “alguns dos piores impactos” notam-se especialmente “nas sobreposições e cruzamentos da discriminação sofrida por mulheres de comunidades racializadas e grupos minoritários”.
“Quem usa este processo”, o das discriminações, preconceitos, racismo e discurso de ódio, salientou Guterres, “só denigre a nossa luta essencial” contra o racismo e pelos direitos humanos.
No contexto da actual pandemia de covid-19, o secretário-geral da ONU destacou ainda que a taxa de mortalidade pode ser três vezes maior para os grupos marginalizados e que “mulheres de grupos minoritários costumam ser as que estão em pior situação”.
As mulheres de grupos marginalizados “enfrentam uma escalada da violência baseada em género, perdem empregos e oportunidades educacionais em maior número do que qualquer outra pessoa e são as que menos beneficiam de estímulos fiscais”, frisou.
“De violações flagrantes a transgressões crescentes, os direitos humanos estão sob ataque”, declarou ainda Guterres, após indicar que a xenofobia, misoginia, conspirações odiosas, supremacia branca e ideologias neonazis estão em crescimento.
Na visão do líder da ONU, organização com 193 Estados-membros, “o racismo e a discriminação racial ainda permeiam instituições, estruturas sociais e a vida quotidiana em cada sociedade”.
Segundo António Guterres, “nenhum país pode reivindicar estar livre disso”, porque ainda existem “desequilíbrios de poder enraizados em domínio colonial, escravidão e exploração” e é imprescindível que todos reconheçam “a ressonância contemporânea de crimes passados que continuam a assombrar” o presente, “os traumas persistentes e o sofrimento transgeracional”.
A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet destacou, por vídeo, as manifestações “múltiplas e interseccionais” da discriminação racial.
“A mulher que é migrante, que é uma pessoa de ascendência africana e que é pobre enfrenta formas múltiplas e interseccionais de discriminação”, declarou a antiga Presidente do Chile. Para a responsável, trata-se de uma “negação histórica da humanidade” de milhões de pessoas que continuam a sofrer com o racismo.
Os esforços para terminar com o racismo, salientou Bachelet, têm de ir para lá do simbolismo e têm de oferecer medidas, mecanismos e instrumentos precisos.
As “reparações” pela escravatura e exploração de seres humanos de todas as origens e religiões, como afro-descendentes, indígenas ou de religião muçulmana, têm de incluir medidas de restituição ou “pagamentos de dívidas”, reabilitação, pedidos de perdão claros e garantias de que não vai haver repetição de actos desumanos.
A Declaração de Durban e Programa de Acção Contra o Racismo, adoptados há 20 anos em Durban, cidade da África do Sul, são considerados planos da ONU para “combater eficazmente o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e a intolerância”.
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Mais de 4 mil trabalhadores processam Tesla por discriminação racial – Economia

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Mais de 4 mil funcionários e ex-funcionários negros da Tesla, empresa automobilística da qual o bilionário Elon Musk, atual dono do Twitter, é CEO, processam a companhia por discriminação racial. É o maior caso deste tipo já registrado no Departamento de Emprego e Habitação da Califórnia, nos Estados Unidos. As informações são do  Los Angeles Times.

Segundo a reportagem, os trabalhadores da fábrica da Tesla em Fremont, Califórnia, ouviam frequentemente insultos racistas, eram segregados, recebiam tarefas mais difíceis e tinham mais dificuldade em serem promovidos.

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Uma ex-funcionária da empresa se queixou do trabalho exaustivo e contou ao jornal que recebeu uma função que antes era exercida por quatro homens para fazer sozinha e que, quando reclamou, ouviu de sua chefe: “Faça o trabalho ou perca seu emprego”.
A mulher também disse que colegas brancos e latinos se digiriam a ela utilizando termos ofensivos, enquanto os asiáticos faziam “piadas de frango”, um esteriótipo sobre negros americanos. Segundo ela, as ofensas raciais “eram a norma, a tradição de Tesla”.

Ainda de acordo com o relato da ex-funcionária, os empregados negros ocupavam a “área mais desagradável e desconfortável” da fábrica. A mulher acredita que a companhia de Elon Musk promove uma “escravidão moderna”.
A trabalhadora relatou ainda que Musk costumava passar em frente à fábrica “com sua comitiva” e que, nesses momentos, os colegas latinos eram deixados na frente enquanto os trabalhadores negros eram transferidos para os fundos. “Eles não queriam um rosto negro lá em cima”, afirmou.
Ela apresentou uma queixa de assédio racial e discriminação ao RH da companhia. Após a reclamação, disse que não foi mais assediada, e que sua chefe foi demitida. Mais tarde, porém, encontrou a antiga superior trabalhando em outra função na fábrica.
Um ano depois, após um erro que desligou uma linha de montagem por 15 minutos, a ex-funcionária foi demitida da Tesla. Enquanto isso, outro funcionário que havia cometido um erro parecido foi mantido na empresa, apesar de ter causado uma inundação que desligou uma linha por horas, segundo ela.
Outra mulher que trabalhava na Tesla ecoou críticas parecidas ao Los Angeles Times.  Disse que frequentemente ouvia xingamentos racistas e homofóbicos de seus colegas.

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Após queixas ao RH, a ex-funcionária teria sido transferida para outras funções várias vezes. Em uma delas, afirmou que tinha que levantar 100 pacotes pesados por dia sozinha.
Durante o tempo de inatividade na fábrica, quando peças ou caminhões estavam atrasados ​​e o trabalho na linha diminuía, apenas os trabalhadores negros eram obrigados a fazer “limpeza geral”, disse ela, ficando de joelhos para esfregar o chão e limpar as prateleiras, enquanto brancos e latinos eram autorizados a fazer pausas para descanso.
Ela saiu da Tesla em 2019. “Senti que fui forçada a sair”, afirmou.

Outro trabalhador negro também se queixou de discriminação racial dentro da Tesla. Contou que, no início, gostou de trabalhar lá e que, inclusive, acabou sendo promovido.
O homem contou que ouvia ofensas racistas sendo direcionadas aos funcionários negros. Em uma das vezes, ele e outros colegas foram chamados de “macacos” por um superior.

Mesmo promovido, suas ideias nunca eram levadas a sério, segundo ele.
Embora temesse ser demitido, o ex-funcionário denunciou os casos de racismo ao RH da empresa. 
Seu primeiro encontro correu bem, disse ele. Designaram para o seu departamento uma mulher que “parecia querer ajudar”. Mas na reunião seguinte, havia uma diferente que parecia menos preocupada. Chamado para conversar pela terceira vez, ele foi demitido.
Ao Los Angeles Times,  a Tesla contestou os relatos dos três ex-funcionários e alegou que eles não teriam feito reclamações à empresa sobre os episódios de racismo.
“A raça não tem nenhum papel em nenhuma das divisões de trabalho, promoções, remuneração ou disciplina da Tesla”, disseram os advogados da empresa em comunicado. “A Tesla proíbe a discriminação, de qualquer forma”.
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